quinta-feira, 7 de março de 2024

MENSAGEM DAS SENHORAS PAULISTAS EM 1932!

 

MENSAGEM DAS SENHORAS PAULISTAS AOS SOLDADOS DA CONSTITUIÇÃO E AOS BRASILEIROS DE OUTROS ESTADOS.


Em um dia de 1932 mulheres se reuniram para apoiar o movimento constitucionalista:


O Ministro Oswaldo Aranha, em sua oração, pretendeu denunciar como criminosos o Estado que ousou rebelar-se contra a ditadura e que vinha sendo sacrificado pela sua felonia ao rancor e à ambição dos despeitados. Mas São Paulo, apostolo da Lei e redentor do Brasil, não será vencido. Com ele e por ele estão todos os filhos dos outros Estados aqui residentes e os que no Brasil inteiro vibram pelo mesmo ideal.

São Paulo lutará, mas triunfara, porque possui a fé inquebrantável na sua alta missão e na legitimidade do direito que defende.

São Paulo vencerá, porque sabe realizar milagres de resignação, de pertinácia e de bravura.

Vencerá porque o nobre povo paulista acompanha unanimemente, delirantemente, os seus bravos amigos do Exército e da Força Pública que combatem a ditadura.

Vencerá, porque não foram os políticos que levantaram São Paulo pelo Brasil! Não teriam eles o poder de inspirar tanta abnegação, tanto heroísmo, a uma população inteira. Nem foram os militares, que dispõem de armas, mas não dispõem de consciências. E é unicamente a consciência cívica, o admirável patriotismo dos paulistas e de seus irmãos de ideal, que os impele irresistivelmente ao sacrifício pela pátria comum.

São Paulo vencerá, porque não se bate nunca por interesses mesquinhos. Porque a causa paulista traduz o mais puro anseio das almas brasileiras.

São Paulo vencerá porque todas as famílias se dedicam abnegadamente, fornecendo às tropas todo o conforto material e moral, e o imenso contingente de civis que as reforçam.

Que nos ouçam e nos secundem os nossos irmãos dos outros Estados! São Paulo que soube sofrer, que soube esperar, também saberá vencer! As deslealdades não nos intimidam; nem nos atemorizam as ameaças. Seremos vitoriosos para a felicidade do Brasil.

Antonietta Penteado da Silva Prado, Corina Prado de Mendonça, Alice P. de Mendonça, Marietta Chaves da Silva Ramos, Jane C. Pacheco e Chaves, Mercedes da Silva Ramos, Maria Helena Prado da Silva Ramos, Victoria Pinto de Almeida Lima, Lavinia Prado de Oliveira, Julita Prado Alves de Lima, Stella A. de Lima Rodrigues, Elisa de Rezende Puech, Albertina Spengler, Rachel Simonsen, Ismenia Glasser Junqueira, Maria Augusta R. Ferreira, Luiza Gama Cerqueira de Carvalho, Esther Cardoso de Almeida, Maria Galvão Bueno Rodrigues, Maria Candida Rodrigues M. Abreu, Leonor Sampaio Moreira, Maria N. Sampaio Moreira, Ernestina P. Alves de Almeida, Clotilde Uchôa da Veiga, Sylvia de Carvalho Thiollier, Clarisse Sampaio Moreira, Eunyce Alves de Lima Pochat, Heloisa Alves de Lima Porchat, Heloisa Alves de Lima e Motta, Isabel Rodrigues Sodré, Helena de Magalhães Castro, Eleonor de Mello Alves, Haydée Ferreira Rodrigues, Maria de Lourdes de Magalhães Castro, Onadyr Ribeiro de Camargo, Helena Faria de Magalhães Castro, Clarice de Magalhães Castro, Francisca Nogueira de Moraes Barros, Maria Ignez Mendes Pinheiro, Elisa de Moraes Mendes, Sylvia Mendes Cajado, Annita Junqueira, Sylvia Barros Uchôa, Adelia J. Ribeiro dos Santos, Amelia Uchõa Junqueira, Isabel de Oliveira Paranaguá, Lucia de Barros Maranhão, Amanda Paranaguá de Almeida Brandão, Vera Paranaguá de Almeida Brandão, Vera Paranaguá de Sousa Dantas, Kothe Schorcht Antunes dos Santos, Elisa de Toledo Schorcht, Noemi Oliveira de Barros, Irene Garcia de Oliveira Barros, Gertrudes Barros de Souza Queiroz, Anna Barbosa Guyer, Margot Barbosa Guyer, Mabel Barbosa Guyer, Antonietta de Souza Queiroz Oliveira, Gabriella de Souza Queiroz Oliveira, Carolina da Costa Carvalho de Souza Queiroz, Sabina de Souza Queiroz do Amaral, Noé de Paula Lima, Albertina V. da Silva Gordo, Antonia de Souza Queiroz, Rosa Barros Amaral, Carolina Penteado da Silva Telles, A. Branco Lefèvre, Maria de Lourdes Lefèvre, Maria Rabello da Silva, Dóra Leme da Fonseca, Wanda Arouche de Toledo, Dinah Caiuby, Nina Penteado, Amanda Penteado, Maria Penteado, Helena Marina Penteado de Rezende, Beatriz Caiuby Salles, Georgina Boucherville Caiuby, Odette O’Leary, Marina O. de Almeida Prado Penteado, Myrtes Brasack, Gilda Nogueira, Yolanda Pereira de Almeida, Carolina Fraga, Nair de Carvalho Medeiros, Albertina Pereira de Almeida, Marina Sabino de Assumpção, Cecilia e Anita Fraga, Julia Leme da Fonseca, Julieta de Carvalho, viúva Theodoro Carvalho, Angela Vampré, Adelina de Campos Lara, senhora Octavio de Carvalho, Cecilia C. Monteiro de Barros Claudio Silva, Raphaela Sampaio Vianna, Stela Lafayette da Silva Porto, Sylvia Brotero, Beatriz Piza Lacerda, Bella Conceição, Maria Joanna Rodrigues dos Santos, Mary Sampaio Vianna, Rosalina Marques de Souza, Stella Piza, Bellinha Piza, Yolanda Pires de Campos, Julia Toledo Piza, Sylvia de Barros, Gilda Conceição Brant Carvalho, Olga Conceição Teixeira de Carvalho, Hemantina Conceição, May Conceição de Souza Neves, Joannita Paula Leite de Barros, Helena de Moraes Salles, Cinira Leite de Barros, Carlota Pereira de Queiroz, Annita Malfatti, Josephina Paula Leite Nogueira, Annita Paula Leite de Barros, Nenê P. Leite de Souza Queiroz, Sarah Ribeiro, Olivia Guedes Penteado, Adelia Carvalho de Moraes Salles, Clotilde de Freitas Camargo, Julia de Freitas, Nadyr Braga, Clara Fonseca, Anna Queiroz Telles, viúva Theodureto de Carvalho, Josephina Malta Cardoso, senhora Raul Boliguer, Ignez de Queiroz Telles, senhora Padua Salles, Margarida Moreno, Edith da Gama Cerqueira, Elisa Barros Alves de Lima, CacildaLevy Passos, Maria da Gloria Passos Maia, Eugenia da Gama Cerqueira, Anna de Toledo Passos, Judith Mesquita, Alice Rodrigues Dias, Zuleika Duarte Nunes de Freitas, Leonor Cardoso de Mello, Dulce Cardoso de Mello Munhoz, America Kingelhoefer de Miranda Jordão, Marina Munhoz, Nazareth Cardoso de Mello, Maria de Lourdes Lopes Chaves, Helena Brant Carvalho, Lygia Cintra Rodrigues Dias, Cacilda F. da Gama Cerqueira, Nair Miranda Pirajá, Arethuza Pompeia, Sylvia Mattos Pimenta, Magdalena Barcellos Miranda, Lucia F. Sampaio Vianna, condessa Penteado, Elisa Silva Prado, Marietta Ferreira Campos Salles, Gabriela Ribeiro dos Santos, Lucilia Corrêa de Oliveira, Rosée de Castro Magalhães, Maria Julia de Toledo Setubal, Ercilia de Aguirre Quintella, Maria do Carmo Aguirre Quintella, viúva  dr. Alex Pedroso, Isolina de Toledo Ribeiro, Clarita Mendonça Cortez, Maria Peixe, Le Almeida Prado Pedroso, Maria Pedrosa Orlando Martins, Isabel de Oliveira Paranaguá, Amanda Paranaguá Brandão, Verá Paranaguá de Souza Dantas, Noemi Oliveira de Barros, Maria da Silva Guerra, Irene Garcia Oliveira de Barros, Sylvia Souza Queiroz do Amaral, Maria Flora A. de Souza Queiroz do Amaral, Lucilla de Souza Queiroz, Adelaide de Souza Queiroz, Maria do Carmo Paes de Barros, Maria Rosa Paes de Barros, Albertina Paes de Barros, Eugenia Rodrigues de Andrade, Helvira de Oliveira Caiuby, Maria Antonietta Camargo  Lima, Alzira Seabra Camargo, Irene Nogueira, Dulce de Souza, Guiomar Seabra Ferraz, Beatriz Oliveira Camargo, Laly o. Seabra, Bebe Seabra, Odete Seabra Stein, Helma Oliveira Silva, Celina Lima Malheiro, Maria do Carmo Lima, Argentina Almeida Santos, Luiza Almeida Santos, Annita Santos, Sophia Almeida Santos , Ismalia de S. Queiroz Sampaio,  Antonia S. Queiroz  de Oliveira, Ismenia de Souza Queiroz, Georgina de Aguiar Barros, Odila de Aguiar Barros, Maria de Mesquita Sampaio, Thereza Pompêo de Queiroz Lacerda, Lucia Lacerda de Souza Queiroz, Cecilia de Souza Queiroz, Margarida de Lacerda Ferraz, Maria Lacerda Pompêo de Camargo, Domitilla Leite Santos, Maria Flora de Leite Santos, Benedita de Paula Leite Santos, Lunita de Paula Leite Sampaio, Ainda Joppert de Paula Leite, Carolina Pacheco Paula Leite, Escolastica Almeida Barros, Francisca Almeida Barros, Maria Leite Cunha, Adelina Leite Ulson, Clarice Pompêo Piza,Marilia Pompêo Piza, Cacilda Figueiredo, Nelia de Paula Leite, Odila de Paula Leite, Laly de Paula Leite, Leonor de Paula Leite O. Camargo, Maria de Paula Leite Novaes, Alipia de Paula Leite Paraiso, Leticia de Paula Leite Camargo, Cornelia de Paula Leite Lara, Maria de Paula Leite Moraes, Maria Isabel de Paula Leite Novaes, Elvira de Arruda Leite, Dadá Silveira de Paula Leite, Diva Fonseca de Paula Leite, Nair Moraes de Paula Leite, Beatriz Lara de Paula Leite, Cecilia de Paula Leite Camargo, Isabel de Paula Leite, Elisa Margarida Galvão de Camargo, Antonieta Galvão de Camargo, Antonietta Corrêa Galvão, Floriza Silveira Correa, Nawy Silveira Corrêa, Maria de Almeida Campos Mesquita, Maria de Campos Mesquita, Antonietta Campos Mesquita, Luiza Duarte Pereira, Celina Duarte Pereira, Judith de Mello Padua, Alzira Duarte, Adelaide Duarte, Anna Ramos, Henriqueta Nacolina, Candida Joly da Silveira, Edith Lima Malheiro, Maria Luisa Guimaraes, Maria Euphrasia Pinheiro Lima, Romilia Joly da Silva, Cacilda Joly de Lima, Rosalia Malheiro, Nicolina Soares Moreira Freire.

“Honra, bravura, heroicidade, amor e religião, eis os fatores que fazem a Mulher Paulista a mulher por excelência dos nossos dias, o ente adorado, o Anjo mais perfeito que Deus pudera dar a um povo como prêmio e galardão das suas virtudes”.

 

 


Honras a estas mulheres que lutaram pela Lei, pela Ordem e pela Constituição e à todas as mulheres do Brasil um excelente Dia Internacional Das Mulheres é o que deseja o Portal Trincheiras de Jaguariúna.

 

Fonte.

Rodrigues, J., A Mulher Paulista no Movimento Pró Constituinte. Empresa Gráfica da Revista dos Tribunais, 1933, 192p.

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo

quarta-feira, 6 de março de 2024

À MULHER PAULISTA.

 

HEROÍNAS DE 32!    

 

Em 1932 um jornalista escreveu: Observai, e ide – ó homem – contar às gentes o milagre de vossas mães, o milagre de vossas esposas, o milagre de vossas irmãs e de vossas noivas, todas elas abroqueladas na altivez de uma raça e no amor à terra bandeirante.

 


Mulheres voluntárias em 1932 nos trabalhos na retaguarda.


O POEMA DAS MÃOS.

 

Guilherme de Almeida

 

Foi por um tempo de aço cortante

de um julho cor de aço, cortante de frio.

Vinham da terra, direitas, em retas

- Como o rastilho que deixa na gleba

a lâmina firme dos nossos arados,

como os cafeeiros das nossas fazendas,

como os dormentes da nossa bandeira...

vinham da terra, direitas, em retas,

filas e filas de voluntários.

Vinham, chegavam, passavam, partiam

sob os aplausos, sob as carícias,

sob os adeuses de mãos abertas:

mãos de mulheres, mãos como palmas,

não de martírio, mas de Vitória;

mãos espalmadas, brancas no céu

como altos voos de aves gloriosas,

como volutas claras de incenso,

como ascensões de almas aladas,

como alvas asas de anjos da guarda...

Sempre abençoando, sempre guiando...

Mãos que ajeitaram sobre a cabeça

de pais, esposos, filhos, irmãos,

o capacete de aço abençoado

pela pureza do seu contato;

mãos que espetaram flores nos canos

finos e frios das carabinas,

que deram bala às cartucheiras,

água aos cantis e pão aos bornais;

mãos que pontearam o cáqui das fardas

e o tricô morno dos agasalhos

para tingir-se do mesmo sangue

que, acelerado, neles corria;

mãos que despiram toda a vaidade

dos dedos santos para juntarem

seus bens aos cofres do Nosso Bem;

mãos de uma raça que dá, não pede,

pedindo esmolas, como mendigas,

à porta...à porta da própria casa;

mãos namoradas sonhando sobre

o papel branco das cartas que iam

fazer homens morrer sorrindo;

mãos religiosas, alvas mãos postas:

postas à sombra de altos altares

para dar asas à nossa terra;

mãos como bálsamo, leves e suaves,

cicatrizando a funda ferida,

ou enxugando a lágrima ardida

nos corredores dos hospitais,

ou então fechando pálpebras frias

sobre os olhares que se apagaram

para que, um dia, novos olhares

vejam a glória que eles não viram...

 

Dizem que mãos trazem escrito

na fina trama das suas linhas

um vaticínio inevitável.

Dizem. E eu creio. Creio que tudo,

tudo o que fomos e o que seremos

- a nossa história, o nosso destino

tudo está escrito graças a Deus,

mulher paulista, nas tuas mãos!

 


Voluntária piracicabana na Revolução de 1932.


 

Fonte.

Maluf, Nagiba Maria Rizek, - Revolução de 32: O que foi/ Porque foi. 2ª ed., São Paulo: Global ,2009, 192p.

 

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

FALECIMENTO DO JORNALISTA HÉLIO RUBENS DE ARRUDA E MIRANDA

 

É com enorme pesar que comunico o falecimento do jornalista Hélio Rubens de Arruda e Miranda, aos 82 anos hoje (07/02/2024) em Itapetininga. Foi sepultado às 17:30h no Cemitério São João Batista de Itapetininga.

Deixou a esposa, a Sra. Ana Eliza Bloes de Arruda Miranda e os filhos Thais, Fábio, Silvia, Paulo e Pedro.

 

O Portal Trincheiras de Jaguariúna se solidariza e expressa os sinceros sentimentos aos familiares e amigos.

 

HONRAS AO JORNALISTA HÉLIO RUBENS DE ARRUDA E MIRANDA

 



Hélio Rubens de Arruda e Miranda nasceu em São Paulo no dia 13 de setembro de 1942.

Filho de Alcindo Guanabara de Arruda e Miranda, Voluntário na Revolução Constitucionalista de 1932 e de Elsa de Arruda Miranda, ambos de Itapetininga.

Neto paterno de Francisco Antonio de Miranda e de Emília Etelvina de Arruda e Miranda.

Sempre prestigiou, participou e divulgou os eventos relacionados à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

Solenidade em Itapetininga

Solenidade de Lançamento da nova edição do livro Cruzes Paulistas


Solenidade em 2016.

Quando morou na Capital (São Paulo), toda sua atividade profissional foi dedicada à área de Comunicação e Marketing. Nesse período, foi planejador de campanhas de comunicação, gerente de propaganda e vendas; foi proprietário de uma agência de turismo em São Paulo, ocasião em que estudou marketing turístico e realizou programações turísticas e organização de eventos; enquanto residiu em São Paulo trabalhou em grandes empresas nacionais e multinacionais sempre na área de comunicação e/ou marketing.

Morou três anos em Porto Alegre atuando como Gerente Geral de Vendas  da Confecções Jack, ocasião em que ganhou o Prêmio Marketing do Ano ofertado pela ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil;

Retornando a São Paulo exerceu função semelhante na Confecções Vila Romana, gerenciando a etiqueta Marlboro Leasure Ware; Criou e mantem-se como sócio da empresa de propaganda Commark Comunicações, de Itapetininga e da Hagente de Comunicações, em Sorocaba.

Atuou como jornalista nas cidades onde morou (São Paulo, Porto Alegre e Itapetininga), atuando como assessor de imprensa, redator, repórter, articulista, colunista e/ou editor;

Em Itapetininga deu início ao rádio jornalismo na antiga ‘Rádio Clube de Itapetininga’ (atual Rádio Globo); foi produtor e apresentador dos programas de TV. Helio Rubens Recebe Personalidades’ (TV Verde) e ‘Berlinda’ (TVI); foi proprietário dos jornais impressos Aparecida do Sul, Nossa Terra e O Popular de Itapetininga; foi colunista dos jornais Correio de Itapetininga e Cidade.

 

Durante um ano foi comentarista da TV Tem de Itapetininga (afiliada Rede Globo).

Fez trabalhos profissionais para o Jornal Bom Dia Sorocaba (TV Tem) e para outros veículos de comunicação; foi comentarista da TV COM – TV Comunitária, de Sorocaba; foi o idealizador da TV virtual Sorocaba Ao Vivo, onde apresentou o programa ‘Transparência’ durante seis meses; foi o criador e desde o início (1998) é editor do jornal eletrônico ROL – REGIAO ON LINE;

Foi fundador das entidades:

AJORI – Associação dos Jornalistas da Região de Itapetininga;

MIS - – Museu da Imagem e do Som de Itapetininga (desde o inicio – 1997 - atua como Secretário Geral);

Criou o Prêmio Jacob Bazarian de Imprensa;

Idealizou o Sarau Cultural de Itapetininga, entre outras muitas promoções nas quais teve participação ativa;

Criou o grupo cultural Instituto Júlio Prestes, de Itapetininga;

Criou o grupo cultural Mesma Frequência, de Sorocaba;

Foi diretor da ONG CRER, que administrou durante muitos anos o CR – Centro de Ressocialização de Itapetininga;

Fundou o Pólo Sorocaba da Aliança Internacional de Jornalistas, uma organização sediada na França dedicada à valorização da responsabilidade social na imprensa e há cinco anos é o representante oficial dessa entidade na Região de Sorocaba;

Era membro do IHGGI - Instituto Histórico, Genealógico e Geográfico de Itapetininga e 

Vice-presidente da Academia Itapetiningana de Letras.

Durante 20 anos foi funcionário da Fundação SEADE (Governo do Estado), atuando como técnico em planejamento no ERPLAN de Sorocaba – Escritório Regional de Planejamento de Sorocaba da SEP – Secretaria de Economia e Planejamento;

Iniciou seus trabalhos no ERG – Escritório Regional de Planejamento de Itapetininga (Governo Montoro) e depois no ERPLAN – Escritório Regional de Planejamento de Sorocaba, onde foi diretor por oito anos, ocasião em que conheceu todas as 79 cidades da Região Administrativa de Sorocaba, o que lhe proporcionou um grande conhecimento da realidade regional;

Participou da elaboração de todas as audiências públicas da região, preparando os resultados para a elaboração dos orçamentos do Estado;

Representou a SEP nos dois CBHs da região (Comitê de Bacia Hidrográfica Sorocaba e Médio Tietê e Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Paranapanema);

 

Participou da 1ª. Semana do Meio Ambiente de Itapetininga;

Era membro participativo da Semana do Meio Ambiente, de Itapetininga;

Fundou e manteve por muitos anos a HR Editora, em Sarapui/SP;

Escreveu dois livros, em parceria:

‘O Flúor e Outros Vilões da Humanidade’ e ‘Diário de Um Pracinha’;

Editou e diagramou os livros ‘Li ‘e ‘Li de Novo’, de Roberto Soares Hungria;

Escreveu artigos para vários livros e coletâneas;

Fez parte da Comissão Organizadora da 5ª. Semana do Escritor, de Sorocaba;

Sócio do Gabinete de Leitura de Sorocaba;

Foi fundador e um dos editores do Jornal Cultural ROL e do Internet Jornal. Também atuou nos jornais Aparecida do Sul, Nossa Terra e O Popular de Itapetininga e foi colunista do Jornal Correio de Itapetininga. Também atuou na TVI e Rádio Clube Itapetininga.

 

 

Acesse o link e conheça a História do Voluntário Alcindo Guanabara de Arruda e Miranda, pai do Jornalista Hélio Rubens de Arruda e Miranda https://rc32.itapetininga.com.br/alcindo.htm

 




Minha gratidão eterna ao Sr. Hélio Rubens pelo apoio e reconhecimento.

Fonte.

 http://jlnogueira.no.comunidades.net/helio-rubens-de-arruda-e-miranda

https://www.jornaldeitapetininga.com.br/noticias/5425-nota-de-falecimento-helio-rubens-de-arruda-e-miranda

 https://cidadeitapetininga.com.br/cidade/memoria/morre-o-jornalista-helio-rubens-de-arruda-e-miranda/

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

 


quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO, SP – 470 ANOS!

 




“Assim pois, surgiu São Paulo, pelo século XVII a dentro, murado de toras e rudes taipas, como se fora uma praça de guerra medieval” (Taunay).

 

 




O nome São Paulo foi escolhido porque o dia da fundação do colégio foi 25 de janeiro, mesmo dia no qual a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso, conforme disse o padre José de Anchieta em carta à Companhia de Jesus: "A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo e, por isso, a ele dedicamos nossa casa!”

Em 470 anos são muitas histórias para lembrar e homenagear, é a História de um povo guerreiro, destemido e realizador.  São Paulo sempre teve grande importância para o Brasil, já reconhecida no poema de Cláudio Manoel da Costa, e se dá graças a sua imensa diversidade social e conexão com outras localidades dentro e fora do Brasil e também por ser um importante polo cultural e artístico.

 

Canto VI, do poema Vila Rica (1773) do poeta Cláudio Manoel da Costa

[...] “Levados do fervor que o peito encerra

Vês os Paulistas, animosa gente,

Que ao Rei procuram do metal luzente

Co'as próprias mãos enriquecer o Erário.

Arzão é este, é este o temerário,

Que da Casca os sertões tentou primeiro.

Vê qual despreza o nobre aventureiro

Os laços e as traições, que lhe prepara

Do cruento Gentio a fome avara.

A exemplo de um contempla iguais a todos,

E distintos ao Rei por vários modos

Vê os Pires, Camargos e Pedrosos,

Alvarengas, Godóis, Cabrais, Cardosos,

Lemos, Toledos, Paes, Guerras, Furtados,

E os outros, que primeiro assinalados

Se fizeram no arrojo das conquistas,

Ó grandes sempre, ó imortais Paulistas!

Embora vós, Ninfas do Tejo, embora

Cante do Lusitano a voz sonora

Os claros feitos do seu grande Gama,

Dos meus Paulistas louvarei a fama.

Eles a fome e sede vão sofrendo,

Rotos e nus os corpos vêm trazendo;

Na enfermidade a cura lhes falece,

E a miséria por tudo se conhece.

Em seu zelo outro espírito não obra

Mais que o amor do seu Rei: isto lhes sobra.

Abertas as montanhas, rota a Serra,

Vê converter-se em ouro a pátria terra;

O Etíope co'os Índios misturado

Eis obedece ao próvido mandado

Dos bons Conquistadores: desde o fundo,

De ouro e diamantes o país fecundo

Produzas grandes, avultadas somas.” [...]

 


Imagem - http://historiadesaopaulo.blogspot.com/


PARABÉNS SÃO PAULO!!!!

 




Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo

 

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

DOMINGOS ALLEMAGNA

 

Soldado Constitucionalista no Batalhão 9 de Julho (Voluntários).

Exército Constitucionalista do Setor Leste.

 

Domingos Allemagna (Mimi)



Domingos Allemagna (Mimi) era natural de Jaboticabal, SP, nasceu em 26 de dezembro de 1904, era filho de Arturo Allemagna e de Josephina Fucciolo Allemagna. Era noivo de Dolores Martins.

Viajava para a casa Pratt quando se alistou. Era ele Cabo da 1ª Companhia do 4º Batalhão 9 de Julho, tendo se incorporado em São Paulo a 18 de agosto de 1932.

No dia 4 de setembro, morreu atingido na cabeça por tiros de metralhadora quando defendia a posição que ocupava no Morro do Gravi, próximo à Itapira, SP, onde foi sepultado. Posteriormente transladado para o Cemitério de Jaboticabal.

 

TUMULO DE DOMINGOS ALLEMAGNA (MIMI).

 

Túmulo de Domingos Allemagna, Jaboticabal, SP.


O túmulo de Domingos Allemagna, no Cemitério de Jaboticabal, recebe muitos visitantes que vão agradecer a graças recebidas pois, Mimi é considerado Santo Popular da cidade.

O túmulo de Mimi tem, no topo, um capacete militar e uma réplica de munição que faz alusão ao fato de ter sido um combatente.

 


Lapide no túmulo de Domingos Allemagna





PARTICIPAÇÃO DE JABOTICABAL

 

No dia 17 de julho, um domingo, o jornal “O COMBATE” estampava a seguinte manchete: “A ARRANCADA CONSTITUCIONALISTA CONTRA A DICTADURA. SÃO PAULO FORTE E COHESO, AVANÇA DESTEMEROSAMENTE”

A primeira página do jornal é totalmente dedicada ao movimento revolucionário. O Redator destaca, logo de início, que “Jaboticabal, em cujo emblema está inscrito que nela perdura o espírito de gente paulista, também se levantou inteira e unida com todas as localidades irmãs deste São Paulo radioso e invencível”, afirmando, ainda, que Jaboticabal “saberá estar na vanguarda do movimento paulista, hoje já transformado numa desabalada avalanche cujo sustamento é impossível”.

O jornal também registra que, na quinta-feira, dia 14 de julho, portanto, cinco dias após a deflagração do movimento, Jaboticabal recebeu a visita de integrantes da Comissão especialmente designada pelo Comando da Revolução, para percorrer o Interior do Estado e estimular a participação de todos os paulistas nessa cruzada cívica. O objetivo de tal Comissão era a criação de um Serviço de Alistamento de Voluntários em cada cidade.

Recebida por inúmeras pessoas, a Comissão se dirigiu até o Hotel Municipal, onde a aguardava grande multidão.

Da sacada do Hotel Municipal, o Dr. Waldemar da Rocha Barros apresentou ao povo os membros da Comissão. Um dos seus integrantes, o Dr. José Alves da Motta, antigo Promotor Público da Comarca de Jaboticabal, saudou o povo esclarecendo os objetivos da caravana cívica e enaltecendo o movimento paulista contra a ditadura.

O povo foi convidado a participar de um comício que se realizou, a partir das 19:30 horas, no coreto do Jardim Público. Vários oradores fizeram uso da palavra: Prof. Romário Gouveia, Dr. José Ramalho Filho (advogado em Taquaritinga), Dr. Waldemar da Rocha Barros, Dr. César Salgado, Dr. José Alves Motta que empolgaram a formidável massa humana que cercava o coreto. A mulher jaboticabalense também se fez ouvir através das palavras da Acadêmica de Direito, Srta. Palmyra Gouveia.

Finalizando o comício, o Chefe da Caravana Cívica leu os nomes das pessoas que a partir daquele momento passavam a constituir a “Comissão Coordenadora do Movimento Constitucionalista”, presidida pelo Dr. Waldemiro Vieira Marcondes (Prefeito Municipal), e que tinha como membros o Dr. Alberto de Oliveira Lima(Juiz de Direito da Comarca), o Dr. Aristeu de Castro (Delegado de Polícia), o Dr. Elias da Rocha Barros (Presidente do Partido Democrático), o Major João Baptista Novaes (Presidente do Partido Republicano Paulista), os advogados: Dr. José Rodrigues Duarte e Dr. Milton Mattos Braga e o jornalista Mário Guarita Cartaxo.

Terminado o comício o povo participou de uma passeata cívica pelas ruas da cidade. Os jornais da cidade eram ponto de referência e os participantes da passeata fizeram uma parada em frente à redação de “O DEMOCRATA”, oportunidade em que a caravana foi saudada pelo Dr. Elias da Rocha Barros. Em seguida, nova parada, dessa vez defronte à redação de “O COMBATE”, cabendo ao Dr. José Murta Ribeiro, Promotor Público Interino e Estagiário junto ao Ministério Público, saudar a caravana.

Defronte ao Ginásio “São Luiz”, a caravana se deteve novamente e o Dr. José Alves da Motta saudou o Diretor do estabelecimento de Ensino, Prof. Aurélio Arrobas Martins. Respondeu pelo Ginásio um aluno das classes mais adiantadas, proferindo eloquente oração. O Prof. Arrobas Martins não conseguiu conter o ímpeto e proferiu magnífico discurso que encerrou com chave de ouro a esplêndida manifestação de civismo havida naquela quinta-feira, 14 de julho.

Três dias depois do início do levante, a Comissão Municipal recebeu as primeiras adesões de jaboticabalenses. Foram alistados 393 voluntários, no período de 12 de julho até 30 de agosto, incluídos nesse total os integrantes do “Batalhão Tonanni”.

Nos campos de batalha ficaram muitos mortos. Entre eles os jaboticabalenses: Domingos (Mimi) Allemagna, Norival Lacerda, Batista Tibério de Almeida, Nelson Spielmann, Raul Maçoni e Ari Cajado de Oliveira.

 

 Acesse o link para visualizar vídeo:

https://www.tiktok.com/@oqueteassombra_/video/7302932978601168133

 

 

Fonte.

Montenegro, B; Weisshon, A. A. (Org.) Cruzes Paulistas: os que tombaram em 1932 pela glória de servir São Paulo: Revista dos Tribunaes, 1936. 516p.

 

https://www.instagram.com/reels/audio/225272047260258/?hl=pt-br

https://www.instagram.com/p/C0sVk1Kgxz-/?hl=pt-br

https://web.facebook.com/artetumular

https://www.tiktok.com/@oqueteassombra_/video/7302932978601168133

https://www.101fm.com.br/101/revolucao1932090720/

 

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Mensagem de Ano Novo, 2024.

 



Que este novo ano seja realmente o ano de paz, de atitudes positivas e progressas. Que o amor seja inspirador e a paciência determinante ao nosso convívio. Que tenhamos saúde no corpo e na alma e que sempre possamos ter fé e acreditarmos em nós, seres humanos. Renovação positiva e luz no caminho.

O Portal Trincheiras de Jaguariúna deseja a todos um Feliz Ano Novo!

Nara Nubia Alencar Queiroz





Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo, 01/01/2024


ANIVERSÁRIO DO PORTAL “TRINCHEIRAS DE JAGUARIÚNA”!

    14 ANOS! Em 2012, iniciei as pesquisas relacionadas à Revolução Constitucionalista de 1932 em Jaguariúna. Nestes 14 anos, muitas mat...