sábado, 1 de fevereiro de 2014

MISTÉRIO DOS SOLDADOS SEPULTADOS EM SANTO ANTÔNIO DE POSSE



Santo Antônio de Posse.

Santo Antônio de Posse está localizada a 15 km de Jaguariúna, possui uma população, aproximada de 22000 habitantes, foi fundada em 13 de junho de 1850 e faz parte da Região Metropolitana de Campinas.


Breve Histórico sobre Santo Antônio de Posse.

 Em 1725, foi construída a estrada que ligava São Paulo às Minas de Goiás por Luís Pedroso de Barros. Assim se deu o início do bairro Posse de Ressaca e, posteriormente Santo Antônio de Posse. Aos poucos surgem, às margens da Estrada que ligava São Paulo às Minas de Goiás - por volta de 1833, pequenos pontos de parada. Nesta estrada transitavam muitos proprietários de fazendas de café com destino às Minas de Goiás, em busca de um futuro melhor e paravam para descanso no “bairro” que, aos poucos, ia se formando em torno da estrada.
                     O maior desenvolvimento dessa região se deu com o florescimento do café. Os donos das terras, que eram políticos influentes na Província, determinaram a construção de uma estrada de ferro que ligasse Campinas a Mogi-Mirim, construtora de propriedade da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro (CMEF). E, em 27/08/1875, cria-se o marco da “Estação da Ressaca”.
Não há uma confirmação precisa, mas tudo leva a acreditar que o nome POSSE é devido ao “Sítio da Posse”, como consta no Cartório de Registros de Imóveis de Mogi Mirim onde, entre 1878 e 1889, foram lavradas escrituras de compra e venda de terras. No início, esse sítio talvez tenha sido de diversos proprietários e, aos poucos, foi sendo dividido. Acredita-se que ele tenha sido fundamental para o nome POSSE. Em 1893 o povoado do bairro Ressaca foi elevado a Distrito de Paz com a denominação de “Posse de Ressaca”.
Com o florescimento do café na região de Mogi Mirim e Campinas houve a necessidade de se construir uma estação de Ferro – Estação Ferroviária – para o escoamento do café até os portos.
Em 27/08/1875 criou-se a Estação de Ferro. Todo o café da região era trazido para esta estação e, nela, REENSACADO para depois ser transportado pelo trem de ferro para os portos.
Esta Estação de Ferro foi construída no bairro que deu origem à cidade, que recebe o nome RESSACA - vindo exatamente a ser denominado assim pelo processo de REENSACAMENTO do café. Em 1893 o povoado do bairro Ressaca foi elevado a Distrito de Paz com a denominação de “Posse de Ressaca”.
                   Em 1893 o povoado do bairro Ressaca foi elevado a Distrito de Paz com a denominação de Posse de Ressaca, pela Lei Estadual N° 79, de 16/8/1893, passando a pertencer ao Município e Comarca de Moji Mirim (hoje Mogi Mirim). Até a data, o povoado pertencia ao Distrito Policial de Ressaca, pequena estação à beira da Estrada de Ferro Mogiana, com meia dúzia de casas habitadas por negociantes.
 A primeira eleição aconteceu no dia 10/05/1904, na casa do Coronel David Batista da Silva Parez, tendo sido eleitores: 1° - Juiz de Paz Augusto Elias de Toledo Lima, 2° - Manoel Andrade Cotrim e 3° - José Ivo de Souza Pinto. Em 17/06/1895 foi nomeado pela Câmara o primeiro zelador do cemitério e dos lampiões de Posse, Paulo José Marques. Em 25/02/1869 foi criado o cargo de fiscal de Posse. Durante um longo período da história de Santo Antônio de Posse o Capitão Pedro Antônio de Morais, estimado lavrador, administrou importantes fazendas em Ressaca e, como subprefeito, prestou ao distrito bons serviços públicos ligando seu nome ao progresso da localidade.

A História dos 3 Soldados.

Está é uma história que foi passada por pais e avós para filhos, parentes e amigos, pessoas que viviam na região no ano de 1932.
Contam as pessoas residentes nesta região que no ano de 1932 durante a Revolução Constitucionalista na via de ligação entre Jaguariúna e Santo Antônio de Posse (JGR 010 – Estrada da Varginha), durante um combate três soldados foram mortos, não se sabendo ao certo em que circunstância, e que ali mesmo, na beira da estrada foram sepultados.
Após o final da Revolução de 1932 (não tenho registro da data) os corpos dos Soldados foram exumados e transportados para uma sepultura no Cemitério Municipal da cidade de Santo Antônio de Posse e ali repousam sem identidade mas muito reverenciados, como poderão notar nas imagens a seguir.
Muitas pessoas visitam a sepultura dos três Soldados pois acreditam que realizam “milagres”, pois há testemunhos de pessoas que alcançaram alguma graça.





Alameda de acesso ao Cemitério.





Placa na coluna do Monumento na Alameda de entrada.

 






Cemitério Municipal de Santo Antônio de Posse, SP.

 




Entrada principal do Cemitério.

 





A sepultura dos "Três Soldados" encontra-se
entre a quadra L e DD ao lado do jazigo de Nº87.

 






À frente da sepultura há um nicho apropriado para acender velas.
Acredita-se que os "Soldados" são milagrosos.





Em cima da sepultura há uma cruz esculpida em cimento com o seguinte epitáfio:
"OS CORPOS ENCONTRADOS NA ESTRADA DA VARGINHA
 ERAM OS TRÊS SOLDADOS DA REVOLUÇÃO DE 1932".







 




O capacete colocado na cruz é para
 identificar a sepultura dos "Três Soldados".

 





 




Nas imagens nota-se a grande quantidade de flores levadas
 por pessoas que visitam constantemente a sepultura.

 














 




 



Fonte.

 “História Local – História de Santo Antônio de Posse”, de Ezequiel Nascimento da Silva, (Faculdade de Educação, São Luiz, Núcleo de Apoio – Poços de Caldas – Jaboticabal – 2006). disponível em www.pmsaposse.sp.gov.br
pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Antonio_de_Posse.
 Fotografias de Maria Helena de Toledo Silveira Melo e Maíra Toledo Silveira Melo.

 Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo






sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

CIDADE DE SÃO PAULO 460 anos.


PARABÉNS SÃO PAULO!!!!!!!



                                                                                                                Fig.1.
                                                    
Parque do Ibirapuera, destaque para o Obelisco.           




São Paulo foi fundada em 1554 por padres jesuítas, originou-se do primeiro centro de catequese do Brasil: O Colégio São Paulo (ou Casa de São Paulo, ou, ainda, Pátio do Colégio).
Ao redor desse colégio, a cidade tomou sua forma urbana inicial: um triângulo cujos vértices encontravam-se os conventos de São Bento, São Francisco e do Carmo.



                                                                                                                Fig. 2.
     
                                                  Pátio do Colégio.                                                           



                                                                  Fig.3.      

Mapa da Capital do Estado de São Paulo.  




É um município brasileiro, capital do estado de São Paulo e principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América do Sul. É a cidade mais populosa do Brasil, do continente americano e de todo o hemisfério sul, a cidade brasileira mais influente no cenário global, sendo considerada a 14ª cidade mais globalizada do planeta. O lema da cidade, presente em seu brasão oficial, é "Non Ducor, Duco", frase latina que significa "Não sou conduzido, conduzo”.
A cidade é mundialmente conhecida e exerce significativa influência nacional e internacional, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político. Conta com importantes monumentos, parques e museus, como o Memorial da América Latina, o Museu da Língua Portuguesa, o Museu do Ipiranga, o MASP, o Parque Ibirapuera, o Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, o Jardim Botânico de São Paulo e a avenida Paulista, e eventos de grande repercussão, como a Bienal Internacional de Arte, o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, São Paulo Fashion Week e a São Paulo Indy 300.




                                                                                                                                     Fig. 4.

          Rua Florêncio de Abreu ponto de partida do comércio.                                                          





                                                                                                                           Fig. 5.
Província de São Paulo.



                                                                                                                                                       Fig. 6.

                                Paulistanos exemplo de civismo.  






            Em 1932, São Paulo se mobiliza no seu maior movimento cívico: a revolução constitucionalista, quando toda a população se engaja na guerra contra o "Governo Provisório" de Getúlio Vargas.




                                                                                     Fig. 7.
 Combatentes da Revolução de 1932 nas ruas centrais da cidade de São Paulo.




Fonte.

                   Enciclopédia Abril e pt.wikpedia.org.

Fig. 1 – www.portalrcr.com.br              
Fig. 2 – institutoandreluiz.org
Fig. 3, 4, 5 e 6 - Enciclopédia Abril
Fig. 7 - peregrinaculturalcom.br.






Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.














terça-feira, 21 de janeiro de 2014

REUNIÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA E DOS PRESIDENTES DOS NÚCLEOS E COMISSÕES EM 27 DE FEVEREIRO DE 2014, ÀS 14:30 HORAS.



 
SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC

 

 

 CIRCULAR PARA OS SENHORES DIRETORES DA EXECUTIVA E PRESIDENTES DOS NÚCLEOS E COMISSÕES:
 

 

 A Sociedade Veteranos de 32-MMDC teve em 2013 um ano excepcional, com mais de 200 eventos, criações de novos núcleos e a firmação do sentido nacional da Revolução Constitucionalista de 1932. Graças aos esforços de todos os associados voltados para a causa do MMDC, a nossa organização passou a ser conhecida no Exterior também.

 

No entanto as reuniões de Diretoria deixaram a desejar. Muitos diretores, alegando compromissos particulares, faltaram nas datas marcadas, demonstrando quebra do necessário elo do órgão dirigente e sobrecarga para a administração.

 

Esperamos que em 2014 tenhamos mais compreensão por parte da Diretoria e dos presidentes de núcleos e comissões, demonstrando união entre nós e, com isso o engrandecimento sólido da Sociedade.

 

A primeira reunião está sendo marcada para dia 27 de fevereiro de 2014, às 14:30 horas, na sede da Sociedade. Terá como finalidades principais os estudos a respeito do:  

 

JUBILEU DE CARVALHOda assinatura da CARTA MAGNA de 1934(vitória moral da Revolução Constitucionalista);

 

 JUBILEU DE DIAMANTE da fundação da Sociedade (7 de julho de 1954);

 

 RESTAURO do Monumento Mausoléu e sua reinauguração num ano importantíssimo para nosso futuro e,

 

 Estudos para a transformação da Sociedade numa FEDERAÇÃO, a fim de dar expansão aos trabalhos que já iniciamos em outros Estados da Nação e o fortalecimento nacional da Entidade.

 

 Outros assuntos poderão ser discutidos nessa Reunião.
 
 
 CONTO COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS
 
CORONEL PM MARIO FONSECA VENTURA
 PRESIDENTE DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC
 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Comemoração do Jubileu de Prata do Movimento Constitucionalista em São Carlos.




Publicação em jornal de São Paulo, notícia sobre as comemorações do 9 de julho na cidade de São Carlos, em 19 de julho de 1957.
 

 
Transcrição do texto:
São Carlos, (Dep. A Gazeta) - “Conforme foi noticiado pela A Gazeta, a cidade de São Carlos comemorou, com grande brilhantismo, o jubileu de prata do Movimento Constitucionalista de 1932.
As fotografias que hoje publicamos dizem bem alto o que foram essas comemorações cívicas, que lembram a grande e nobre luta de São Paulo pelo restabelecimento do regime da lei e da ordem, luta na qual São Carlos tomou, desde o começo, ao lado de todas as cidades paulistas, o primeiro lugar nas linhas de frente e em todos os demais trabalhos da Revolução. Nas fotos vemos o desfile e as urnas contendo os despojos dos quatro voluntários são-carlenses tombados Alípio Benedito, Modesto Santana, Benedito Ferreira da Silva e Luiz Roehrer, conduzidos por antigos combatentes; celebração da missa campal, na frente da Catedral, pelo respectivo cura Mons. José Ribeiro de Aquino Pereira; a genitora de Modesto Santana entre senhoras sãocarlenses; a absolvição aos despojos dada por Mons. José de Aquino Pereira; a inumação das urnas dos voluntários no monumento erguido na praça dos Voluntários; chamada dos mortos, pelo ex-combatente Antonio Carrá, o Prof. Edu Faria Doria e Dr. Olney Borges Pinto de Souza quando falavam sobre a magna data paulista, e grupo de ex-combatentes tirado em frente ao Monumento aos Voluntários. (Fotos Ceneviva)”.
 
Arquivo particular.
Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

MENSAGEM DE NATAL





                                                                                Fig. 1
 
 
“Para que haja Paz no mundo em que vivemos antes será necessário que a Paz esteja em nosso coração”.
 
 
 
 
 
 
 “Que a alegria do Natal ilumine os corações com a luz do verdadeiro amor”.
 
 
                                                                                                Fig. 2
 
 
              O Núcleo de Correspondência Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna deseja a todos os amigos(as), leitores(as), colaboradores e seguidores(as) um Feliz Natal e um próspero Ano Novo!
 
Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
Presidente
 
 
“AO COMBATE PELA VITÓRIA!”
 
Fig. 1 – “Adoração dos Pastores”, obra de François Boucher (1703-1770), França.
Fig. 2 – arquivo particular, publicação distribuída após a Revolução de 1932.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Outro Voluntário da Revolução de 1932 nascido em Jaguariúna.


Valdomiro Chiavegatoera filho do Sr. Augusto Chiavegato e da Sra. Agda  Cavallini Chiavegato e nasceu em Vila Jaguary em 1905. Eram seus irmãos: Reinaldo, Alfredo, Adolfo, Mario, Antônio Carlos, Ilde, Carmela, Augusta, Regina, Silvia e Lucila José.

Conforme informações de sua irmã, Sra. Lucila José, Valdomiro alistou-se por Mogi Mirim, não sabendo qual batalhão.

O Sr. Valdomiro Chiavegato fazia parte de família pioneira em Jaguariúna que chegou à Vila Jaguary em 23 de dezembro de 1872 e instalou sua residência em Tanquinho, hoje Bairro Tanquinho.

O Sr. Augusto Chiavegato, pai do Sr. Valdomiro possuía um armazém em uma rua central da Vila Jaguary o qual foi totalmente saqueado e destruído pelas forças ditatoriais.  Por precaução e também por temer por seus filhos menores foi obrigado a partir para Campinas na tentativa de proteger sua família.

Mais tarde, após a cessação das hostilidades, o Sr. Augusto retornou à Vila Jaguary e iniciou a recuperação de seu armazém junto com seu filho Valdomiro que havia retornado da revolução perfeitamente bem. Uma das funções do Sr. Valdomiro era fazer entregas com o caminhão da família nas redondezas e em uma destas viagens uma fatalidade veio a ocorrer e o Sr. Valdomiro nunca mais retornou à Vila deixando uma tristeza imensa na família. Mesmo com todas as buscas possíveis nunca mais encontraram ou souberam de seu paradeiro.
 
 
 
 

Sr. Augusto Chiavegato e Sra. Agda Cavallini Chiavegato estão ao centro, sentados; em pé, logo atrás de seus pais, o Sr. Valdomiro Chiavegato. Os outros são seus irmãos.
 
 

Informações e fotografia fornecidas pela Sra. Lucila José Chiavegato Pessorrusso, irmã do Sr. Valdomiro e que tem hoje 86 anos. Ela é comerciante e continua morando em Jaguariúna.
 
 
                                                                                                         M.H.T.S.Melo
 
Sra. Lucila José Chiavegato Pessorrusso.
 
 
 
 
Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O VALOROSO PAPEL DO NEGRO NA REVOLUÇÃO DE 1932.


O texto a seguir foi publicado no Jornal “A Gazeta”, de São Paulo, em 23 de setembro de 1932.

 “Os homens de cor e a causa sagrada do Brasil”

“Os patriotas pretos estão se arregimentando – Já seguiram vários batalhões – O entusiasmo na Chácara Carvalho – Exercícios dia e noite – As mulheres de cor dedicam-se à grande causa. Também os negros de todos os Estados, que vivem em São Paulo, quando o clarim vibrou chamando para a defesa da causa sagrada os brasileiros dignos, formaram logo na linha de frente das tropas constitucionalistas. A epopéia gloriosa de Henrique Dias vai ser revivida na luta contra a ditadura. Patriotas, fortes e confiantes na grandeza do ideal por que se batem São Paulo e Mato Grosso, os negros, sob a direção do Dr. Joaquim Guaraná Sant’Anna, tenente Arlindo, do Corpo de Bombeiro, tenente Ivo e outros, uniram-se, formando batalhões que, adestrados no manejo das armas e na disciplina vão levar, nas trincheiras extremas, desprendidos e leais, a sua bravura, conscientes de que se batem pela grandeza do Brasil que seus irmãos de raça, Rebouças, Patrocínio, Gama e outros muitos tanto dignificaram. Os nossos irmãos de cor, cujos ancestrais ajudaram a formar este Brasil grandioso, entrelaçando, os pavilhões auri-verde e Paulista, garbosos, ao som dos hinos e marchas militares, seguem cheios de fé, ao nosso lado, ao lado de todos os brasileiros que levantaram alto a bandeira do ideal da constitucionalização, para a cruzada cívica, sagrada, da união de todos os Estados sob o lábaro sacrossanto da pátria estremecida.”



 Batalhão da Legião Negra                                 fig.1


                                                                                        

Os negros participaram ativamente da Revolução Constitucionalista, formando batalhões específicos batizados de “Legião Negra”. Esses legionários eram conhecidos no imaginário popular como “Perolas Negras”. Eis alguns dos batalhões que se formaram e lutaram com bravura: 3ª Cia do Batalhão “Conselheiro Rebouças” pertencente à Legião Negra, Grupo de Bombardas Pesadas da Legião Negra, Batalhão “Henrique Dias”, 2ª Cia. do Batalhão “Vidal de Negreiros” e 2º Batalhão “Felipe Camarão”, da Legião Negra.

Os soldados da Legião Negra diferenciavam-se dos demais constitucionalistas por usarem um chapéu das abas largas com o uniforme.

Não só os homens negros mas também as mulheres negras tiveram grande e importante participação, pois tanto na retaguarda como nas frentes de batalhas, muitas acompanhavam seus maridos e algumas partiam sozinhas como é o caso mais conhecido de Maria Soldado.

Os “Pérolas Negras” eram motivo de muito orgulho para seus familiares.

A Legião Negra tinha uma constante preocupação em atender as famílias dos soldados negros carentes, bem como os órfãos, inválidos e viúvas da guerra. Esse trabalho era realizado juntamente com as entidades do movimento negro, que já existia desde o fim da escravidão (no início da década de 1930 o negro paulista já possuía uma certa organização coletiva).

Em Campinas, a entidade negra “Associação Beneficente São Benedito” ofereceu seu hospital às tropas constitucionalistas.

No transcorrer da guerra, o patriotismo e a bravura demonstrada pelos soldados da Legião Negra, chamaram a atenção da imprensa que os descreviam como “guerreiros impávidos”.
Em uma entrevista ao jornal “A Gazeta”, o Capitão Gastão Goulart, disse:
               “Os homens de cor são dos melhores guerreiros do nosso país. Ninguém imaginava a sua valentia, a sua capacidade de resistência nas trincheiras [...] é exemplar o comportamento em quartel, dos soldados da Legião Negra [...] amigos da disciplina, em combate se portam como heróis, pelejando pelo ideal da sua raça que é, ao mesmo tempo, o ideal do seu país.”
A História da Revolução Constitucionalista de 1932 não pode jamais esquecer a importância da participação dos negros e negras neste importante episódio da História do Brasil.
Jaguariúna teve também seu herói da Revolução Constitucionalista, Nabor de Moraes, negro, voluntário no Batalhão conhecido como “Dois de Ouro” pela bravura de seus soldados e denodo de seus comandantes, Nabor foi ferido por estilhaços de granada, em combate no Setor do Túnel, falecendo em 31 de agosto, estando sepultado no Mausoléu de Campinas.

Como na História, as Cidades não podem esquecer seus Heróis.




Nabor de Moraes                fig.2

 

               






                    Poema Legião Negra, São Paulo, 1932.
                     Autor desconhecido

Nós atendemos ao seu chamado, São Paulo!

Era natural que assim fosse, pois...

Não está também a nossa cor nas listas da tua bandeira?

Lutamos onde mais acesa era a batalha.

Ombro a ombro com nossos irmãos de crença

na grandeza do Brasil e na dignidade do Homem

que a ditadura vilipendiava.

Como todos os combatentes, oferecemos

nosso sangue por “vin d’honeur”.

E desde o princípio secundamos o teu grito de Justiça,

deixando em nossas casas quem ainda trazia as marcas dos grilhões.

Nós que conhecemos na pele o significado da Liberdade.

Sem espanto, recebeste o nosso holocausto no altar da Honra

E as tuas bênçãos nos impeliram ao resgate da Mãe Pátria.

Não te esqueças de nós, São Paulo.

Afinal... não está também a nossa cor nas listras da tua Bandeira?







 Referência:
DOMINGUES, P, J, Os "Pérolas Negras": A Participação do Negro na Revolução Constitucionalista de 1932. In. Revista Afro- Asia, 29/30, 2003. Disponível em www.afroasia.rifba.br/pdf/afroasia_n29-30_p199.pdf, acesso em 5 de out. de 2013.
Fig. 1- Disponível em bloghistoriacritica.blogspot.com acesso em 18 de. nov. de 2013.
Fig. 2- Disponível em blogs.viaeptv.com.promemoriacampinas.jpg acesso em 10 de outubro de 2013.



ANIVERSÁRIO DO PORTAL “TRINCHEIRAS DE JAGUARIÚNA”!

    14 ANOS! Em 2012, iniciei as pesquisas relacionadas à Revolução Constitucionalista de 1932 em Jaguariúna. Nestes 14 anos, muitas mat...