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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Crianças na Revolução Constitucionalista.




Oficialmente, a participação de crianças na Revolução Constitucionalista de 1932 foi exclusivamente em setores da retaguarda e, as crianças que participavam de grupos de escoteiros, serviam como mensageiros e auxiliares junto ao MMDC, Cruzada Paulista etc.
Há relatos de crianças que foram para o front, escondidas ou mentido a idade. Estes episódios foram relatados posteriormente a Cessão das Hostilidades, por pessoas que eram ligadas de alguma maneira ao protagonista ou por eles próprios.
Muitas destas histórias foram publicadas em jornais em 1932 e anos posteriores, geralmente nas datas em que se comemora o aniversário da Revolução Constitucionalista.
Temos já publicado no Blog as histórias de Aldo Chioratto e Oscar Rodrigues. Hoje, em homenagem às crianças de 1932 publicarei a história de Michel Mujali, que foi publicada no jornal “Diário da Noite” de 1957.


“DESCOBRIRAM NA TRINCHEIRA O CLANDESTINO DE 16 ANOS.”

“O Jovem Michel Tinha Fugido de Casa Branca e Viera a São Paulo Para Participar da Revolução.”


“O entusiasmo pela causa Constitucionalista empolgava todas as cidades do interior.
Jovens que jamais haviam tomado nas mãos um fuzil partiam para a luta. Mas nem sempre as famílias o permitiam.
Da cidade de Casa Branca, onde vivia com a avó, que o criava, Michel Mujali, com 16 anos de idade, numa madrugada de julho, fugiu para São Paulo, apresentando-se como voluntário. Sendo menor e não podendo ser aceito, foi, no entanto, incumbido do patrulhamento na Praça da República.
Quando o “Batalhão 9 de Julho”, seguiu para Campinas, o jovem subiu clandestinamente num caminhão, mantendo-se oculto aos olhos do Comandante que só deu por sua presença nas trincheiras. Aí, porém, já era tarde. O inimigo se aproximava de Eleutério, na região de Itapira. Sugeriram-lhe que, sendo muito magro, poderia dar baixa e ir para um hospital sob a alegação de doença. Mas o jovem continuou nas trincheiras, lutando e tomando parte em patrulhas de reconhecimento, até o trágico desfecho da luta. Durante a noite, cercado pelas tropas adversárias, com 20 companheiros, subiu as montanhas da região, até atingir Mogi Mirim.
Pouco depois era assinado o armistício”.







Imagem jornal "diário da Noite, 9/07/1957.







                                  Mais dois jovens nas trincheiras.

Na pesquisa que fiz no Jornal “Diário da Noite” publicado em 1957, encontrei, inserido em um texto cujo o título é “Baluarte do Setor Sul” (será publicado no Blog posteriormente) a seguinte informação:
 “Havia no 2º Pelotão da 2ª Companhia do Batalhão “9 de Julho”, dois menores, de 16 anos, Ricardo Gonçalves e Bruno Melo Teixeira.






Ilustração de Messias, publicada no jornal.






               Recordando...


Meu pai, dizia altivo, o pequenino louro,
Lutou como um herói pela Revolução,
P’ra o bem de sua terra, ele entregou tanto ouro,
Que dava para encher a minha e a sua mão.

Da fazenda mandou o mais soberbo touro,
E os cavalos de raça...e gado em profusão,
E sacos de cereais; enfim quase um tesouro
P’ra o Soldado da Lei, vingando o seu torrão.

Mamãe foi trabalhar, curvada na costura,
Minha irmã preparou unguento e a ligadura
Daquele que tombou ferido sem um ai.

Do dinheiro do cofre, um formidável maço,
Eu com ele comprei seis capacetes de aço...
E você, que é que deu?
- A vida de papai...

Isabel V. Serpa e Paiva.



Fonte arquivo pessoal.
Jornal “Diário da Noite”, Edição Especial de 09 de julho de 1957.
Jornal “A Gazeta”, Edição Especial de 09 de julho de 1935.                                              


O Núcleo de Correspondência “Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna” homenageia todas as crianças do Brasil!!!



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
11/10/2017.




 

domingo, 4 de novembro de 2012

Mausoléu dos Voluntários Campineiros na Revolução de 1932




O monumento aos Heróis de 32, no Cemitério da Saudade em Campinas, SP, é de autoria de Marcelino Velez, com forma da Bandeira Paulista, foi inaugurado em 9 de julho de 1935 e abriga os restos mortais de 34 voluntários que morreram em decorrência do movimento constitucionalista de 1932. A construção foi financiada na época pela iniciativa privada.

Neste Mausoléu encontram-se os restos mortais do voluntário Nabor de Moraes, nascido em 12 de maio de 1914 na Vila Jaguary, atual Jaguariúna, SP.  Nabor foi ferido, durante um combate, por estilhaços de granada vindo a falecer em 31 de agosto de 1932.
 
Frente do Monumento Mausoléu


                                                               







O Soldado Guardião

 






 
 

Fontes de informações:

G1 Campinas e Região.
Disponível em http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2012apos77-anos-monumento-aos-herois-sera-restaurado-em-campinas.html. Acesso em 02 de nov.de 2012.
 
 



 

ANIVERSÁRIO DO PORTAL “TRINCHEIRAS DE JAGUARIÚNA”!

    14 ANOS! Em 2012, iniciei as pesquisas relacionadas à Revolução Constitucionalista de 1932 em Jaguariúna. Nestes 14 anos, muitas mat...