Foto ilustrativa - (al.sp.gov.br) |
O Capacete após 32 anos.
Tão
famoso quanto o Sr. Onofre (Onofre Américo Gonçalves) em Mirassol é o Capacete
dele. O ex Soldado Constitucionalista voltava para Mirassol quando o trem que
ele estava foi parado pelo Exército oponente: - Recolheram todos os nossos
pertences!
Trinta
e dois depois, ele conta que ouvia uma partida de futebol em uma rádio de
Araraquara. Na época era costume das emissoras promover leilões. – Naquele
dia, entre geladeiras e guarda roupas, tinha um capacete da Revolução, com as
iniciais O. A. G.... Viajei para Araraquara no dia seguinte: O Capacete tinha
sido arrematado pelo médico Santos Abreu, filho de Revolucionário.
Diante
das provas do Sr. Onofre, o médico não teve alternativa a não ser vender a sua aquisição.
- Reconheci
o Capacete, pois amarrei uma corda que se soltou com um arame. Além disso, tem
meu nome nele, diz o senhor, enquanto alisa sorridente a maior relíquia de
sua história.
Participação
de Mirassol na Revolução
De
acordo com o livro Estruturas & Gravuras, de Ariovaldo Corrêa, cerca de 200
voluntários mirassolenses se alistaram a lutaram nas frentes de batalhas
espalhadas pelo Estado de São Paulo.
“Três
dias, apenas, após declarada a revolução, Mirassol – primeira cidade da Alta
Araraquarense a manifestar-se em praça pública sobre o histórico movimento –
aplaudia a partida dos primeiros voluntários que se apresentariam em São Paulo,
ao comando revolucionário, para formarem no corpo da tropa.”
Ainda
segundo o livro, Victor Cândido de Souza (co-fundador de Mirassol), Sypriano
José Moreira, e Antonio Batista da Silva, que compunham a Junta de Alistamento
Militar, conclamavam voluntários para a luta. Já Cândido Brasil Estrela lançava
no jornal Correio de Mirassol a incisiva conclamação aos mirassolenses: Não indaguemos mais nada. Se São Paulo nos
chama, morramos por São Paulo!
.Soldados de Mirassol ao lado do Padre da época na Praça da Matriz
Mortos
e feridos
No
livro de Ariovaldo Corrêa não constam número de mirassolenses mortos ou feridos
em combate. Oficialmente, oito pessoas do Noroeste Paulista morreram na
revolução.
A
região participou ativamente. Pelo menos mil homens aderiram aos propósitos
revolucionários e lutaram. Estimam-se duas mil mortes no Estado nos 87 dias de
conflito armado. Da região, tombaram oficialmente Antônio Amaro, João Batista
de Araújo, Antônio Duarte da Fonseca, Carmo Turano, Elydio Antônio Verona,
Ipiroldes Martins Borges, Joaquim Marques de Oliveira e Oswaldo Santini.
O
historiador Lelé Arantes, de Rio Preto, afirmou, em entrevista ao Diário da
Região, que 20 corpos de combatentes, sobretudo de moradores da região, jamais
foram localizados. “Na divisa com o Mato
Grosso do Sul, onde hoje fica Santa Fé do Sul, ocorreram combates com soldados
goianos. Os corpos dos mortos foram jogados no rio Paraná e nunca mais
encontrados”, contou.
O
Museu Municipal Jezualdo D’ Oliveira,
de Mirassol, tem em seu acervo material trazido pelos pracinhas que lutaram na
Revolução Constitucionalista de 1932.
Fonte.
Combatentes de Mirassol – www.memorialdoimigrante.org.br,
acesso setembro,2014.
https://jairlemosblog.com.br/hoje-e-dia-da-revolucao-constitucionalista-de-1932/, acesso outubro,2022.
Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira
Melo.