sexta-feira, 26 de abril de 2013

EXALTEMOS A MEMÓRIA DELES



Esta é uma matéria que foi publicada em um suplemento comemorativo ao 9 de julho de 1957, pelo jornal O Comércio da cidade de Amparo.
Nesta publicação temos pequenas biografias de combatentes amparenses que morreram durante a Revolução Constitucionalista, inclusive a biografia de Antônio Américo de Camargo Andrade que foi um dos quatro mortos na Sede da Legião Revolucionária, na sigla MMDC a letra C representa o seu nome.






                                                      http://www.arquivoestado.sp.gov.br/exposicao_1932/pdf









Antônio Américo de Camargo Andrade

Nasceu no dia 3 de dezembro de 1901, filho do Sr. Nabor de Camargo Andrade, falecido e da Sra. Hermelinda Nogueira de Camargo. Era casado com a Sra. Inaiah Teixeira de Camargo e deixou três filhos: Clesio, Yara e Hermelinda.
Era irmão do Sr. Cyro de Camargo Andrade e da Sras. Laura e Rita de Camargo Sampaio Ferraz.





Alonso Ferreira de Camargo (Voluntário)

Com idade bastante para prestar seus serviços em trabalhos menos pesados da retaguarda. Alonso Ferreira de Camargo preferiu, no entanto, as agruras da trincheira. Alistou-se no batalhão “14 de Julho”, em cujo encalço embarcou para Itararé. Com ele, tomou parte em vários renhidos combates, até 23 de agosto, quando colhido por estilhaços de granada, em Buri, ficou gravemente ferido. Trazido para a Capital e internado no Instituto Paulista, ali faleceu a 30 do mesmo mês. Seu corpo foi transladado para Amparo, onde nascera.
Alonso era filho do Sr. João Bellarmino Ferreira e da Sra. Francisca Viegas Ferreira de Camargo, nascera em Amparo, aos 27 de setembro de 1887. Contava, pois, 45 anos ao incorporar-se. Casado com a Sra. Maria Fausta Nogueira de Camargo, deixou duas filhas: Celina e Inah. Era irmão dos Srs. Dr. Lauro Ferreira de Camargo, desembargador na Côrte Suprema e ex-interventor federal de São Paulo, casado com a Sra. Noêmia de Almeida Camargo; Sr. Clóvis Ferreira de Camargo; e Sras. Lecticia, casada com o Sr. Benedito Lino de Campos e Ottilia, casada com o Sr. Paulo Nogueira.
Alonso Ferreira de Camargo ocupava cargo de alto relevo na Secretaria da Agricultura, tendo sido escolhido, por varias vezes, para importantes comissões. Viajado, conhecia a Inglaterra, a França, a Suíça e a Alemanha, falando corretamente, além do português, o francês e o alemão.   





Argemiro Alves Silvestre  (Voluntário)

Dos bancos da Faculdade de Direito, quase desertos naqueles dias inesquecíveis de 32, partiram muitos moços para as lides heróicas das trincheiras constitucionalistas. Dentre os que foram Argemiro figurava na dianteira. A mesma data marcou a sua incorporação e deu nome ao batalhão que o levaria para a glória e para a morte: “14 de Julho”. Integrado na 3ª cia., 2º pelotão, lutou bravamente no setor Sul. E morreu com a vista esquerda atravessada por uma bala, na posição que ocupava numa trincheira do Serrado, à margem do rio das Almas. Sepultado ali mesmo, foi mais tarde seu corpo levado para Amparo, sua cidade natal. Incorporado a 14 de julho, embarcou para a frente dia 18 e, exatamente dois meses depois, a 18 de setembro tombou, completando seu sacrifício.
Argemiro era quartanista de Direito, professor do Lyceu Coração de Jesus, do qual houvera sido também aluno, sua memória recebeu deste estabelecimento de ensino varias homenagens, entre as quais uma série de cartões com os seguintes dizeres:
“PROF. ARGEMIRO ALVES SYLVESTRE – Era filho do Sr. José Sylvestre Martins e da Sra. Maria Rita da Conceição Sylvestre. Nasceu em Amparo a 28 de Junho de 1904. Modelar ex-aluno do Lyceu, quartanista de Direito, fez parte do Batalhão “14 de Julho” dando à causa de São Paulo o máximo de seu contingente: a vida que perdeu heroicamente nos campos do Serrado (Rio das Almas) no combate de 18 de setembro último. Portanto, Mestre incansável e dedicadíssimo do nosso externato, a sua morte prematura, si bem que heroica, deixa um vácuo profundo em todos os seus colegas e discípulos. A ele conceda Nosso Senhor o descanso eterno”.




Humberto Angelo Beretta (Voluntário)

 Incorporado ao “Batalhão 23 de Maio” desde 13 de julho, com batismo de fogo recebido a 17, Humberto Angelo Beretta tomou parte em diversas arriscadas operações, valendo-lhe a sua atuação divisas de sargento, posto que honrava quando da retomada de Amparo, a 18 de setembro. Nesse dia, atingido na garganta, morreu combatendo. Está sepultado no cemitério do Sylvestre em Amparo.
Amparense, nascido a 14 de julho de 1904, era Humberto filho do Sr. Joaquim Beretta e da Sra. Anna Maria Bertholdi e irmão de José Carlos, Benevenuto João, Amadeu, Elvira, Iracema e Yolanda Beretta. Solteiro, trabalhava no comércio em sua terra, onde era estimadíssimo e onde sua memória foi largamente homenageada.









João Garibaldi dos Santos (Exercito)

Sorteado em São Paulo, João Garibaldi dos Santos, foi designado, como tantos outros, para servir em Mato Grosso. Entretanto estalou a Revolução Constitucionalista. As tropas de Mato Grosso aderiram ao movimento. E foi como cabo da 2ª companhia, nº320, do 18 B.C.de Campo Grande, sob o comando do tenente coronel Aquino Correia, que João Garibaldi dos Santos trabalhou, bravamente, no exercito, que batalhava pela reconstitucionalização do país. Morreu a 10 de setembro, em Porto Murtinho, naquele Estado, vitima de uma rajada de metralhadora. Foi sepultado no local onde caiu e, em outubro de 1935, foi transladado para Amparo.
João Garibaldi dos Santos nasceu em Amparo, a 6 de maio de 1909,filho do Dr. Garibaldi José dos Santos e da Sra. Josephina Maria da Conceição. Era solteiro e, antes de ingressar no exercito lavrador.





Nicolau Maffei (Voluntário)

Estamos em frente ao nome de um lidimo herói da Revolução Constitucionalista. Soldados e comandantes do batalhão a que pertencia o reconheceram. E o próprio adversário prestou-lhe as homenagens a que lhe davam direito sua bravura e seu patriotismo.
Nicolau Maffei incorporou-se ao Batalhão Constitucionalista de Presidente Prudente e seguiu para a frente das operações sob o comando do Coronel Miguel de Oliveira Brisola. Morreu no combate de Ribeirópolis, foi sepultado em Ribeirópolis pelo inimigo, o qual lhe prestou honras militares a que fazia jus, quer por ser oficial quer pela sua bravura que revelou o que foi reconhecida pelo próprio adversário.
Seu último combate é episódico: Cercado e intimado a render-se disse alto e bom som “Um paulista não se entrega”, caindo, segundos depois, varado pelas balas adversárias. Era, nesse dia, o terceiro ferimento que recebia, pois que as oito horas fora atingido na mão e as dez horas no peito. Continuara a combater. Indiferente aos rogos de seus camaradas não quis abandonar sua trincheira até que à tarde, cercado e já sem munição, preferiu morrer a se entregar.
Nicolau Maffei nascera em Amparo a 26 de fevereiro de 1905, filho do Sr. André Maffei e da Sra. Francisca Maffei. Era casado com Sra. Mathilde Alves Maffei, tendo deixado um filhinho de nome Nelson Tabajara Maffei. Era funcionário da Prefeitura Municipal de Presidente Prudente. A uma das ruas dessa cidade, em sua homenagem, foi dado seu nome.


                             
Fonte das biografias.
Livro Cruzes Paulista.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

A CIDADE DE PEDREIRA E A REVOLUÇÃO DE 1932



A CIDADE

Pedreira nasceu do sonho de um homem, o Cel. João Pedro de Godoy Moreira, que em 1887 resolveu transformar sua fazenda em uma cidade.
Em 1890 a Vila tornou-se Distrito Policial, em 1892 em Capela Curada e posteriormente em Distrito de Paz e Freguesia. Finalmente, em 31 de outubro de 1896 tornou-se Município. No local existia o Bairro dos Pedros, derivando, daí, o nome Pedreira.
O município encontra-se encravado na zona Cristalina do Norte do Estado de São Paulo, na Micro Região da Estâncias Hidrominerais Paulistas, tendo por limite Amparo, Campinas, Jaguariúna e Morungaba.
Pedreira situa-se a 33 km de Campinas, aproximadamente a 13 km de Jaguariúna e a 12 km de Amparo.


                              
                                Cidade de Pedreira em 1939.


                                                                                                                         MHTSMelo                                                                                                 
                                Vista parcial da cidade de Pedreira em 2013.  



Fontes das informações:       
                                                                                                                                                             
http://www.pedreira.sp.gov.br/( Adílson Spagiari – Museu Histórico e da Porcelana de Pedreira)
 http://www.igc.sp.gov.br/produtos/galeria_aerofotos.aspx



A Revolução


Devido à sua localização na Serra da Mantiqueira, Pedreira foi um dos últimos locais onde os Soldados Constitucionalistas se estabeleceram e montaram suas trincheiras.
No Morro do Cristo foram abertas trincheiras pelos soldados, entre eles os pedreirenses Arnaldo Rossi, Edu Rossi e Guilherme Filipini, que lutaram junto ao Batalhão 23 de Maio. Nesse morro, ainda há valas das trincheiras e também um monumento em homenagem aos combatentes pedreirenses, como pode-se ver adiante em “Visita ao Morro do Cristo”.
Os combatentes de Pedreira provavelmente estiveram sob o comando do Monsenhor Luiz Fernandes de Abreu, que foi oficial de ligação do Batalhão 23 de Maio. Ele lutou de parabellum em punho e foi aprisionado em Amparo em 18 de setembro, ficando preso por cinco meses na Ilha das Flores, RJ.

O Diário Oficial de 19 de setembro de 1932 registrou que o tenente Carlos Berenhauser, chefe do serviço de Publicidade da 4ª Divisão de Infantaria, recebeu do Serviço de Publicidade da Imprensa Nacional, o telegrama que se segue, transcrito do Diário Oficial da União, de 19/09/1932 p.39, seção 1.

“Itapira,16 – Urgente – O Estado  Maior da 4ª Divisão de Infantaria informa: na frente geral de Campinas o destacamento do coronel Dutra consolidou a conquista da localidade de Pedreira, a doze quilômetros a oeste de Amparo. Nos eixos da via férrea e da rodovia Mogi-Mirim – Campinas, o adversário que, na véspera, se retirara apressadamente para o sul do rio Camanducaia, não mais voltou, mantendo-se também inativo nos demais pontos da frente. Nos outros setores da 4ª Divisão nada houve de notável nas últimas vinte e quatro horas. Um avião inimigo bombardeou, hontem, Pedreira e Amparo, com fracos resultados. Nossos aviões de caça mandados em seu encalço não mais conseguiram encontra-lo.”

Nota-se neste telegrama a confirmação da participação efetiva da cidade de Pedreira na Revolução Constitucionalista.


Fontes das informações:

JJ Jornal de Jaguariúna, sábado,21 de julho de 2012.
http://www.jusbrasil.com.br/diarios/2243636/dou-secao-1-19-09-1932-pg-39



Visita ao Morro do Cristo em Pedreira


                                                                                                                    MHTSMelo
 Portal que dá acesso ao cume do Morro do Cristo.


                                                                                                                                                                                                                       
                                                                                                                                                                  MHTSMelo  
                                        
Monumento alusivo ao Movimento Constitucionalista.
Trincheiras foram cavadas nessa região e nesta foto vê-se uma vala atrás do Monumento, a qual pode ter sido uma delas.
                                         

 
                                                                                                                                                             MHTSMelo 

                                 Vala que provavelmente foi uma trincheira.


                                                                                                                                                                MTSMelo


                                                                                                                        MHTSMelo 
   
                                                                                                                                                           
                                                                                                                                                                            MHTSMelo                                                                                                                                                                                                                         


                                                                                                            MHTSMelo
                                                                                                                                                   
  Do local onde está o Monumento, avista-se o topo do Morro onde encontra-se a
estátua de Cristo, conforme mostra a foto.

                                                                                                                                                             MHTSMelo

                                              Do alto do morro, vista na direção de Amparo.




O Museu e a Revolução


O Museu Histórico e da Porcelana de Pedreira, todos os anos, durante o mês de julho, faz uma homenagem aos Revolucionários de 1932 com uma exposição com peças de seu  próprio acervo.




                                                                                                                                          www.classelider.com


quarta-feira, 27 de março de 2013

Relatório do Batalhão de Voluntários “23 de Maio”




Este é um relatório sobre as manobras realizadas pelo Batalhão 23 de Maio na região de Amparo, foi transcrito no “Suplemento Comemorativo ao 9 de Julho” do jornal O Comércio da cidade de Amparo e publicado em 9 de julho de 1957.
Detalhes interessantes sobre os combates, descrição com pormenores de atos de bravura e citando ainda vários nomes de heróis que se destacaram durante a Revolução Constitucionalista.
Originalmente redigido em 12 de outubro de 1932.











Capa do Suplemento





Disponível em http://www.arquivooestado.sp.gov.br/exposição_1932/pdf/prf/Br_APESp_O COM_0907157_001_024.pdf, acesso em 22/02/2013.



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.


 

sábado, 16 de março de 2013

LONGE DA FRONTEIRA





No artigo a seguir, que foi publicado em um “Suplemento Comemorativo ao 9 de Julho” pelo jornal “O Comércio” da cidade de Amparo em 1957; nele o Prof. Affonso Ribeiro Persicano, que na época da Revolução Constitucionalista era Diretor de um Grupo Escolar na cidade de Socorro, narrou suas lembranças sobre as batalhas travadas pelo intrépido “Batalhão 23 de Maio”, que anteriormente chamava-se “Batalhão da Cidade de Socorro” e também sobre as operações militares na Região de Amparo , citando diversas cidades mineiras e paulistas entre elas Pedreira e Vila Jaguary, atual Jaguariúna. O Professor relatou também a morte do Capitão Manoel dos Santos Sobrinho entre outros e a prisão do Padre Luiz de Abreu.
O Professor Affonso Ribeiro Persicano era Diretor do Grupo Escolar Cel. Olympio Gonçalves Dos Reis e em 24 de dezembro de 1941 foi nomeado Diretor do Ginásio de Amparo conforme Publicação no Diário Oficial e faleceu em 4 de abril de 1985.

    http://www.arquivoestado.sp.gov.br/exposicao_1932/pdf/Br-APESP-O-COM-09071957-001-024.pdf




Fonte de consulta.


Nomeação diretor do ginásio -https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:0k-X2hzPIegJ:www.imprensaoficial.com.br/PortalIO/DO/GatewayPDF.aspx?link%3D/1941/diario%2520oficial/dezembro/24/pag_0005_96GGQAELD7720e0J0VAJRC46EOO.pdf+Affonso+ribeiro+persicano+-+socorreo+-+sp&hl=pt&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEESh6upp9UwXZZc0tHHwRHM6Cqdm-PdopWeKlhY9QPWpGUo-5OKWbSxyQlneUVrVwfOpE7mjAI8BoYnSM4AdO-JYJwC3G3Adp6veDNsycJLRuD9RdRwDpV-bpLtIer-GYNuHMGn55&sig=AHIEtbRBi4uWNPmLzF_-pQx_gpSE___ZNg,  acesso em 12 de mar.de 2013.


sexta-feira, 8 de março de 2013


Alexandre Poludarow
O russo que lutou e morreu pela Constituição do Brasil em 1932

Александр "Poludarow"
Русские, кто боролся и погиб за Конституцию Бразилии в 1932 году










9 de Julho de 1932 é uma data representativa na História do Brasil. É o marco da Revolução Constitucionalista que o Estado de São Paulo deflagrou contra o estado ditatorial de Getúlio Vargas. Neste 9 de julho de 2012 comemoramos 80 anos de sacrifícios de diversos paulistas, brasileiros e estrangeiros que perceberam que lutar pela liberdade é um grande valor, mesmo que a morte seja a única certeza.

A Revolução Constitucionalista teve sua derrota, mas a guerra, não, pois em 1934 a luta paulista conseguiu seu ideal, a nova Constituição.

Nessa luta de heróis, políticos, soldados, anônimos e brasileiros, diversos estrangeiros em solo do Brasil tiveram destaque. E um deles foi o russo Alexandre Poludarow, que agiu como grande voluntário pela causa da liberdade e da Constituição brasileira.

Alexandre Poludarow incorporou-se ao Exército Constitucionalista na Capital, em São Paulo, seguindo para a Zona Sul de combate, como comandante do Primeiro Batalhão Bandeirantes, no dia 18 de setembro de 1932. Ele já era um militar experiente, e muito culto. Oficial do Exército Russo, do Regimento de Cossacos do Czar, veterano da Grande Guerra, Poludarow estava sempre prestes a servir à força do combate. Em 29 de setembro de 1932, em consequência de grave ferimento a bala no estômago, ele faleceu no rio Guapiara, na Zona Sul do Estado de São Paulo. Seu corpo foi transportado para a capital, onde lhe foi dada sepultura com todas as honras militares no Cemitério São Paulo.

Alexandre Poludarow nasceu em Rostoff, na Rússia, no dia 30 de agosto de 1893. Era filho de Theodoro e Anna Poludarow. Deixou viúva Olga Poludarow, e uma filha de nome Margarida. Poludarow adotou a cidade de São Paulo e o Brasil como lar e nova vida de negócios, mas sua alma militar foi além. A força russa que ajudou São Paulo e o Brasil pela Constituição.

[Nota: Este texto foi produzido a partir da obra “Cruzes Paulistas”, de 1936, produzida pela comissão em prol do Mausoléu ao Soldado Paulista de 1932, e em que constam os dados de Alexandre Poludarow. O texto é uma justa homenagem a todos que tombaram pela liberdade do Brasil.

 Postado por Silvio Luiz da Rocha

quinta-feira, 7 de março de 2013

Heroínas de 1932.




Neste mês, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, registro aqui uma singela homenagem as Heroínas da Revolução Constitucionalista, desde aquelas que pegaram em armas e foram para frente de batalhas até aquelas que ficaram na retaguarda, mas que também prestaram um grande serviço aos soldados e voluntários e também no apoio dado às famílias dos combatentes.
                                                                     perigrinacultural.wordpress.com



A seguir algumas das mulheres que se destacaram durante a Revolução.
Maria Sguassábia
(Mario Soldado)
                                                                 www.memoriasaojoanense.com


Maria Sguassábia e seu irmão.
                                                                                                  www.memoriasaojoanense.com

Maria Sguassábia na trincheira.
           www.memoriasaojoanense.com
Maria Sguassábia.
Maria Stela Rosa Sguassábiafoi professora primária na Fazenda Paulicélia, próxima a cidade de Santo Antônio do Jardim. Quando viu tropas revolucionárias passarem e, um dos soldados desertou e jogou a farda e a arma fora, Maria recolheu as roupas, vestiu-se empunhou a arma e infiltrou-se na tropa.
Segundo Maurício Marsiglia, neto da combatente, ela acabou sendo descoberta e o capitão do pelotão não queria aceitá-la. “Ele se reportou ao comandante do batalhão, que disse “por que não?”, contou.
 O neto da combatente lembra com orgulho quando a avó rendeu um tenente federalista e lembrou-se do momento em que a avó mais se orgulhava. “O tenente quando percebeu que era uma mulher não queria se render nem entregar de forma alguma as armas. Neste instante, o comandante do batalhão da minha avó disse que o tenente teria que se sentir orgulhoso de ter sido rendido por uma heroína”.
São Paulo perdeu a disputa no campo de batalha, mas dois anos depois conseguiu conquistar a principal reivindicação da revolução. Em 1934, uma nova Constituição foi escrita, que deu o direito de votar às mulheres.
Maria Sguassábia faleceu em 14 de março de 1973, aos 74 anos, e está sepultada no cemitério de São João da Boa Vista.
As mulheres estiveram presentes em quase todos os setores.





Carlota Queiróz
                                                                             novomilenio.inf.br

Carlota Queiróz, Heroína da Revolução - A contribuição da mulher paulista, no movimento constitucionalista de 1932, foi inestimável. Cheias de fé, entusiasmo cívico e força de vontade, as senhoras da sociedade paulista trabalharam sem esmorecimento em prol da causa sagrada. Abandonando as comodidades domésticas e indo para as ruas sofrer com os bravos que pugnavam por um Brasil melhor, a mulher bandeirante escreveu páginas e páginas na gloriosa história da revolução.
                                      http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp20.htm

As costureiras confeccionavam as fardas dos soldados.
                                                                         www.novomilenio.inf.br


                                                                                                                        novomilenio.inf.br



LAURA THEOTO KROISS (1908-2009)
 A costureira centenária fez as fardas de 32
 A filha se lembra exatamente do dia em que Laura Kroiss, que serviu à Revolução de 32 como costureira das fardas usadas pelos soldados, não conseguiu mais dar o ponto no tricô. Tinha, naquele dia, cem anos.
"Ela estava do meu lado e começou a ter dificuldades. A última coisa que ela fez foi um pedaço de uma colcha que seria rifada num bazar beneficente", recorda a filha Therezinha, procuradora aposentada.
Por quase toda a vida, Laura utilizou agulha e linha com "primor e cuidado". "Tivemos vários vestidos feitos por ela", conta a filha. Fez tricô para instituições de caridade e deu aulas numa paróquia para mães que queriam fazer enxovais. Antes de se tornar costureira, passou por uma fábrica de chapéus. Em 1937, casou-se com um ferroviário, e não mais fez serviços para fora.
Viveu seus 101 anos em Jundiaí (SP), até terça, quando morreu de pneumonia. "Ela foi devagar no envelhecimento", diz a filha. Mesmo pequena e magrinha, era "forte", ressalta Therezinha. E corajosa: chegou a apagar um incêndio no vizinho. Os bombeiros a elogiaram, mas também lhe deram uma bronca: antes de jogar água na máquina de lavar roupa que pegava fogo, ela deveria ter tirado o aparelho da tomada.
Estêvão Bertoni
Sra. Olivia Guedes Penteado
                                             bibliotecadomosteiro.com.br


D. Olívia Guedes Penteado nasceu em Campinas, no Largo da Matriz Velha, em 12 de março de 1872. Era filha dos Barões de Pìrapitingüy, José Guedes de Souza, poderoso fazendeiro de café no Município de Mogi-Mirim.
 Dona Olívia passou a infância na propriedade paterna, na Fazenda da Barra, em Mogi-Mirim, na Vila Jaguary (atual Jaguariúna).
 Posteriormente, a família transferiu-se para São Paulo. Dona Olívia ingressou no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo no dia 6 de maio de 1932, poucos dias antes de eclodir a Revolução Constitucionalista, tendo sido a décima mulher a tomar posse nessa entidade:
“Durante o movimento constitucionalista de 1932, a sua esclarecida vontade e a imperturbável serenidade de ânimo que era o traço mais forte de sua personalidade, desempenharam importante papel: ela colaborou ativamente no trabalho de todas as senhoras paulistas em prol da causa que São Paulo defendia. Não poupou esforços nem sacrifícios. Tomou parte em todas as iniciativas femininas tendentes a minorar o sofrimento dos que combatiam, socorrendo as famílias que aqui haviam ficado e animando com sua confiança aos combatentes que embarcavam para a frente de combate
Para que não se esqueça, parece-nos interessante reproduzir, aqui, parte da bela oração proferida por D. Olívia Guedes Penteado durante a Revolução Constitucionalista:
Às Mulheres Brasileiras
  “(…) Não há terra como o nosso Brasil. Nós paulistas o sabemos. E, portanto, quando tomamos armas contra os opressores de nossa terra, sabemos e sentimos que não estamos dando combate a nossa pátria. Longe de nós ter qualquer rancor contra os nossos irmãos dos outros Estados. A luta que travamos é contra a opressão, contra o erro, contra o crime. (…) Quem se bate pelo regime da justiça, da liberdade e do direito, será sempre apontado na história da nossa terra, como o defensor da verdadeira, da suprema causa da nacionalidade. Esta causa – vós já sabeis – é a causa da Lei. Temos a certeza de que nossos filhos, que ora seguem frementes de entusiasmo sagrado, poderão em breve, ó brasileiras de todos os estados, abraçar os vossos filhos, que, também constitucionalistas, os esperam com a mesma vibração, a fim de que, juntos, irmãos e brasileiros, possam gritar a quarenta milhões de brasileiros – Tendes agora a Lei! Viva o Brasil!”




Maria Soldado
                                                                                       saudadesampa.nafoto.net



O Batalhão de Maria Soldado

A casa, onde Maria trabalhava, foi alvo de bombardeio durante as revolução de 1932. Uma curiosidade a esse respeito ocorreu com ela, que era a cozinheira, trocou o avental por uma farda e saiu arregimentando negros e índios pelo interior do Estado. O resultado foi que ela acabou por formar um batalhão, trouxe-o para a capital e o acampou nos jardins do palacete, antes de seguir para o front. A proeza lhe valeu o apelido de “Maria Soldado” e, tal qual Diadorim- personagem de Guimarães Rosa- seu verdadeiro sexo só foi descoberto ao ser ferida. Tão célebre se tornou, que seu féretro saiu da Biblioteca Municipal.

Maria José Bezerra da família Penteado Mendonça. Alistou-se, fazendo-se passar por homem para poder lutar pela causa da constitucionalidade brasileira; exemplo maior de mulher voluntária no Movimento Constitucionalista de 32. . Sobre ela o jornal A Gazeta (5/9/32) assim referiu-se: "Uma mulher de cor, alistada na Legião Negra, vencendo toda a sorte de obstáculos e as durezas de uma viagem acidentada, uniu-se aos seus irmãos negros em pleno entrincheiramento na frente do sul, descrevendo a página mais profundamente comovedora, mais cheia de civismo, mais profundamente brasileira, da campanha constitucionalista, ao desafiar a morte nos combates encarniçados e mortíferos para o inimigo, MARIA DA LEGIÃO NEGRA! Mulher abnegada e nobre da sua raça". (1859-1944).

http://www.malcolmforest.com/pdk/maria-soldado.htm




Em todos os momentos a mulher Paulista animou os bravos que partiam para o front.
                                            http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp12.htm




As mulheres participaram da Revolução, em sua maioria, como enfermeiras, costureiras e cozinheiras.
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Preparação dos alimentos.
                                                                http://bloghistoriacritica.com.br
As mulheres foram incumbidas de preparar o rancho (alimento), colaborando efetivamente.
                                                  perigrinacultural.wordpress.com
Entre as enfermeiras gostaria de destacar minha prima, Ondina Mendes Parreira e minha tia, Gertrudes Bonilha de Toledo.
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                                                                                                                        tn.temmais.com
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Sra. Mariinha


Maria Celestina Teixeira Mendes Torres, nasceu em Piracicaba, em 18 de julho de 1910. Filha do engenheiro piracicabano Dr. Octávio Teixeira Mendes e dona Leonina Marques  Mendes

Formou-se Professora normalista pela Escola Normal de Piracicaba, exerceu o magistério em escolas rurais paulistas. Tornou-se professora primária comissionada junto à Faculdade de Filosofia, Ciências e letras da USP (Universidade de São Paulo), onde fez o curso de Geografia e História, entre 1935 e 1938, integrante da 2ª turma. Em 1932 participou da Revolução Constitucionalista ao lado do pai e quatro irmãos, realizando trabalhos de enfermeira no front (Vale do Paraíba).

  Transformou-se na primeira mulher historiadora de Piracicaba, foi Catedrática de História do Instituto Sud Mennucci, de Piracicaba, aposentando-se em 1964. Lecionou em diversos colégios de Piracicaba e Campinas, para onde se transferiu após a aposentadoria. Como historiadora, escreveu uma coleção sobre os bairros da cidade de São Paulo.

 Faz parte da Academia Piracicabana de Letras, da qual é membro efetiva, e tem como patrono seu pai, Octávio Teixeira Mendes. Também é membro da Academia Campinense de Letras. Os trabalhos de Maria Celestina, no setor público, vão muito além deste breve currículo. Sua trajetória de vida e trabalho se confundem com dedicação à família e aos amigos, sendo considerada uma celebridade “em matéria de encanto”, como descreveu seu marido

                                                                            http://voluntariosdepiracicaba.blogspot.com.br/2012/01/revolucionaria-e-primeira-historiadora_09.html.
Judith Meira Mattos




Judith Meira Mattosteve uma vida toda dedicada à causa constitucionalista. Seu irmão, ao ser voluntário, faleceu durante os combates da Revolução Constitucionalista de 1932. Seu marido presidiu o Núcleo MMDC de Piracicaba por mais de 20 anos. A mesma dirigiu o Núcleo de 2001 a 2009 e, com o avançar da idade, dedicou-se mais à vida familiar.
   Judith nasceu em 11 de abril de 1921 em Piracicaba (São Paulo). É filha de Josué Meira Barros e Bianca Buldrini de Barros. Era descendente de avós italianos que buscaram no Brasil um espaço para o crescimento profissional na virada do século 19 para o século 20.
   Estudou no Colégio Piracicabano em 1939 e casou-se neste mesmo ano, em 24 de março, com Manoel Sampaio de Mattos. Teve os filhos: Raul Carlos Sampaio Mattos (professor e advogado), Manoel Sampaio Mattos Filho (professor e engenheiro civil) e Peter Alexander Mattos.
   Era irmã de Romeu, Julieta, Natal, Ivone, Luiz e Octávio. Natal fugiu da casa dos pais em 1932 e se alistou como voluntário, aos 17 anos, em São Paulo, falecendo no final de agosto devido a um tiro que recebeu no pescoço em Cruzeiro, divisa de São Paulo com o Rio de Janeiro.
   Judith foi professora e nos anos de 1940 partiu para Araras onde residiu por alguns anos. Seu marido, Manoel Sampaio Mattos dirigiu o Núcleo MMDC em Piracicaba de 1969 a 2001, quando faleceu e aos  92 anos ela  continua na sua dedicação à causa constitucionalista.

                                                                      http://voluntariosdepiracicaba.blogspot.com.br/2012/11/judith-meira-barros-sampaio-e-sua.html


As mulheres que montavam os Capacetes de Aço.
                                                                                              darozhistoriamilitar.blogspot.com
Caridad e Edmundo
http://voluntariosdepiracicaba.blogspot.com.br
Edmundo e Caridad, feridos nos campos de batalha.
Lágrimas de Mulher
Silvia Trevisani
Lágrimas que vertem nos olhos
Salgadas como a tristeza que aflora
Cansadas de seus abrolhos.
Deslizam sem culpa pela face afora.
Lágrimas que sufocam a saudade!
Que apagam os sonhos e geram vidas,
Lágrimas de alegrias, de realidade,
Deslizam nas faces sofridas.
Lágrimas caprichosas,
Das damas, das meretrizes,
Das donzelas e das senhoras,
Sonhando com os matizes.
Lágrimas que envolvem a sorte,
Que acompanham os filhos à guerra,
Teimosas que levam a morte,
Inconsoláveis que molham a terra!
Lágrimas que acalentam o filho,
Que regam um amor perdido,
Enganam um coração sofrido,
Que esperam por um sorriso!
Uma gota de lágrima quente,
Que nasce por um motivo qualquer...
A torna um ser diferente,
Incessantes lágrimas de mulher...
O Núcleo de Correspondência  Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna deseja a todas as mulheres um feliz Dia da Mulher.
                                                    www.espacoacademico.com.br
                 







           

                                                                                 

                                                                                                   




















ANIVERSÁRIO DO PORTAL “TRINCHEIRAS DE JAGUARIÚNA”!

    14 ANOS! Em 2012, iniciei as pesquisas relacionadas à Revolução Constitucionalista de 1932 em Jaguariúna. Nestes 14 anos, muitas mat...