![]() |
| Blindado "FS-5" em São Paulo |
A
Escola Politécnica de São Paulo e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas
projetaram e construíram diversos tipos de blindados, como os autos blindados,
tratores blindados e lanchas blindadas.
Os
carros blindados de assalto foram baseados no chassi de automóveis e caminhões
Ford, Chevrolet e Mac Coorning Deering, principalmente, sendo que a maioria
deles foi construída nas Fundições e Oficinas Gerais Viúva Craig & Cia Ltda.
e J. Martin & Cia Ltda., na cidade de São Paulo, sob a supervisão técnica
do Engenheiro Francisco de Sales Vicente de Azevedo e demais engenheiros da
Escola Politécnica. No total, foram fabricados seis automóveis blindados que
receberam as designações de FS, em referência ao seu autor.
Também
foram construídos blindados a partir de tratores agrícolas Fordson, da Ford
Motor Company, modelo F1922, para a Guarda Civil do estado de São Paulo, tendo construídos
os modelos FS-6 e FS-7, com a mesma camuflagem no padrão francês.
Ainda
foram produzidos outros três blindados sobre lagartas, em tratores da
Caterpillar da série 22, denominados "Tanks Paulistas", sendo que
apenas dois foram operacionais e o terceiro não ficou pronto a tempo para ser
utilizado nos combates. Foi desenvolvido pelo Capitão Reinaldo Saldanha da
Gama, com o apoio dos engenheiros da Escola Politécnica de São Paulo. O
blindado sobre lagartas era na cor cinza, revestido em chapa de aço rebitada,
com torre giratória para metralhadoras leves, possuindo dois holofotes e armado
com um lança-chamas que atingia a dezenas de metros de distância, sendo sua
tripulação formada por até 6 soldados. Esse modelo atuou principalmente na
divisa com o Rio de Janeiro, próximo à entrada de uma ponte na cidade de
Queluz. Lá, a margem do Rio Paraíba do Sul, tropas do governo federal tentavam
avançar sobre a ponte da cidade e dominar a outra extremidade ocupada pelos
paulistas. O blindado então se posicionava na entrada da ponte ou à margem do
rio dando cobertura às tropas de infantaria, e com suas metralhadoras e o
lança-chamas dissuadia o assalto das tropas federais, inclusive em incursões
noturnas. Esse blindado já havia sido projetado um ano antes da revolução para
a Força Pública de São Paulo, para fazer parte da Seção de Carros de Assalto,
sendo o primeiro veículo a ela incorporado. Porém, o blindado era lento e de
pouca mobilidade.
O Blindado Lança Chamas
A
transformação de um trator Caterpillar em um veículo de combate blindado
lança-chamas ocorreu durante a Revolução Constitucionalista de 1932, quando
tropas paulistas adaptaram um trator de esteiras Caterpillar Twenty-Two para
servir como o primeiro carro de combate da Força Pública de São Paulo.
O
processo de transformação envolveu os seguintes passos:
-
Blindagem improvisada: A estrutura original do trator foi coberta por
placas de aço rebitadas, formando um casulo que protegia o motor e a tripulação
contra tiros de fuzil e estilhaços.
-
Torre giratória: Uma pequena torre blindada foi instalada no topo,
permitindo que o operador do lança-chamas girasse o equipamento para disparar
em múltiplas direções.
- Armamento adicional: Além do canhão lança-chamas (com alcance de cerca de 100 metros), o veículo foi equipado com quatro metralhadoras Hotchkiss para defesa aproximada.
![]() |
Blindado lança-chamas feito
a partir de um trator lagarta Caterpillar, projetado por Reinaldo Saldanha da
Gama.
Apesar
das inovações trazidas pelos paulistas com esses engenhos, bem como as novas
doutrinas militares associadas, esses projetos não foram assimilados, estudados
ou aproveitados pelo Exército Federal, tendo sido todos os protótipos
desmontados e seus projetos perdidos.
O repórter Armando Brussolo parlamenta com o capitão Affonso Negrão ao lado do auto blindado FS-1 "14 de julho", em setembro de 1932, no distrito de Gramadinho, município de Itapetininga. No detalhe da imagem, as evidentes marcas de disparos dos adversários na couraça do veículo, que dão conta da violência daqueles combates.
![]() |
O trator blindado
"FS-6".
"Honras
aos técnicos, engenheiros, professores e colaboradores que tornaram possível,
com dedicação e perseverança, o desenvolvimento de máquinas de guerra,
materiais bélicos e todo tipo de engrenagens para defesa e ataque que serviram
aos nossos soldados e voluntários constitucionalistas na Revolução de 1932.
Nosso reconhecimento especial à Escola Politécnica da USP, ao IPT, ao Instituto
de Engenharia e à FIESP, que mobilizaram mentes e indústrias para garantir a
infraestrutura e a soberania do nosso movimento."
Fonte.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Constitucionalista_de_1932
GOOGLE. Gemini. Disponível em:
google.com. Acesso em: 5 jun. 2026.
Editado e publicado por Maria Helena de
Toledo Silveira Melo


_na_Revolu%C3%A7%C3%A3o_Constitucionalista_de_1932.jpg)

Nenhum comentário:
Postar um comentário