sábado, 9 de maio de 2026

HOMENAGEM AO DIA DAS MÃES.

 

 

O Dia das Mães no Brasil foi oficializado, por meio do Decreto nº 21.366 em 1932, o então presidente Getúlio Vargas, a pedido das feministas da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, oficializou a data no segundo domingo de maio. A iniciativa fazia parte da estratégia das feministas de valorizar a importância das mulheres na sociedade, animadas com as perspectivas que se abriram a partir da conquista do direito de votar, em fevereiro do mesmo ano. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

Embora a primeira celebração tenha ocorrido em 1918 pela ACM (Associação Cristã de Moços do Rio Grande do Sul) de Porto Alegre, foi em 1932 que a data entrou de vez no calendário oficial brasileiro.

 

O PORTAL TRINCHEIRAS DE JAGUARIÚNA DESEJA À TODAS AS MÃES UM DIA COM MUITO AMOR E FELICIDADES!!!!

 

 

 

 

MÃE É QUEM FICA

                                                         Bruna Estrela

 

Depois que todos vão.

Depois que a luz apaga.

Depois que todos dormem.

Mãe fica.

Às vezes não fica em presença física.

Mas mãe sempre fica.

Uma vez que você tenha um filho, nunca mais seu coração estará inteiramente onde você estiver.

Uma parte sempre fica.

Fica neles.

Se eles comeram.

Se dormiram na hora certa.

Se brincaram como deveriam.

Se a professora da escola é gentil.

Se o amiguinho parou de bater.

Se o pai lembrou de dar o remédio.

Mãe fica.

Fica entalada no escorregador do espaço kids, pra brincar com a cria. Fica espremida no canto da cama de madrugada pra se certificar que a tosse melhorou. Fica com o resto da comida do filho, pra não perder mais tempo cozinhando.

É quando a gente fica que nasce a mãe.

Na presença inteira.

No olhar atento.

Nos braços que embalam.

No colo que acolhe.

Mãe é quem fica.

Quando o chão some sob os pés.

Quando todo mundo vai embora.

Quando as certezas se desfazem.

Mãe fica.

Mãe é a teimosia do amor, que insiste em permanecer e ocupar todos os cantos.

É caminho de cura.

Nada jamais será mais transformador do que amar um filho.

E nada jamais será mais fortalecedor que ser amado por uma mãe.

É porque a mãe fica, que o filho vai.

E no filho que vai, sempre fica um pouco da mãe:

Em um jeito peculiar de dobrar as roupas.

Na mania de empilhar a louça só do lado esquerdo da pia.

No hábito de sempre avisar que está entrando no banho.

Na compaixão pelos outros.

No olhar sensível.

Na força pra lutar.

No coração do filho, mãe fica.

 

 

Uma Homenagem especial às Mães de 32, abnegadas e heroínas!

 

Participantes do II Congresso Internacional Feminista -
Federação Brasileira para o progresso feminino


Mães em Cruzeiro em 1932. Trabalhos na retaguarda.



Fonte

https://gl.wikipedia.org/wiki

https://www.google.com/

https://gilvander.org.br/site

 

 

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

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