segunda-feira, 20 de outubro de 2014

UM EXPLORADOR EM JAGUARIÚNA.



Kleber Tanaka, nasceu em São Paulo em   07 de janeiro de 1975, mora em Jaguariúna desde de 1980.
Simpatizante de Revolução Constitucionalista de 1932, colecionador e explorador, em suas horas de folga gosta de explorar trincheiras e locais onde houve batalhas a procura de artefatos perdidos nestes locais.

Tive acesso a seu acervo o qual poderá ser conferido nas fotografias à seguir.




Sr. Kleber Tanaka em frente a uma antiga cadeia em Eleutério.








Área de trincheiras em Eleutério.














Partes de uma granada de mão.
 Conhecida pelos soldados como "abacaxi".





Um fragmento de granada de mão e
 peças de chumbo que eram usadas dentro de artefato explosivo.















Cápsulas de balas.



















Cartucho raríssimo.
 F.N.C.M 1929 significa que o cartucho foi confeccionado pela 
Fábrica Nacional de Cartuchos Matarazzo no ano de 1929.
( Informações da Sra. Ana Cristina Lazzati, colecionadora e Presidente do NC de Jundiaí)







Esta faca pertenceu a um soldado constitucionalista. 
Sr Tanaka recebeu de um sitiante da região do Tanquinho.







O capacete foi adquirido pelo Sr. Kleber Tanaka de um antiquário.








O morteiro também foi adquirido pelo Sr. Kleber.



Agradeço ao Sr. Kleber Tanaka pela gentileza em permitir compartilhar com o público o seu acervo.



Fotografias - Kleber Tanaka e Maria Helena de Toledo Silveira Melo.





Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

MANIFESTO DO DR. PEDRO DE TOLEDO E SEUS AUXILIARES.



Transcrição do Manifesto do Dr. Pedro de Toledo e seus auxiliares, em São Paulo no dia 2 de outubro de 1932.



“Ao povo de São Paulo – Quando em 9 de julho do corrente ano, a guarnição federal aqui aquartelada e a Força Pública deste Estado, se levantaram em armas num movimento coordenado com as forças militares do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, de Mato Grosso e do Distrito Federal, e com as correntes políticas desses Estados, todo o povo paulista nele se integrou. Não foi mister um apelo aos homens válidos, nem uma convocação. A um só impulso, todos acorreram a se arregimentarem, organizando-se batalhões de voluntários que, dia a dia, se atiraram à luta, a mais nobilitante de quantas em nosso país se travaram.
Aclamados pelas forças militares e pelo povo paulista, tivemos de, obedecendo à sua imposição, assumir o governo do Estado, passando a dedicar-lhe todas as energias de que éramos capazes, a fim de corresponder à confiança e, principalmente, ao trabalho incomparável de seu grande e nobre povo, que se atirou à guerra com todo o ânimo de vencer, improvisando aqui tudo de quanto careciam os exércitos constitucionalistas para a sustentação do fogo de que deveria resultar a vitória.
Se triunfos tivemos, e esses foram numerosos, como a posteridade há de verificar, assombrada, nos anais da história paulista, reveses sofremos, a principiar pela ausência de companheiros de lutas, cujas armas contra nós se voltaram.
Durante quase três meses a peleja se desdobrou em todos os limites de São Paulo; e este fez impossíveis para mantê-la, vigorosamente, apesar de terem sido lançadas contra ele as forças armadas de todos os Estados, menos Mato Grosso, amparadas pelos enormes recursos, de que, por força de sua posição, dispõe a ditadura.
Sem desfalecimentos, fez São Paulo tudo quanto o engenho de sua gente e a capacidade de sua indústria e da sua lavoura permitiram, para o abastecimento dos exércitos, amparo e socorro da população civil, salvaguarda de todos os direitos individuais e coletivos, mantendo, a todo o transe, a ordem jurídica e social, assegurando assim, todos os elementos da vitória.
Com a altaneira de espírito e serenidade de razão demostrou o povo paulista, nesta epopéia sem igual, a firmeza do seu pulso, a largueza de suas vistas e a amplitude de seu sentimento nacional. A página, que agora coloriu com o seu sangue, há de permanecer imortal, aos olhos de todo o Brasil, como a mais inequívoca demonstração da sinceridade de sentimentos com que se entregou à causa da rápida constitucionalização do país.
Combatido em todos os setores, com todas as armas, ainda as mais atrozes e as mais desumanas, manteve-se no posto, defendendo os seus ideais e honrando os seus compromissos.
Continuava a luta quando, em 27 de setembro findo, teve o governo a notícia de que, entre a oficialidade da Força Pública se preparava, em surdina, entendimento com a ditadura, para a cessação da guerra. E no dia seguinte, pela manhã, do General Bertholdo Klinger, comandante das Forças Constitucionalistas, recebeu a comunicação de que em face dos últimos acontecimentos, seria improfícua a continuação das hostilidades. Por isso, acrescentou, já havia enviado aos comandantes de setores a comunicação de que pretendia, naquele dia, propor um armistício ao adversário. Reuniu-se o governo e, de ouvidos os comandantes militares, representantes das associações comerciais, industriais, liberais e outros – cujo concurso foi preciosíssimo e cuja solidariedade jamais sofreu solução de continuidade – viu-se na emergência de não poder opor-se à resolução dos militares.
Se fracassaram as negociações do armistício proposto pelo comandante das Forças Constitucionalistas, que julgou inaceitáveis, por humilhantes, as condições do que lhe oferecera a ditadura – vingou o pacto, com ela, em separado, firmado pelo comandante geral da Força Pública. Em seguida, pelo governo ditatorial foi o comandante geral da Força Pública nomeado governador militar do Estado de São Paulo, do que, por uma comissão, composta do Coronel Eduardo Lejeune, Major Mário Rangel e Capitão João Francisco da Cruz, teve há pouco o governo paulista comunicação oficial.
Cessa, destarte, a vida do governo constitucionalista aclamado pelo povo paulista, pelo Exército Nacional e pela Força Pública e hoje por esta deposto. Fica encerrada, nesta faixa do território brasileiro, a campanha militar pela restauração do regime legal. Mas o anseio não se sopitará. Comprimida, a campanha há de expandir-se, certamente, por não ser possível que um povo, como o nosso, persista em viver sob um regime arbítrio.
Deu São Paulo tudo quanto podia dar ao Brasil. Tudo empenhou em prol de sua organização político-administrativa. E disso não se arrependerá.
O seu governo, instituído pelo povo paulista, com o apoio das forças armadas, encerra o seu ciclo histórico. Antes, porém, que se extinga a vigência, afirma que cumpriu o seu dever.
Tudo por São Paulo!
Tudo pelo Brasil!
São Paulo, 2 de outubro de 1932 – (aa) Pedro de Toledo, Waldemar Ferreira, Paulo de Moraes Barros, J. Rodrigues Alves Sobrinho, F. E. da Fonseca Teles, Francisco da Cunha Junqueira, Gofredo T. da Silva Teles, Joaquim A. Sampaio Vidal, Tirso Martins.”






Governador Pedro de Toledo, seus secretários e
apoiadores do movimento constitucionalista.

 





Embarcados rumo ao exilio.

 







 Governador Pedro de Toledo.




Governador Pedro de Toledo.

 



“O que foi a atuação de Pedro de Toledo nos três meses de luta, todo paulista sabe e se resume em três palavras: coragem, valor, abnegação.
Terminada a Revolução, ele esperou a chegada do vencedor das armas. Não temeu prestar contas à ditadura da sua coparticipação na rebeldia magnifica, que afirmara ao mundo a força do civismo bandeirante.
Preso e exilado, manteve a mesma serena, suave e forte atitude de resignada altivez.
E quando voltou do exílio, mais velho, cansado dos sofrimentos suportados em terra alheia, encontrou o fiel e grato povo de São Paulo a espera-lo para pagar-lhe a dedicação imensurável do seu sacrifício. Nunca homem algum foi recebido e aclamado nas ruas de Piratininga com tamanho ardor, com tantas flores e com tal sinceridade.
Era o Governador de São Paulo que retornava.
Pedro de Toledo retomava o posto que, nos corações dos paulistas, lhe estava reservado e que só ele ocuparia”.


Fonte.

FIGUEIREDO, E. Contribuição para a História da Revolução Constitucionalista de 1932. São Paulo, Livraria Martins Editora S.A.,1954. 325p.,2 doc., 10 mapas.

MONTENEGRO, B; WEISSHON, A.A. (org.) CRUZES PAULISTAS: os que tombaram em 1932 pela gloria de servir São Paulo: Empresa Gráfica da Revista dos Tribunais, 1936. 516p.

www.america.org.br, acesso em out. de 2014.

historiacritica.blogspot.com, acesso em set.de 2014.



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.




sábado, 27 de setembro de 2014

Panfletos e Folhetos.


            Os panfletos e folhetos a seguir  foram distribuídos à população,  antes, durante e  após a Revolução Constitucionalista de 1932. A maioria deles não possui data.




Este é um impresso em papel cartão de setembro de 1946.





Este folheto, em papel comum, é uma convocação aos piracicabanos. 






Em papel de seda, provavelmente mimeografado.







Convocação aos paulistas, em papel comum.






Convocação aos piracicabanos.





Oração em papel seda.






Oração de Guilherme de Almeida, em papel comum.












Este folheto está colado em um papel cartão e no verso, meu pai escreveu, Guaratinguetá 1932.






Poema de Martins Fontes, em papel cartão.






Cartão postal, frente.




Verso do cartão postal.






Papel seda.


          Estes folhetos são originais do meu arquivo pessoal.





Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.



















quinta-feira, 11 de setembro de 2014

ANIVERSÁRIO DE JAGUARIÚNA.



Dia 12 de setembro de 2014 a cidade de  Jaguariúna, SP completa 60 anos de emancipação político-administrativa.



Brasão de Armas de Jaguariúna, SP.




Bandeira de Jaguariúna, SP.




Bairro Tanquinho.

Foi no Bairro Tanquinho onde tudo começou em 1875, é o bairro mais antigo de Jaguariúna. Há registros que neste local privilegiado pela localização geográfica, área com águas dos rios Camanducaia, Jaguari e Atibaia serviu de habitação para os índios Caiapós.

 Era também servido por estradas antigas que levavam aos Caminhos dos Goiazes (Caminhos de Goiás), por onde passaram Bandeirantes e mais tarde tropeiros e boiadeiros.
O Bairro Tanquinho, em 1932, foi palco de batalhas durante a Revolução Constitucionalista, pois ficava no caminho para Campinas onde as forças governistas, vindas de Minas Gerais, pretendiam chegar.


Antiga Capela da Fazenda Meia Lua no Bairro Tanquinho.



A Ferrovia.


A Ferrovia sempre fez parte da História de Jaguariúna, já no ano de 1875 com a inauguração do trecho Mato Dentro (Carlos Gomes), Tanquinho, Jaguari e Guedes.
A Estação da Vila Jaguary, atual Jaguariúna, serviu como um centro telegráfico de transmissão de ordens aos batalhões que por ali se encontravam, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, foi também usada para distribuição de munição e em barracões pertencentes à estação foram usados como abrigo para caminhões militares.



                                                                                       Lebrão
Estação de Jaguariúna, 1945.



Estação de Guedes (Jaguariúna), 1911.


.                      
                       Estação Tanquinho, localizada entre Campinas (Anhumas) e Jaguariúna.
                                                    Imagem durante a Revolução de 1932.




 As Fazendas.


As fazendas, de grande importância na região,  com grande produção de café, cana de açucar, algodão e outros.
Dentre as inumeras fazendas da região  a Fazenda Florianópolis (atual Serrinha) e a Fazenda da Barra também foram palco de batalhas e ocupação durante a Revolução de 1932.




                                    Fazenda da Barra.




Fazenda Serrinha, antiga Florianópolis.





Parabéns à Jaguariúna, "A Estrela da Mogiana", são os votos do Núcleo de Correspondência “Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna”.



Fonte.
Suplemento do Jornal Gazeta Regional publicado em setembro de 2012.
www.estacoesferroviarias.com.br



Veja mais informações sobre a Revolução de 1932 em Jaguariúna nos links a seguir:

http://mmdcjaguariuna.blogspot.com.br/2012/07/alfredo-guedes-voluntario-jaguariuna-2.html
http://mmdcjaguariuna.blogspot.com.br/2013/12/outro-voluntario-da-revolucao-de-1932.html



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A CARTA



Carta do ex- Sargento Ximenes.


Nesta carta, datada de 1941, recebida por meu pai, Joaquim Norberto de Toledo Junior também conhecido por seus amigos de 32 como Quincas Gaiteiro, seu amigo e companheiro de luta pelas trincheiras, Sr. Martinho Pinto Silva, relata algumas das dificuldades que os Soldados Constitucionalista enfrentaram nas frentes de batalhas durante a Revolução de 1932.

É a História contada pelos próprios protagonistas.













                                                      Arquivo particular.






Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

sábado, 9 de agosto de 2014

Homenagem ao Dia dos Pais



Uma homenagem ao Dia dos Pais para todos os Pais e aos Pais de 1932, que viram seus filhos partir para os combates e muitos não os tiveram de volta.
Em especial uma homenagem ao meu avô, Cel. Joaquim Norberto de Toledo que teve entre seus filhos, quatro deles Voluntários na Revolução Constitucionalista de 1932, são eles: Gertrudes de Toledo, Luiz Bonilha de Toledo, Geraldo Pinto de Toledo e meu pai, Joaquim Norberto de Toledo Junior.



Joaquim Norberto de Toledo, meu avô.

 



Carta de meu avô a meu pai.








Verso da carta enviada por meu avô durante a Revolução em 1932.

 

 





À esquerda meu pai, Joaquim Norberto e seus irmão Geraldo e Luiz

 





Mensagem aos Pais



 A vocês, que nos deram a vida e nos ensinaram a vivê-la com dignidade, não bastaria um obrigado. A vocês, que iluminaram os caminhos obscuros com afeto e dedicação para que os trilhássemos sem medo e cheios de esperanças, não bastaria um muito obrigado. A vocês, que se doaram inteiros e renunciaram aos seus sonhos, para que, muitas vezes, pudéssemos realizar os nossos. Pela longa espera e compreensão durante nossas longas viagens, não bastaria um muitíssimo obrigado. A vocês, pais por natureza, por opção e amor, não bastaria dizer, que não temos palavras para agradecer tudo isso. Mas é o que nos acontece agora, quando procuramos arduamente uma forma verbal de exprimir uma emoção ímpar. Uma emoção que jamais seria traduzida por palavras.
 Amamos vocês!


Autor desconhecido.

Fonte - pensador.uol.com.br.



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.





 

ANIVERSÁRIO DO PORTAL “TRINCHEIRAS DE JAGUARIÚNA”!

    14 ANOS! Em 2012, iniciei as pesquisas relacionadas à Revolução Constitucionalista de 1932 em Jaguariúna. Nestes 14 anos, muitas mat...