quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DA VILA JAGUARY NA REVOLUÇÃO DE 1932.



Nos anos de 1930 a população da pacata Vila Jaguary (atual Jaguariúna) acompanhava as questões da agitação política, em consequência das medidas adotadas pelo então Presidente Getúlio Vargas, mas não havia envolvimento
Quando em 9 de julho de 1932, o movimento revolucionário ganhou as ruas, teve apoio de amplos setores da sociedade paulista que, não só se mobilizaram em torno de ações pragmáticas para resoluções do conflito, como intelectuais, industriais, estudantes, políticos e outros segmentos assumiram a causa e, literalmente foram à luta.
Em três meses de intensos combates, os paulistas foram os primeiros a tomarem posições em trincheiras, algumas delas bem próximas à Vila Jaguary, como as trincheiras das cidades de Pedreira, Amparo e Estação Eleutério.
Naquele momento a Vila foi utilizada para concentração de tropas paulistas, pois era favorecida por sua posição geográfica. Este fato alterou a rotina da Vila Jaguary.
No centro da Vila, em local próximo à primeira Estação Ferroviária, batalhões de soldados improvisaram alojamentos em vagões da Companhia Mogiana que estavam estacionados no pátio.
Como sua posição geográfica favorecia as comunicações, foi instalado nessa mesma estação o centro para contato telegráfico, que era usado nas orientações estratégicas das frentes de combate.
Ainda, na região central, próximo ao pontilhão ali existente na época, instalaram-se o alojamento para os soldados, o depósito de equipamentos e o estacionamento para 22 caminhões.
A posição de destaque atribuída à Vila Jaguary provocou reação imediata. Soldados mineiros das forças do governo invadiram a Vila. Os armazéns de secos e molhados, que pertenciam ao Sr. Giovani Ferrari e Sr. Augusto Chiavegato, sofreram saques e suas instalações foram praticamente destruídas.
A Fazenda da Barra também foi invadida por soldados mineiros que ali montaram um quartel. Destruíram o mobiliário e louças e também escreveram nas paredes do salão principal palavras ofensivas aos paulistas, tais como: "fazendeiros:Minas ainda há de abater o orgulho de São Paulo".

Veja mais sobre a invasão na fazenda em http://mmdcjaguariuna.blogspot.com.br/2012/10/a-invasao-da-fazenda_15.html.

O avião da ditadura, o "Vermelhinho", visitava a Vila Jaguary diariamente. O primeiro bombardeio atingiu a rua Alfredo Engler e o segundo ataque foi sobre a Fazenda Florianópolis, que em decorrência da terra estar recentemente arada não houve explosão.
Diante destes acontecimentos, várias famílias saíram em fuga generalizada, abandonando suas residências. Algumas procuraram abrigos no bairro Tanquinho e outros partiram para outras cidades mais distantes do centro das batalhas.
Os que permaneceram na Vila, procuraram abrigo em residências que se encontravam abandonadas e que se localizavam em locais menos atacados.




Estação Ferroviária Jaguary em 1910. (foto 1)

 





Armazém Ferrari.
Giovani e Abelle Ferrari em 1932. (Foto2)








Inscrição na parede em uma das salas da Fazenda da Barra, 
soldados mineiros deixaram gravado inscrições de ódio aos paulistas. (foto3)








Fonte de informações.   
                                                                   
Jaguariúna no Curso da História/coordenação e textos: Suzana Barreto Ribeiro; -Jaguariúna: Secretaria de Educação de Jaguariúna, 2008, 256p.     

Fotografias.

1 - Disponível em www.estacoesferroviarias.com.br
2 - acervo da Casa da Memória Padre Gomes , Jaguariúna, SP .
3 - Maria Helena de Toledo Silveira Melo, 2012.                                                                                   
                                                                                  





domingo, 25 de agosto de 2013

CRUZES PAULISTAS






O livro Cruzes Paulistas: os que tombaram, em 1932, pela glória de servir São Paulo da Empresa Gráfica Revista dos Tribunais, datado de 1936, relata a história do Movimento Constitucionalista e registra grande parte de fotografias e biografias de aproximadamente 700 mortos na Revolução, são 516 páginas.
Foi lançado para angariar recursos para a construção do Obelisco.
Desta obra foram tirados cem exemplares, numerados de 1 a 100, em papel de linho; quinhentos, 101 a 600 em papel bufon; e 2000 em papel acetinado.
A seguir a transcrição de dois trechos da introdução do Livro que resumem o importância de seu contexto.


“Este livro, tem dois objetivos: um contribuir para a história de um episódio que encheu de orgulho o povo paulista e, outro, o de prestar preito de gratidão aos heróis que encontraram morte sublime nos vários campos de luta, iluminados pelo ideal que animou a grande jornada”.


“Este livro é um Panteão. De cabeça descoberta, como fazemos ao penetrar em templo sagrado, iremos lavrando, página por página, uma obra de gratidão e reverencia...Cada linha contém um orgulho para quantos lutaram ao lado dos que se foram, um exemplo para as crianças de hoje, uma lição e um incentivo, sempre fecundos, para as gerações de amanhã”.





Este é o exemplar de número 349, portanto em papel bufon, pertencia a meu pai, Joaquim Norberto de Toledo Junior, voluntário no Batalhão de Piracicaba e continua no arquivo de nossa família.
































Páginas ao acaso.

sábado, 17 de agosto de 2013

AS VOZES DE 1932.



"A VOZ DA REVOLUÇÃO DE 1932". 


César Ladeira - Radialista




César Ladeira


César Rocha Brito Ladeira, mais conhecido como César Ladeira, nasceu em 11 de dezembro de 1910 na cidade de Campinas, SP e faleceu em 08 de setembro de 1969.
Foi um dos maiores nomes do rádio brasileiro de todos os tempos. Com sua voz marcante ditou o tom do rádio por muitos anos.
 Iniciou sua carreira em 1931 como locutor da Rádio Record de São Paulo e celebrizou-se a partir de 1932 tornando-se a grande voz em prol da Revolução Constitucionalista.
Suas narrações à frente da Rádio Record fizeram com que ele se tornasse “A Voz da Revolução de 1932” e sua voz foi além das fronteiras paulistas ecoando por todo o país.  Sempre a meia-noite, furando o bloqueio da censura varguista, e sempre com fundo musical a marcha “Paris Belford” transmitia com entusiasmo as narrativas sobre os combates e os acontecimentos relativos ao Movimento Constitucionalistas.
César Ladeira criou tanto impacto com suas narrativas que por pouco não foi deportado após o termino da Revolução
Mesmo com o término da Revolução e tendo se mudado para o Rio de Janeiro, César Ladeira não encerrou sua ligação com o ideal dos bravos heróis de 32 e em 1957 lançou um LP chamado “São Paulo de 32 – Pró Brasilia Fiant Eximia”, totalmente narrado por ele e incluiu além de poemas de Guilherme de Almeida e Oliveira Rosa, uma crônica sua chamada “25 anos depois”.




"A VOZ DE SÃO PAULO".


Em 1932 era uma época que não existia televisão e o rádio era o principal meio para levar as notícias dos campos de batalhas até a população. Era comum naquela época as famílias se reunirem ao redor do rádio para saber as últimas notícias.





 
Rádio usado em 1932, acervo do
 Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes.
 (Fot. M.H.ToledoS.M.)

                                                                 





 A PRB-9 (antes de ser chamada como Rádio Record) foi fundada em 1927 por Álvaro Liberato de Macedo, como Rádio Sociedade Record, e passada à Paulo Machado de Carvalho em 1931 é rebatizada como Rádio Record.
A emissora teve seus trabalhos iniciados nos estúdios na Praça da República, região central da cidade de São Paulo, participando efetivamente dos momentos mais importantes da história do País, como a Revolução Constitucionalista de 1932 comemorada no dia 9 de Julho. Nesta época São Paulo exigia a deposição do então Presidente Getúlio Vargas, e então as rádios paulistas, em especial a Rádio Record se transformaram em poderosas armas. Em julho, teve início o movimento que ficou conhecido como a Revolução Constitucionalista, que tinha como principal exigência a convocação de eleições para a formação de uma Assembléia Constituinte, pois o país necessitava de uma nova Constituição.
Quando as manifestações ganham força em 23 de maio de 32, a Rádio Record empresta seus microfones para a leitura de um manifesto do movimento estudantil.
 Naquela mesma noite, choques entre os manifestantes e os membros da Legião Revolucionária resultaram na morte dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. O trágico desfecho se deu bem em frente à sede da Record, à Praça da República, 17.  
 No dia 9 de julho daquele ano de 1932, a revolução, que já vinha sendo articulada desde abril de 1931, teve início.
 A Record passa a levar ao ar mensagens patrióticas que representavam São Paulo contra o regime Getulista. Essas mensagens geralmente eram textos do poeta paulista Guilherme de Almeida e assume o papel de porta-voz do Movimento Constitucionalista.
 Em frente à sede da emissora, um alto-falante transmite os discursos inflamados de César Ladeira, Nicolau Tuma, Renato Macedo e Licínio Neves. O povo se reunia para ouvir os textos transmitidos por eles.




 
Prédio da Rádio Record na Praça da República em São Paulo.

 


Fonte de informação.

Disponível em




acesso em junho de 2013.




domingo, 4 de agosto de 2013

Revolução de 32: momento histórico começa a ser resgatado em Jaguariúna.


O título acima refere-se à "chamada" na pagina inicial para a matéria publicada  no jornal "A Gazeta Regional" de Jaguariúna, SP.


                                   1ª página do jornal com fotografia da Fazenda da Barra.




                                                   Na página central a matéria completa.




Notícia publicada na Imprensa Oficial do Município de Jaguarariúna.




Resgate Revolução de 32

A Secretaria de Turismo e Cultura pretende criar uma sala direcionada a Revolução de 32 e para isso pretende contar com o apoio da população de Jaguariúna e de pessoas da região no sentido de reunir fotos, depoimentos, documentos, roupas e equipamentos desse momento histórico. Para contribuir com esse projeto, o interessado pode procurar a sede secretaria no Parque Santa Maria ou ligar para o telefone 19-3867-4223.


quarta-feira, 31 de julho de 2013

GENEVEL FERREIRA



 Voluntário na Revolução Constitucionalista de 1932 e combateu em Sapecado, atual Divinolândia.

O Sr. Genevel Ferreira nasceu na cidade de Jaú, SP no dia 28 de maio de 1898 era filho do Sr. Antonio Joaquim Ferreira e da Sra. Maria Luísa Pereira Ferreira, foi casado Olga Maria Cavezzale Ferreira e faleceu em 01 de fevereiro de 1973 em São Paulo, SP.  Era farmacêutico e trabalhava na farmácia do Departamento da Imigração onde se localiza, atualmente, o Museu do Imigrante.

Divinolândia, antiga Sapecado, está situada na Região Estradas e Bandeiras no Estado de São Paulo, faz limite com São José do Rio Pardo, Caconde, São Sebastião do Grama e Poços de Caldas.

Havia escassez de alimentos no Batalhão ao qual o Sr. Genevel pertencia, mas segundo ele, “se alimentavam de um ideal chamado Patriotismo!”.






A foto mostra as panelas vazias.
 Sr. Genevel está em pé no meio da última fileira. 


                        





Da direita para a esquerda, na segunda fila, o primeiro posicionado
 atrás do soldado afrodescendente esta o Sr. Genevel.







Sr. Genevel é o segundo da direita para a esquerda.

 






Próximo à parte dianteira do veículo, em pé, esta o Sr. Genevel, segurando a baioneta.






Fotografias enviadas pelo Sr. Newton Pontes, neto do Sr. Genevel Ferreira.

Dados biográficos  www.myheritage.com.br/photo


Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

VISITA AO MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO PRUDENTE DE MORAES



Secretaria de Turismo e Cultura de Jaguariúna e NC “Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna” visitam exposição temática Revolução 1932 na cidade de Piracicaba em 18 de julho de 2013..



À esquerda Maria Helena de Toledo Silveira Melo, Presidente do Núcleo de Correspondência  "Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna", Sandra Regina de Souza, Assessora da Secretaria de Turismo e Cultura de Jaguariúna, Márcia Josele Hossri Faria Coelho, Diretora de Turismo de Jaguariúna, Maria Antonieta Sachs Mendes, Diretora do Museu Histórico e Pedagógico "Prudente de Moraes" e Alexandre Lopes, Assistente e Auxiliar Administrativo do Museu.




Placa em metal aluminizado com as armas de São Paulo.
 Veteranos que possuíam essa peça costumavam pendura-la à frente de suas residências.



Estatueta em metal representando o Soldado Constitucionalista.





Cartaz de 1982 no cinquentenário da Revolução de 1932.






Diversas peças originais e ao fundo a Bandeira que foi salva por uma senhora que escondeu-a embaixo de sua saia evitando que fosse incinerada. 





Algumas flâmulas comemorativas e outras peças originais de 1932.





À esquerda Marcia Josele Hossri Faria Coelho, Diretora de Turismo de Jaguariúna e Maurício Fernando Stenico Beraldo, Assistente de Programação e Ação Educativa do Museu durante sua explanação sobre a Revolução de 32.




Certificado de doação de ouro para o bem de São Paulo.




                           Farda usada por um voluntário durante a Revolução Constitucionalista.




Faixa usada no braço dos Veteranos de 32 entre outros acessórios.




O Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes esta localizado na rua Santo Antonio, 641 na cidade de Piracicaba, SP no edifício que foi  residência de Prudente de Moraes.
Para saber mais sobre o Museu acesse o link a seguir. 


Agradecimento especial à Diretora do Museu H. e P. Prudente de Moraes, Maria Antonieta e sua equipe pela recepção cordial com que fomos recebidos.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

DIPLOMA MMDC



Recebi o Diploma da Medalha MMDC de Maria Antonieta Sachs Mendes, diretora do Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes e representando o Núcleo “Voluntários de Piracicaba” em 18 de julho de 2013 em Piracicaba, SP.

À esquerda Maria Antonieta Sachs Mendes, Diretora do Museu Histórico e
Pedagógico Prudente de Moraes e Maria Helena de Toledo Silveira Melo,
 Presidente do N.C. “Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna”







À esquerda Alexandre Lopes, Assistente e Auxiliar Administrativo do Museu H. P. Prudente de Moraes, Sandra Regina de Souza, Assessora da Secretaria de Turismo e Cultura de Jaguariúna, Maria Antonieta Sachs Mendes, Maria Helena de Toledo Silveira Melo, Márcia Josele Hossri Faria Coelho, Diretora da Secretaria de Turismo e Cultura de Jaguariúna e Mauricio Fernando Stenico Beraldo, Assistente de Programação e Ação Educativa do Museu H.P. Prudente de Moraes.


 





À esquerda Sandra Regina, Maria Antonieta,
Maria Helena e Márcia Josele.







Frente do Diploma da Medalha MMDC.





Verso do Diploma MMDC.





ANIVERSÁRIO DO PORTAL “TRINCHEIRAS DE JAGUARIÚNA”!

    14 ANOS! Em 2012, iniciei as pesquisas relacionadas à Revolução Constitucionalista de 1932 em Jaguariúna. Nestes 14 anos, muitas mat...