quarta-feira, 23 de abril de 2014

VENCEDORES DO 2º CONCURSO DE REDAÇÃO "ESCOTEIRO ALDO CHIORATTO"


         Divulgado pelo 18º Núcleo de Correspondência Escoteiro Aldo Chioratto, de Campinas, SPos nomes dos escoteiros, pertencentes ao 19º Distrito Escoteiros de Campinas, vencedores do 2º Concurso de Redação "Escoteiro Aldo Chioratto", com o tema: Ser escoteiro - "Um ato de inocência, coragem e civismo".
          Os escoteiros vencedores o Diploma de Honra ao Mérito Inocência Coragem e Civismo - Sempre Alerta!, assim como seus chefes.

Campinas:
 Grupo de Escoteiro Perola Byington;
 Caio Luís Araújo
 Maria de Fátima Suzuki Sampaio

 Grupo de Escoteiro Jaguaretê;
 Laura Fernanda Carboni Adegas
 Rosemary Peres Motta de Oliveira

 Grupo de Escoteiro Craos;
 Gustavo Cortez Ribeiro Marroni
 Pedro Paulo Carmim de Oliveira


Amparo:
 Grupo de Escoteiro Portal das Águas.
 Guther Wulff Poloni
 Murilo de Oliveira Homem


Valinhos:
 Grupo de Escoteiro Valinhos.
 Felipe Augusto Rocha
 Olga de Fatima Pongilio Urban

 Grupo de Escoteiros Azimute
 Camilla de Aguiar Habib
 Alexandre Vieira Calixto


        Também receberão o Diploma de Honra ao Mérito Inocência Coragem e Civismo Sempre Alerta! as seguintes personalidades:
Cel. Mario Fonseca Ventura - Presidente da Sociedade Veteranos de 32 MMDC;
Sr. Willian Mascarenhas Worth - Comandante do Exército Constitucionalista;
Prof. Jefferson Biajone - Presidente do 1º N. C. de Itapetininga;
Sra. Maria Helena Toledo Silveira Melo - Presidente do 10º N. C. de Jaguariúna;
Prof. João Francisco de Aguiar - Presidente do 12º N. C. de São Pedro;
Cb. Antônio Carlos Soares - Presidente do 18 N. C. de Campinas;
Sra. Ana Cristina Lazzati - Presidente do 20º N. C. de Jundiaí;
Sr.  Celso Roberto Panzani - Presidente do Clube dos Agrônomos;
Sr. Ronaldo Severiano Berton - Vice-Presidente do Clube dos Agrônomos;
Sra.  Rosilene da Silva Barboza - Coordenadora do Ramo Escoteiro no 19º Distrito Escoteiro Campinas;
Sr. Sidnei Lobo Pedroso - Presidente do Núcleo de Desenvolvimento e Expansão da Sociedade Veteranos de 32 MMDC;
Sr.  Rafael Cambuí Mesquita Santos - Presidente do Núcleo Base - MMDC Campinas;

A entrega dos Diplomas será realizada no Clube dos Agrônomos de Campinas, sito a Rua Eleutério Rodrigues, 64. Vila Nova, em 26 de abril de 2014 às 08:30 h.





Convite









Diploma.





Publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Mensagem de Páscoa




Páscoa é ressurreição...
Ressurreição é passagem, mudança.
É renascer, sair do lugar, sair da rotina.
É transformação, renovação.
Páscoa é amor!





O Núcleo de Correspondência “Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna” deseja a todos uma Feliz Páscoa!




                                                                                                                       spederson.r.zanchetta



PAULISTA!!!
 LEMBRA-TE DE 32.



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A CIÊNCIA NA REVOLUÇÃO DE 1932.



Na Revolução Constitucionalista de 1932, pesquisadores da Escola Politécnica de São Paulo desenvolveram, durante os meses de combates, máquinas e armas que em várias ocasiões chegaram a igualar as Forças Paulistas às Forças do Governo e em alguns eventos até superou a parte contrária.
Jovens líderes de 32 assumiram “atitudes revolucionárias” e se propuseram a converter a emergente indústria paulista e os laboratórios da Escola Politécnica (LEM) em fábricas de armamentos.
A coragem e o empenho de alunos e professores da Politécnica e de inúmeros voluntários, que colocaram a criatividade em ação, onde sobrava perigo e faltava matéria prima, essas ações, foram descritas em diversos relatos da época.
A Escola Politécnica, e todos seus laboratórios, foram requisitados pelo governo paulista para constituir o Serviço de Engenharia da Força Pública. No dia 10 de julho, atendendo ao clamor do Movimento, a congregação e todo o corpo técnico da Escola Politécnica manifestaram total apoio.
Com a dificuldade de obtenção de matéria prima e a necessidade de dar início imediato à produção, os engenheiros, do Laboratório de Ensaios e Materiais desenvolveram vários armamentos, muitos deles sofisticados para a época, e difíceis de serem encontrados no Exército Brasileiro, contra quem combatiam.
Os engenheiro do LEM foram responsáveis pelo estudo, projeto e execução de periscópios de trincheira, corretores de tiros para metralhadoras antiaéreas, telêmetros e binóculos milimetrados para artilharia. Além disso foram realizados ensaios para chapa de blindagem, capacetes, morteiros de trincheiras e também para munições e granadas.
A granada de mão adotada foi a do tipo MILL’S foi adaptada às condições de produção que o LEM dispunha, foi também criado um bocal apropriado para que a distância de alcance passasse de 30 m para 180 m,a granada de mão era conhecida entre os soldados como “abacaxizinhos”.
Foi criada uma Escola de Granadeiros para que os soldados pudessem usar a arma sem risco de vida.
Ainda, sob a orientação da Escola Politécnica foram construídos trens e uma lancha blindados. Foi também criado um modelo mais leve e com maior mobilidade de carro blindado.
Outros artefatos desenvolvidos ou adaptados pelo LEM foram: morteiros, canhões de pequeno alcance, projétil de explosão para percussão, bombas para aviões, bombas de fumaça, controles de munição, lança chamas, munições para fuzis e metralhadoras, materiais para trincheiras, lança minas, capacetes, carregadores de água e filtros para cantis e também mascaras de proteção anti-gases. Alguns artigos foram fabricados na Politécnica e outros em fábricas do estado de São Paulo, concentradas no esforço de guerra.
A união entre a Escola Politécnica de São Paulo e a emergente Industria Paulista, durante a Revolução de 1932, foi decisiva para a futura criação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT – USP), até hoje referência na tecnologia dos setores industriais mais avançados do país.


A seguir algumas imagens de materiais bélicos produzidos durante a Revolução de 1932.





Linha de produção de armamentos do LEM.





Barco de guerra navegando no Rio Tiête.





Minas marítimas fabricadas em São Paulo.





Produção de capacetes de aço.





Metralhadora antiaérea.





Lança granadas.




Trem blindado.




Granadas de mão, " abacaxizinhos".







Fonte.

 Guerra e Ciência disponível em http://www.comciencia.br/reportagens/guerra 11.htm acesso em 15 de agosto de 2013.

São Paulo, 1932: tecnologia a serviço da Revolução disponível em http://netleland.net/hsampa/epopeia1932/rev32.html acesso em 15 de agosto de 2013.


Fonte das imagens.

www.uol.com.br.
www.novomilenio.inf.br.
peregrinacultural.wordpress
estadao.com.br



Texto adaptado, editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.


















sábado, 22 de março de 2014

Manifesto Confederacionista


O Manifesto Confederacionista foi publicado em 11 de março de 1933 por Typografia Paulista, J.Bignard e Cia em São Paulo.




















Este Manifesto é uma publicação original e faz parte do arquivo da família Toledo.


Editado e postado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Mulheres na Revolução de 1932.





No dia Internacional da Mulher faço uma pequena homenagem às mulheres guerreiras que participaram da Revolução de 1932, nas frentes de batalhas, nos hospitais, nas oficinas de costuras e de confecção de capacetes, na organização e distribuição de alimentos, vestimentas e outros apetrechos, enfim à todas as mulheres que de alguma maneira prestaram qualquer serviço em prol da Revolução ou para os Soldados Constitucionalistas e à população em geral.

Uma das características mais marcantes da Revolução Constitucionalista de 1932 foi a participação feminina. A colaboração das mulheres paulistas foi inestimável e honraram a tradição.




Na fotografia da esquerda para a direita – Sra Lena Burchard Reverdo, Sra Lú Burchard Reverdo, Sra. Olivia Guedes Penteado, Sra. Carlota Pereira de Queiroz, Sra. Maria Penteado Camargo, filha da Sra. Olivia Guedes e mais duas senhoras que não foram identificadas.
Senhoras que faziam parte da diretoria do Departamento de Assistência aos Feridos, durante a Revolução de 1932.



                                 Mulheres na oficina de costura.





Mulheres, nas ruas de São Paulo, recolhendo doações para a Campanha Ouro para o Bem de São Paulo, na Revolução de 1932.




Algumas mulheres que se destacaram do interior paulista.


Araraquara.



                                                                                      Fotografia de Hamilton Mendes


Em Araraquara as mulheres também participaram ativamente, elas ocuparam as dependências das escolas da cidade e ali remendavam meias, calças e blusas e monitoravam a arrecadação de alimentos.
Um destaque entre estas mulheres de Araraquara foi a Sra. May Souza Neves, ele foi para São Paulo, onde prestou serviço hospitalar para a Assistência ao Soldado Constitucionalista. A Sra. May não era formada em enfermagem, mas tinha experiência pois trabalhava como auxiliar no consultório de seu marido.



Itapetininga.

                                                                                       foto da  fam. Alves Rolim
            As 6 irmãs enfermeiras e uma criança em 1932.




Em Itapetininga as mulheres também deram todo o apoio aos combatentes

Destaque para as seis irmãs enfermeiras voluntárias da família Fabiano Alves de Itapetininga.




Piracicaba.




De Piracicaba a Professora Mathilde Brasiliense, também teve participação heróica na Revolução de 1932, prestou serviço como enfermeira, nas cidades de Cruzeiro e Guaratinguetá.




Fonte.
http://voluntariosdepiracicaba.blogspot.com.br
estadão.br.msn.com
cral.in2p.fr
homemculto.com
www.klickeducacao.com.br







                                   Parabéns!





Editado e postado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

ARAPONGA, MG NA REVOLUÇÃO DE 1932.




O Município de Araponga está localizado na Zona da Mata do Estado de Minas Gerais e foi palco de batalha na Revolução Constitucionalista de 1932.


“O Canto da Araponga”.


          “O canto da Araponga” é um documentário que foi realizado em Minas Gerais sobre um aspecto curioso e pouco conhecido da Revolução Constitucionalista de 1932: a importante participação da cidade mineira de Araponga, onde foi preso o líder do movimento no estado, o ex-presidente Artur Bernardes.
Através do olhar de seus habitantes, de pessoas que viveram e sofreram e até se divertiram naquele período, o documentário faz uma releitura da história, de forma a registrar o que não foi dito e reescrever mais uma página do eterno livro de injustiças políticas praticadas através dos tempos.
 Localizado na Zona da Mata mineira, e, na época, vinculado administrativamente a Viçosa, o pequeno povoado de Araponga foi escolhido por Bernardes para ser o seu Quartel General, de onde sairiam as tropas, em apoio a São Paulo, para atacar a capital federal, o Rio de Janeiro, e depor o presidente Getúlio Vargas.
Neste documentário há vários depoimentos de pessoas que em 1932 viviam em Araponga e região, o grupo de depoentes participaram ativamente na preparação do batalhão bernardista aliado de São Paulo.
 Homens e mulheres passaram meses trabalhando e organizando o batalhão que seria a resistência naquela região. Mulheres prepararam as fardas, as mochilas, botas e outros apetrechos que seriam usados pelos combatentes e os homens abriram trincheiras e prepararam o barracão onde se instalou o quartel general e que servia também como refeitório para aqueles que desenvolviam os trabalhos de organização.
Dentre muitos depoimentos destaco um relato interessante sobre a coragem de um homem que se juntou ao batalhão, o valente João pega cobra, que sempre dizia já ter vencido uma revolução e que também venceria está. Durante a batalha João, que estava entrincheirado no alto do morro, de tanto atirar esquentou o cano de sua carabina e esta emperrou, nesta condição, sem poder mais atirar pegou a carabina pelo cano, elevou-a ao alto e desceu o morro correndo, de peito aberto, e gritando:
- “Cachorrada do governo” por aqui não passa!
 E a dois passos do pelotão das forças do governo, recebeu uma rajada de balas no peito, morrendo ali no local.
A batalha em Araponga se deu em 15 de setembro de 1932. Todos que participaram deste episódio foram presos e levados para o Rio de Janeiro onde permaneceram em cárcere até o final da Revolução.

Sr. Reny Balut, um dos depoentes de Araponga, encerra o documentário com as seguintes palavras:

“Cabe-nos proceder esta grande tarefa de buscar na memória desses heróis o mesmo amor que eles ofereceram à causa pela qual deram até a última demonstração de devotamento e devemos firmemente deliberar que eles não morreram em vão e esta Nação, sob a inspiração a Deus há de renascer mais viva para a liberdade. E que o governo do povo pelo povo e para o povo jamais perecerá sobre a face da terra.”


No link a seguir um pequeno trecho do documentário, o único disponível para o público.

http://youtu.be/tJEM9qzEORo



Direção: Carlos Canela              Tipo: Documentário
Formato: Vídeo (DV)Ano Produção:2004Origem:Brasil (MG)Cor / PB
Duração:55 min.
Assistência de Direção: Suzana Markus
Roteiro: Daniel Roscoe
Fotografia: Luís Abramo
Produção Executiva: Jorge Moreno
Co-produção:  Daniel Roscoe Santos Portugal/ FAM Produções Ltda / Rede Minas / Fundação Padre Anchieta - TV Cultura
Produtora: FAM Filmes
Contato: Daniel Roscoe - Belo Horizonte–MG 
 daniel@famfilmes.com.brhttp://www.famfilmes.com.br



 Fui presenteada com um DVD que contém um documentário sobre a Batalha de Araponga que ocorreu durante a Revolução de 1932. Presente da jovem Melissa Fantuzzi Gomes, que é mineira e teve acesso ao documentário através de sua avó, Sra. Alzira Lima Ramos Fantuzzi, que nasceu em Araponga e que havia recebido o vídeo de seu amigo Sr. Silval Lima. Entre as pessoas que prestaram depoimentos no documentário estão vários amigos, conhecidos e primos da Sra. Alzira e de seu esposo Sr. Dante Fantuzzi.




Localização de Araponga na Zona da Mata.



Municípios que compõem a Zona da Mata, MG.




Mapa antigo da região de Viçosa, MG





ARTUR BERNARDES  




Artur Bernardes nasceu em Viçosa, Minas Gerais, no dia 8 de agosto de 1875.  Começou a trabalhar aos 14 anos. Foi comerciante e guarda livros antes de se mudar para Ouro Preto, onde concluiu o curso secundário. Matriculou-se na Faculdade Livre de Direito em 1896, e transferiu-se para a Faculdade de Direito do Largo São Francisco três anos depois, tendo se formado advogado em dezembro de 1900.
Em São Paulo trabalhou como revisor do jornal Correio Paulistano e como professor de latim e português. Casou-se com Clélia Vaz de Melo no dia 15 de julho de 1903, com quem teve oito filhos. Retornou para Viçosa, onde praticava advocacia e ingressou na política, tendo sido eleito vereador em 1906. Foi duas vezes deputado federal pelo Partido Republicano Mineiro (1909 – 1910 e 1915 – 19017). Foi Presidente do estado de Minas Gerais entre 1918 e 1922, sendo lembrado pela construção da Escola Superior de Agricultura e Veterinária de Viçosa, que posteriormente viria a se tornar a Universidade Federal de Viçosa.
Em 1922, Artur Bernardes foi lançando como candidato mineiro à Presidência da República e venceu com 56% dos votos. Em um governo conturbado deixa a presidência em 1926.
Faleceu em 23 de março de 1955 em sua residência no bairro da Tijuca, RJ.



BERNARDES E A BATALHA EM ARAPONGA.

Quando em 1932, a Revolução Constitucionalista foi lançada em 9 de julho em São Paulo, Artur
Bernardes ainda tentou convencer os políticos mineiros da necessidade de lutar contra o governo federal ao lado dos paulistas. Aqui se mostrou importantíssima a decisão do governo federal de consolidar o apoio de Minas Gerais com a decisão de não decretar a intervenção federal no estado. O governo estadual, bastante envolvido com a política do Catete, vetou todas as iniciativas conspiratórias de Bernardes.
Diante da negativa, tinha ele duas alternativas: ou resignava-se apoiando Getúlio, como havia decidido Minas Gerais; ou rebelava-se contra o governo de seu estado para se aliar aos revolucionários paulista. Se havia uma pequena chance de retorno ao poder pelo PRM, ela se encontrava do lado de São Paulo, que lutava em nome do Partido Republicano. Assim, declarou Bernardes, que havia se aderido à causa paulista, pois, segundo ele, “para São Paulo se transferira a alma cívica do Brasil”.
Sem espaço em Belo Horizonte, seu papel foi a organização de uma frente revolucionária na Zona da Mata mineira, cuja sede seria sua cidade natal, Viçosa. Esta região era muito conhecida por seu caráter bernardista e, se havia algum lugar do estado onde a população poderia se engajar ao lado dos paulistas, esse lugar seria inevitavelmente a região de Viçosa.
 A maior parte da Força Pública de Minas Gerais estava estacionada no sul do estado em combates contra a Força Pública de São Paulo. Porém, o governo estadual não podia deixar a resistência bernardista de fora e decidiu enviar a Ponte Nova alguns batalhões, que deveriam impedir uma eventual tentativa tomada da capital mineira.
Enquanto isso, outros batalhões da polícia mineira atacavam Viçosa pelo sul, vindos de Muriaé. Artur Bernardes havia se tornado um inimigo de Minas Gerais, que deveria ser combatido firmemente.
 Com Viçosa sitiada e sob fogo cruzado, Artur Bernardes, temendo por sua vida, resolve deixar a cidade. Qual caminho seguir? A via norte estava bloqueada pela Força Pública em Ponte Nova. Pelo sul vinha o ataque dos policiais de Muriaé. No oeste ficavam cidades importantes como Ouro Preto e Belo Horizonte. A melhor alternativa era enfurnar-se na Mantiqueira e se esconder em Araponga, distrito de Viçosa, localizada a 50 km de distância no sentido leste.
Com a tomada de Viçosa, descobriu-se que Artur Bernardes havia fugido para Araponga, onde, segundo os boatos, a última resistência bernardista estaria formada com o que havia de mais avançado em tecnologia de guerra. De fato, naquele distrito de Viçosa, fazia meses que a população local vinha sendo requisitada para a formação de batalhões constitucionalistas. Era verdade que houve compra de armamento, fardas, construção de trincheiras, posicionamento de sentinelas etc. Preparavam-se para a guerra contra as forças do governo.
Ao saber da fuga de Bernardes, Minas Gerais passa a organizar sua captura em Araponga. Para tanto, resolveu-se mobilizar parte da Força Pública estacionada em Ponte Nova em direção de Abre Campo, cidade mais bem localizada, de onde partiria o ataque definitivo ao último reduto constitucionalista em Minas.
Embora Abre Campo e Viçosa fizessem divisa uma com a outra, aquela cidade não aderira ao furor bernardista, mantendo-se do lado dos ditatoriais. Era de fato conhecido o getulismo de Abre Campo, onde inclusive fora formada uma Legião de Outubro. Em virtude disso, Olegário Maciel entrou em contato com as lideranças locais para organizar o ataque a Araponga. Dessas trocas de informações, decidiu-se que haveria a colaboração de forças paramilitares das lideranças locais, fiéis ao Governo. Dentre essas, destacava-se o grupo de Pedro Victor de Oliveira, chefe político getulista de Pedra Bonita, distrito de Abre Campo.
Uma vez acertado que o ataque a Araponga seria feito por membros da Força Pública de Minas Gerais, que estavam em Ponte Nova, e pela força paramilitar de Pedro Victor, que estava em Pedra Bonita de Abre Campo, decidiu-se que sua reunião ocorreria no meio do caminho, onde seria então erguido um quartel. O ponto geográfico escolhido para o aquartelamento foi Itaporanga (hoje, Sericita), distrito de Abre Campo, a partir do qual um ataque surpresa deveria ser preparado. Para tanto, as lideranças políticas getulistas de Itaporanga de Abre Campo foram contatadas para fornecer seu apoio.
Naquele distrito, um quartel foi de fato montado, onde os policiais de Minas Gerais e os homens de Pedro Victor puderam se reunir em preparação para a captura de Artur Bernardes em Araponga.
Em 15 de setembro de 1932, partiram de Itaporanga homens do batalhão formado com o único objetivo de acabar com o último reduto constitucionalistas no estado e capturar seu maior líder, o ex-presidente Artur Bernardes.
Nesta data aconteceu a Batalha de Araponga. A última resistência bernardista não era mais do que a coragem e o civismo de uma pequena comunidade.
Artur Bernardes foi, então, preso e exilado pelo governo de Getúlio Vargas. Em 1934, com a concessão da anistia Artur Bernardes regressou ao Brasil para participar da Assembléia Constituinte de 1934. Com o golpe do Estado Novo, foi cassado e afastado da vida politica.



Agradecimento.

Agradeço à amiga, Srta. Melissa Fantuzzi Gomes, psicóloga, nascida em Viçosa, MG e à Sra. Alzira Lima Ramos Fantuzzi, que atualmente reside em Viçosa, pela valorosa colaboração feita ao blog do Núcleo de Correspondência Trincheiras Paulistas de 32  de Jaguariúna.



Fonte.

DVD - O Canto da Araponga,produtora FAM Filmes. Produção Jorge Moreno, co-produção - Daniel Roscoe Santos Portugal/ FAM Produções Ltda/Rede Minas/ Fundação Padre Anchieta - TV Cultura, 2004.


http://acervo.estadao.com.br/noticias/personalidades,artur-bernardes,503,0.htm acesso em 17 de fev. de 2014.


Imagens.

Disponível em araponga.mg.gov.br, acesso em 16 de fev. de 2014.
Disponível em www.ivt-rj.net, acesso em 16 de fev. de 2014.
Disponível em pt.wikipedia.org, acesso em 16 de fev. de 2014.



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.



ANIVERSÁRIO DO PORTAL “TRINCHEIRAS DE JAGUARIÚNA”!

    14 ANOS! Em 2012, iniciei as pesquisas relacionadas à Revolução Constitucionalista de 1932 em Jaguariúna. Nestes 14 anos, muitas mat...