O
Dia das Mães no Brasil foi oficializado, por meio do Decreto nº 21.366 em 1932,
o então presidente Getúlio Vargas, a pedido das feministas da Federação
Brasileira pelo Progresso Feminino, oficializou a data no segundo domingo de
maio. A iniciativa fazia parte da estratégia das feministas de valorizar a
importância das mulheres na sociedade, animadas com as perspectivas que se
abriram a partir da conquista do direito de votar, em fevereiro do mesmo ano.
Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro,
determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja
Católica.
Embora
a primeira celebração tenha ocorrido em 1918 pela ACM (Associação Cristã de
Moços do Rio Grande do Sul) de Porto Alegre, foi em 1932 que a data entrou de
vez no calendário oficial brasileiro.
O PORTAL TRINCHEIRAS DE JAGUARIÚNA DESEJA À TODAS AS MÃES UM
DIA COM MUITO AMOR E FELICIDADES!!!!
MÃE É QUEM FICA
Bruna Estrela
Depois que todos vão.
Depois que a luz apaga.
Depois que todos
dormem.
Mãe fica.
Às vezes não fica em
presença física.
Mas mãe sempre fica.
Uma vez que você tenha
um filho, nunca mais seu coração estará inteiramente onde você estiver.
Uma parte sempre fica.
Fica neles.
Se eles comeram.
Se dormiram na hora
certa.
Se brincaram como
deveriam.
Se a professora da
escola é gentil.
Se o amiguinho parou de
bater.
Se o pai lembrou de dar
o remédio.
Mãe fica.
Fica entalada no
escorregador do espaço kids, pra brincar com a cria. Fica espremida no canto da
cama de madrugada pra se certificar que a tosse melhorou. Fica com o resto da
comida do filho, pra não perder mais tempo cozinhando.
É quando a gente fica
que nasce a mãe.
Na presença inteira.
No olhar atento.
Nos braços que embalam.
No colo que acolhe.
Mãe é quem fica.
Quando o chão some sob
os pés.
Quando todo mundo vai
embora.
Quando as certezas se
desfazem.
Mãe fica.
Mãe é a teimosia do
amor, que insiste em permanecer e ocupar todos os cantos.
É caminho de cura.
Nada jamais será mais
transformador do que amar um filho.
E nada jamais será mais
fortalecedor que ser amado por uma mãe.
É porque a mãe fica,
que o filho vai.
E no filho que vai,
sempre fica um pouco da mãe:
Em um jeito peculiar de
dobrar as roupas.
Na mania de empilhar a
louça só do lado esquerdo da pia.
No hábito de sempre
avisar que está entrando no banho.
Na compaixão pelos
outros.
No olhar sensível.
Na força pra lutar.
No coração do filho,
mãe fica.
Uma Homenagem especial às Mães de 32, abnegadas e heroínas!

Participantes do II Congresso Internacional Feminista -
Federação Brasileira para o progresso feminino

Mães em Cruzeiro em 1932. Trabalhos na retaguarda.
Fonte
Editado e publicado por Maria Helena de
Toledo Silveira Melo.
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