segunda-feira, 20 de maio de 2013

Solenidade conjunta entre os Núcleos de Correspondência das cidades de Piracicaba e São Pedro, alusiva ao Dia Da Juventude Constitucionalista com outorga de Medalhas MMDC.



Núcleo de Correspondência “Voluntários Paulistas de Piracicaba” – Presidente Edson Rontani Junior.

Sr. Egydio João Tisiani, TenentePM, historiador e Conselheiro do Núcleo de Correspondência "Voluntários Paulistas de Piracicaba, Anna Thereza Prado de Almeda Carvalho, Vice-Presidente, Edson Rontani Junior, Presidente.






 
Ao microfone, dando início a Solenidade o Sr. Edson Rontani Junior.
A mesa foi composta por:
 Sr.Amado Rubio,Comandante do Exercito Constitucionalista; Sr. Tarcísio Ângelo Mascarim, Presidente do SIMESPI; Sr Sérgio Olímpio, Major PM e Deputado Estadual; Cel. Mario Fonseca Ventura, Presidente da Sociedade Veteranos de 32; Major PM Marcos Fernandes, Comandante do 10 BPM-I; Sr. João Manoel dos Santos, Presidente da Câmara Municipal de Piracicaba; Prof. João Francisco de Aguiar, Presidente do NC "São Pedro por São Paulo".


Ao microfone Sr. Edson Rontani Jr, Cel. Mario Ventura, Tereza 

 
          Publico, personalidades presentes e agraciados com a Medalha MMDC.



 
Entre as personalidades que foram agraciadas Sr. Egydio João Tisiani ao lado de sua esposa Sra Helena Bicudo Tisiani a frente Dr. Luiz Antonio da Silveira Melo, meu marido e  ao meu lado Sr. Pedro Cruz, Vereador e Secretário Municipal do Desenvolvimento Econômico da cidade de Piracicaba.

Momento em que o Cel. Mario Fonseca Ventura, Presidente da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC fazia seu discurso.


              


Maria Helena, Cel. Mario Ventura e Sr. Egydio João Tisiani

 

 Sr. Egydio João Tisiani recebendo a Medalha MMDC e os cumprimentos do Cel. Mario Fonseca Ventura.


Prof. João Francisco de Aguiar recebendo a Medalha MMDC pelo Cel. Mario Fonseca Ventura.





 
                            Eu, Maria Helena recebendo a Medalha MMDC pelo Prof. João Francisco de Aguiar.





 
Anna Thereza Prado de Almeida Carvalho recebendo sua  MedalhaMMDC pelo Cel. Mario Fonseca Ventura.


Maria Helena,Cel Mario Fonseca Ventura, Sr. Egydio João Tisiani e Sr. Edson Rontani Junior.


                              Maria Helena, Cel. Mario Fonseca Ventura e Sr. Egydio João Tisiani.





 

Momento em que o Sr. Edson Rontani Junior, Jornalista e Presidente do Núcleo de Correspondência "Voluntários Paulistas de Piracicaba" recebe das mãos  do Sr. Pedro Cruz o troféu Nhô Quim, mascote do time de futebol XV de Piracicacaba.



                            Sr. João Manoel dos Santos, Sr Edson Rontani Junior e Sr. Pedro Cruz.






Núcleo de Correspondência “São Pedro por São Paulo” – Presidente Prof. João Francisco de Aguiar.


                 A Solenidade foi realizada no Museu Gustavo Teixeira na cidade de São Pedro.




O Prof. João Francisco de Aguiar iniciando a sessão solene de outorga de Medalhas MMDC acompanhado na mesa pelo Cel. Mario Fonseca Ventura, Presidente da Sociedade Veteranos de 32 e pelo Sr. Amado Rubio, Comandante do Exercito Constitucionalista.





            O Hino Nacional cantado pela Profª Ana acompanhada pela Profª Sandra Golinelli.


                      O Sr. Hélio Donizete Zanata, prefeito de São Pedro recebendo a Medalha MMDC.







 
Sr. Edson Rontani Junior, Presidente do Núcleo de Correspondência "Voluntários Paulistas de Piracicaba" recebendo a Medalha MMDC.


Maria do Carmo Mendes de Andrade e Souza e Maria Aparecida Fracasse Barros, Vice-Presidentes do Núcleo de Correspondência "São Pedro por São Paulo" no momento em que declamavam a poesia "Nossa Bandeira" de Guilherme de Almeida.



Prof. Aldo Nunes encerrando a Solenidade.






 





                                   Os agraciados com a Medalha MMDC.



Fotos:
Antonio Carlos Aristides, 
Maria Helena de Toledo Silveira Melo e 
MMDC Piracicaba.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

MEDALHA MMDC





 Em solenidade alusiva ao Dia da Juventude Constitucionalista, houve a outorga de Medalhas MMDC pela Sociedade Veteranos de 32 a personalidades que se destacaram pela atuação no resgate e difusão da História em prol da memória da Revolução Constitucionalista. O evento, quefoi realizado pelo Núcleo de Correspondência Voluntários Paulistas de Piracicaba, ocorreu nas dependências do Armazém da Cultura “Maria Dirce de Almeida Camargo”, localizado na Estação da Paulista, na cidade de  Piracicaba, SP.



                                                                                                                                                        M.H.T.S.Melo





Recebimento da Medalha MMDC



                                                                                                                       L.A.S.Melo


                                                                                                                      A.C.Aristides


Maria Helena, Presidente do Núcleo de Correspondência Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna recebendo a Medalha MMDC pelo Prof. João Francisco de Aguiar, Presidente do Núcleo de Correspondência “São Pedro por São Paulo” auxiliado pela Vice-Presidente do Núcleo de Correspondência Voluntários Paulistas de Piracicaba, Anna Thereza Prado de Almeida Carvalho.



                                                                                                                        L.A.S.Melo

Maria Helena, Cel. Mario Ventura, Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC e Sr. João Egydio Tisiani, Tenente PM, Historiador e Conselheiro do Núcleo de Correspondência Voluntários Paulistas de Piracicaba.



                                                                                                                     A.C.Aristides

Sr. Amado Rubio, Comandante do Exército Constitucionalista, Prof. João Francisco de Aguiar, Presidente do Núcleo de Correspondência “São Pedro por São Paulo”, Major PM Marcos Fernandes, Comandante do 10 BPM-I, Maria Helena de Toledo Silveira Melo, Presidente do Núcleo de Correspondência “Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna”, Cel. Mario Ventura, Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, Major PM Sérgio Olímpio Gomes, Deputado Estadual e  Major PM Adriana Cristina Sgrigneiro Nunes.


                                                                                                                                                               A.C.Aristides

                               Publico e personalidades presentes na Solenidade.







Medalha MMDC





 
                                                                                                                    M.H.T.S.Melo
 Conjunto das Medalhas.




 
                                                                                                                    M.H.T.S.Melo


Frente da Medalha MMDC.






 
                                                                                                                    M.H.T.S.Melo


Verso da Medalha MMDC.



A Medalha MMDC foi criada pelo Decreto Estadual n° 40087 de 14 de maio de 1962.




Dedicatória
Dedico esta Medalha a todos Voluntários da Revolução Constitucionalista de 1932 e em particular aos Voluntários de São Pedro, que em sua maioria fizeram parte do Batalhão Piracicabano, do qual meu pai, Joaquim Norberto de Toledo Junior também fazia parte.





A ESTAÇÃO DA PAULISTA




 
                                                                                                                    M.H.T.S.Melo
Plataforma da Estação Ferroviária  Paulista, Piracicaba – SP



 
                                                                                                                    M.H.T.S.Melo

Plataforma da Estação Ferroviária Paulista, Piracicaba – SP



 
                                                                                                                     M.H.T.S.Melo



Participaram da Revolução Constitucionalista de 1932 cerca de 800 voluntários de Piracicaba e muitos deles partiram da Estação Ferroviária Paulista em Piracicaba, SP,  em direção à Capital de São Paulo,  de onde seguiram  para os campos de batalha.



quarta-feira, 8 de maio de 2013

Os últimos combates no setor Jaguary





Baseado nos noticiários da época e evocando o espírito paulista de 32, segue um pequeno resumo dos acontecimentos na Zona Mogiana, setor Jaguary.
Em oito de setembro os ditatoriais avançaram em Mogi Mirim. Houve combates encarniçados. No dia 10, em Amparo, as forças do Catete foram violentamente atacadas.
As tropas do Catete atacaram cerradamente toda Zona Mogiana em 13 de setembro. Houve um fortíssimo contra ataque dos constitucionalistas no dia 14. Os ditatoriais recuaram para Minas nas cidades de Guaxupé, Arceburgo e Guaranésia.
As tropas ditatoriais bombardearam duramente as cidades de Campinas e Jundiaí no dia 15, para causar pânico na população civil e novamente no dia 18 outro duro bombardeio atingiu Campinas. Os paulistas avançaram em direção a Amparo.
Já quase sem munições, os paulistas empregaram estratégias militares e conseguiram deter o avanço dos ditatoriais à cidade de Amparo, em 20 de setembro.
Novamente Campinas e outras cidades foram duramente bombardeadas. Aviadores paulistas, revoltados, atacaram o campo de pouso dos aviões da ditadura, destruindo os aviões que bombardearam a cidade de Campinas.
Em 24 de setembro os ditatoriais avançaram em Amparo. Foi impressionante a bravura dos defensores da lei: morreram mas não recuaram. Em uma dedicação suprema, as tropas paulistas conseguiram deter o avanço do inimigo no dia 25.
Enquanto isto, o Coronel Herculano de Carvalho concluiu suas negociações como General Góis Monteiro.
No dia 26 os ditatoriais lançaram mão dos últimos recursos para forçar as linhas dos redutos constitucionalista no setor Jaguary. As tropas concentradas no setor Jaguary/Amparo assumiram cada vez mais um caráter decisivo.
Os reforços recebidos e o aparelhamento bélico tornaram impossível qualquer avanço do adversário com o objetivo máximo de apoderar-se do mais importante centro ferroviário do estado, que era sem dúvida, a cidade de Campinas, relataram os jornais da época.
A zona de operações do setor Jaguary apresentava-se cheia de acidentes naturais o que fez com que os comandantes das Forças Constitucionalistas aproveitassem esse aspecto peculiar da região para uma defesa inteligentemente distribuída e firme em toda linha de combate.
Como armas de guerra as bombardas prestaram relevantes serviços em diversos combates. Numa luta travada no setor marginal do rio Jaguari, a Cia de Bombardas  desempenhou um brilhante papel, quando os ditatoriais foram severamente bombardeados e repelidos, sofrendo inúmeras baixas, abandonando suas trincheiras desmanteladas.
Em 27 de setembro todas as forças paulistas estavam com o mesmo entusiasmo inicial.
Finalmente em 28 de setembro de 1932 o Cel. Herculano de Carvalho revelou suas negociações com o Gal. Góis Monteiro. Cessou-se a luta.



Fonte de consulta.
http//:www.novomilenio.inf.br/1932sp41.htm
http//:www.arquivoestado.sp.gov.br




Combatentes na região de Campinas.





Fonte da imagem.
http://1932,comunidades.net
  

sexta-feira, 26 de abril de 2013

EXALTEMOS A MEMÓRIA DELES



Esta é uma matéria que foi publicada em um suplemento comemorativo ao 9 de julho de 1957, pelo jornal O Comércio da cidade de Amparo.
Nesta publicação temos pequenas biografias de combatentes amparenses que morreram durante a Revolução Constitucionalista, inclusive a biografia de Antônio Américo de Camargo Andrade que foi um dos quatro mortos na Sede da Legião Revolucionária, na sigla MMDC a letra C representa o seu nome.






                                                      http://www.arquivoestado.sp.gov.br/exposicao_1932/pdf









Antônio Américo de Camargo Andrade

Nasceu no dia 3 de dezembro de 1901, filho do Sr. Nabor de Camargo Andrade, falecido e da Sra. Hermelinda Nogueira de Camargo. Era casado com a Sra. Inaiah Teixeira de Camargo e deixou três filhos: Clesio, Yara e Hermelinda.
Era irmão do Sr. Cyro de Camargo Andrade e da Sras. Laura e Rita de Camargo Sampaio Ferraz.





Alonso Ferreira de Camargo (Voluntário)

Com idade bastante para prestar seus serviços em trabalhos menos pesados da retaguarda. Alonso Ferreira de Camargo preferiu, no entanto, as agruras da trincheira. Alistou-se no batalhão “14 de Julho”, em cujo encalço embarcou para Itararé. Com ele, tomou parte em vários renhidos combates, até 23 de agosto, quando colhido por estilhaços de granada, em Buri, ficou gravemente ferido. Trazido para a Capital e internado no Instituto Paulista, ali faleceu a 30 do mesmo mês. Seu corpo foi transladado para Amparo, onde nascera.
Alonso era filho do Sr. João Bellarmino Ferreira e da Sra. Francisca Viegas Ferreira de Camargo, nascera em Amparo, aos 27 de setembro de 1887. Contava, pois, 45 anos ao incorporar-se. Casado com a Sra. Maria Fausta Nogueira de Camargo, deixou duas filhas: Celina e Inah. Era irmão dos Srs. Dr. Lauro Ferreira de Camargo, desembargador na Côrte Suprema e ex-interventor federal de São Paulo, casado com a Sra. Noêmia de Almeida Camargo; Sr. Clóvis Ferreira de Camargo; e Sras. Lecticia, casada com o Sr. Benedito Lino de Campos e Ottilia, casada com o Sr. Paulo Nogueira.
Alonso Ferreira de Camargo ocupava cargo de alto relevo na Secretaria da Agricultura, tendo sido escolhido, por varias vezes, para importantes comissões. Viajado, conhecia a Inglaterra, a França, a Suíça e a Alemanha, falando corretamente, além do português, o francês e o alemão.   





Argemiro Alves Silvestre  (Voluntário)

Dos bancos da Faculdade de Direito, quase desertos naqueles dias inesquecíveis de 32, partiram muitos moços para as lides heróicas das trincheiras constitucionalistas. Dentre os que foram Argemiro figurava na dianteira. A mesma data marcou a sua incorporação e deu nome ao batalhão que o levaria para a glória e para a morte: “14 de Julho”. Integrado na 3ª cia., 2º pelotão, lutou bravamente no setor Sul. E morreu com a vista esquerda atravessada por uma bala, na posição que ocupava numa trincheira do Serrado, à margem do rio das Almas. Sepultado ali mesmo, foi mais tarde seu corpo levado para Amparo, sua cidade natal. Incorporado a 14 de julho, embarcou para a frente dia 18 e, exatamente dois meses depois, a 18 de setembro tombou, completando seu sacrifício.
Argemiro era quartanista de Direito, professor do Lyceu Coração de Jesus, do qual houvera sido também aluno, sua memória recebeu deste estabelecimento de ensino varias homenagens, entre as quais uma série de cartões com os seguintes dizeres:
“PROF. ARGEMIRO ALVES SYLVESTRE – Era filho do Sr. José Sylvestre Martins e da Sra. Maria Rita da Conceição Sylvestre. Nasceu em Amparo a 28 de Junho de 1904. Modelar ex-aluno do Lyceu, quartanista de Direito, fez parte do Batalhão “14 de Julho” dando à causa de São Paulo o máximo de seu contingente: a vida que perdeu heroicamente nos campos do Serrado (Rio das Almas) no combate de 18 de setembro último. Portanto, Mestre incansável e dedicadíssimo do nosso externato, a sua morte prematura, si bem que heroica, deixa um vácuo profundo em todos os seus colegas e discípulos. A ele conceda Nosso Senhor o descanso eterno”.




Humberto Angelo Beretta (Voluntário)

 Incorporado ao “Batalhão 23 de Maio” desde 13 de julho, com batismo de fogo recebido a 17, Humberto Angelo Beretta tomou parte em diversas arriscadas operações, valendo-lhe a sua atuação divisas de sargento, posto que honrava quando da retomada de Amparo, a 18 de setembro. Nesse dia, atingido na garganta, morreu combatendo. Está sepultado no cemitério do Sylvestre em Amparo.
Amparense, nascido a 14 de julho de 1904, era Humberto filho do Sr. Joaquim Beretta e da Sra. Anna Maria Bertholdi e irmão de José Carlos, Benevenuto João, Amadeu, Elvira, Iracema e Yolanda Beretta. Solteiro, trabalhava no comércio em sua terra, onde era estimadíssimo e onde sua memória foi largamente homenageada.









João Garibaldi dos Santos (Exercito)

Sorteado em São Paulo, João Garibaldi dos Santos, foi designado, como tantos outros, para servir em Mato Grosso. Entretanto estalou a Revolução Constitucionalista. As tropas de Mato Grosso aderiram ao movimento. E foi como cabo da 2ª companhia, nº320, do 18 B.C.de Campo Grande, sob o comando do tenente coronel Aquino Correia, que João Garibaldi dos Santos trabalhou, bravamente, no exercito, que batalhava pela reconstitucionalização do país. Morreu a 10 de setembro, em Porto Murtinho, naquele Estado, vitima de uma rajada de metralhadora. Foi sepultado no local onde caiu e, em outubro de 1935, foi transladado para Amparo.
João Garibaldi dos Santos nasceu em Amparo, a 6 de maio de 1909,filho do Dr. Garibaldi José dos Santos e da Sra. Josephina Maria da Conceição. Era solteiro e, antes de ingressar no exercito lavrador.





Nicolau Maffei (Voluntário)

Estamos em frente ao nome de um lidimo herói da Revolução Constitucionalista. Soldados e comandantes do batalhão a que pertencia o reconheceram. E o próprio adversário prestou-lhe as homenagens a que lhe davam direito sua bravura e seu patriotismo.
Nicolau Maffei incorporou-se ao Batalhão Constitucionalista de Presidente Prudente e seguiu para a frente das operações sob o comando do Coronel Miguel de Oliveira Brisola. Morreu no combate de Ribeirópolis, foi sepultado em Ribeirópolis pelo inimigo, o qual lhe prestou honras militares a que fazia jus, quer por ser oficial quer pela sua bravura que revelou o que foi reconhecida pelo próprio adversário.
Seu último combate é episódico: Cercado e intimado a render-se disse alto e bom som “Um paulista não se entrega”, caindo, segundos depois, varado pelas balas adversárias. Era, nesse dia, o terceiro ferimento que recebia, pois que as oito horas fora atingido na mão e as dez horas no peito. Continuara a combater. Indiferente aos rogos de seus camaradas não quis abandonar sua trincheira até que à tarde, cercado e já sem munição, preferiu morrer a se entregar.
Nicolau Maffei nascera em Amparo a 26 de fevereiro de 1905, filho do Sr. André Maffei e da Sra. Francisca Maffei. Era casado com Sra. Mathilde Alves Maffei, tendo deixado um filhinho de nome Nelson Tabajara Maffei. Era funcionário da Prefeitura Municipal de Presidente Prudente. A uma das ruas dessa cidade, em sua homenagem, foi dado seu nome.


                             
Fonte das biografias.
Livro Cruzes Paulista.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

A CIDADE DE PEDREIRA E A REVOLUÇÃO DE 1932



A CIDADE

Pedreira nasceu do sonho de um homem, o Cel. João Pedro de Godoy Moreira, que em 1887 resolveu transformar sua fazenda em uma cidade.
Em 1890 a Vila tornou-se Distrito Policial, em 1892 em Capela Curada e posteriormente em Distrito de Paz e Freguesia. Finalmente, em 31 de outubro de 1896 tornou-se Município. No local existia o Bairro dos Pedros, derivando, daí, o nome Pedreira.
O município encontra-se encravado na zona Cristalina do Norte do Estado de São Paulo, na Micro Região da Estâncias Hidrominerais Paulistas, tendo por limite Amparo, Campinas, Jaguariúna e Morungaba.
Pedreira situa-se a 33 km de Campinas, aproximadamente a 13 km de Jaguariúna e a 12 km de Amparo.


                              
                                Cidade de Pedreira em 1939.


                                                                                                                         MHTSMelo                                                                                                 
                                Vista parcial da cidade de Pedreira em 2013.  



Fontes das informações:       
                                                                                                                                                             
http://www.pedreira.sp.gov.br/( Adílson Spagiari – Museu Histórico e da Porcelana de Pedreira)
 http://www.igc.sp.gov.br/produtos/galeria_aerofotos.aspx



A Revolução


Devido à sua localização na Serra da Mantiqueira, Pedreira foi um dos últimos locais onde os Soldados Constitucionalistas se estabeleceram e montaram suas trincheiras.
No Morro do Cristo foram abertas trincheiras pelos soldados, entre eles os pedreirenses Arnaldo Rossi, Edu Rossi e Guilherme Filipini, que lutaram junto ao Batalhão 23 de Maio. Nesse morro, ainda há valas das trincheiras e também um monumento em homenagem aos combatentes pedreirenses, como pode-se ver adiante em “Visita ao Morro do Cristo”.
Os combatentes de Pedreira provavelmente estiveram sob o comando do Monsenhor Luiz Fernandes de Abreu, que foi oficial de ligação do Batalhão 23 de Maio. Ele lutou de parabellum em punho e foi aprisionado em Amparo em 18 de setembro, ficando preso por cinco meses na Ilha das Flores, RJ.

O Diário Oficial de 19 de setembro de 1932 registrou que o tenente Carlos Berenhauser, chefe do serviço de Publicidade da 4ª Divisão de Infantaria, recebeu do Serviço de Publicidade da Imprensa Nacional, o telegrama que se segue, transcrito do Diário Oficial da União, de 19/09/1932 p.39, seção 1.

“Itapira,16 – Urgente – O Estado  Maior da 4ª Divisão de Infantaria informa: na frente geral de Campinas o destacamento do coronel Dutra consolidou a conquista da localidade de Pedreira, a doze quilômetros a oeste de Amparo. Nos eixos da via férrea e da rodovia Mogi-Mirim – Campinas, o adversário que, na véspera, se retirara apressadamente para o sul do rio Camanducaia, não mais voltou, mantendo-se também inativo nos demais pontos da frente. Nos outros setores da 4ª Divisão nada houve de notável nas últimas vinte e quatro horas. Um avião inimigo bombardeou, hontem, Pedreira e Amparo, com fracos resultados. Nossos aviões de caça mandados em seu encalço não mais conseguiram encontra-lo.”

Nota-se neste telegrama a confirmação da participação efetiva da cidade de Pedreira na Revolução Constitucionalista.


Fontes das informações:

JJ Jornal de Jaguariúna, sábado,21 de julho de 2012.
http://www.jusbrasil.com.br/diarios/2243636/dou-secao-1-19-09-1932-pg-39



Visita ao Morro do Cristo em Pedreira


                                                                                                                    MHTSMelo
 Portal que dá acesso ao cume do Morro do Cristo.


                                                                                                                                                                                                                       
                                                                                                                                                                  MHTSMelo  
                                        
Monumento alusivo ao Movimento Constitucionalista.
Trincheiras foram cavadas nessa região e nesta foto vê-se uma vala atrás do Monumento, a qual pode ter sido uma delas.
                                         

 
                                                                                                                                                             MHTSMelo 

                                 Vala que provavelmente foi uma trincheira.


                                                                                                                                                                MTSMelo


                                                                                                                        MHTSMelo 
   
                                                                                                                                                           
                                                                                                                                                                            MHTSMelo                                                                                                                                                                                                                         


                                                                                                            MHTSMelo
                                                                                                                                                   
  Do local onde está o Monumento, avista-se o topo do Morro onde encontra-se a
estátua de Cristo, conforme mostra a foto.

                                                                                                                                                             MHTSMelo

                                              Do alto do morro, vista na direção de Amparo.




O Museu e a Revolução


O Museu Histórico e da Porcelana de Pedreira, todos os anos, durante o mês de julho, faz uma homenagem aos Revolucionários de 1932 com uma exposição com peças de seu  próprio acervo.




                                                                                                                                          www.classelider.com


ANIVERSÁRIO DO PORTAL “TRINCHEIRAS DE JAGUARIÚNA”!

    14 ANOS! Em 2012, iniciei as pesquisas relacionadas à Revolução Constitucionalista de 1932 em Jaguariúna. Nestes 14 anos, muitas mat...