sábado, 12 de agosto de 2023

MENSAGEM AOS PAIS

 

 

Dia dos Pais na antiguidade

Existe ainda uma tradição que diz que essa data originou-se na Babilônia, há mais de quatro mil anos. Segundo os relatos, o jovem Elmesu, filho de Nabucodonosor, um rei muito famoso na época, teria moldado em argila o primeiro cartão do Dia dos Pais. No objeto preparado para seu pai, Elmesu teria desejado sorte, saúde e vida longa. A partir daí, a data teria se tornado uma festa nacional.

No Brasil a data foi oficializada em 1953.

 

UM FELIZ DIA A TODOS OS PAIS!




OBRIGADA AOS PAIS DE 1932 QUE DEIXARAM COMO LEGADO O CIVISMO, O AMOR À PÁTRIA, A SOLIDARIEDADE, O RESPEITO E O AMOR AO PRÓXIMO, À LIBERDADE NUM ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.

 

A vocês, que nos deram a vida e nos ensinaram a vivê-la com dignidade, não bastaria um obrigado. A vocês, que iluminaram os caminhos obscuros com afeto e dedicação para que os trilhássemos sem medo e cheios de esperanças, não bastaria um muito obrigado. A vocês, que se doaram inteiros e renunciaram aos seus sonhos, para que, muitas vezes, pudéssemos realizar os nossos. Pela longa espera e compreensão durante nossas longas viagens, não bastaria um muitíssimo obrigado. A vocês, pais por natureza, por opção e amor, não bastaria dizer, que não temos palavras para agradecer tudo isso. Mas é o que nos acontece agora, quando procuramos arduamente uma forma verbal de exprimir uma emoção ímpar. Uma emoção que jamais seria traduzida por palavras.

 Amamos vocês!

 

Autor desconhecido.

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

ANIVERSÁRIO DO PORTAL TRINCHEIRAS DE JAGUARIÚNA.

 

Neste ano de 2023 o Portal Trincheiras de Jaguariúna completa 11 Anos. Realizando pesquisas, publicações no Blog próprio e nas redes sociais, trabalhos junto às Escolas Municipais e eventos relacionados à Revolução Constitucionalista de 1932 e comemorativos à data de 9 de Julho.

São aproximadamente 400 publicações disponíveis no Blog. Nos eventos comemorativos, realizados pelo Portal Trincheiras de Jaguariúna entre os anos de 2016 a 2023, foram outorgados Diplomas de Honra ao Mérito (próprio) à 45 personalidades que contribuíram e ou contribuem para a preservação da história da Revolução Constitucionalista de 1932 e também a familiares de Soldados Voluntários Constitucionalistas.

 




Realizações:

2022 em parceria com Ten. Marcos Viotto, Capitão Flávio Costa, Nelson Alberti, Dario Domingos Filho e Fabiano Rizzoni organização e realização com apoio da Secretaria de Turismo e Cultura e Secretaria de Educação realização de Exposição Além das Trincheiras 2022 e Solenidade Cívico/Militar ocorridas na Fazenda da Barra.

 

Em 2019 em parceria com Ten. Marcos Viotto idealização, organização e realização de palestras e concurso de desenhos sobre a Revolução Constitucionalista de 1932 para as Escolas Municipais de Jaguariúna com apoio da Secretaria Municipal de Educação.

 

 Idealização, organização e realização da 1ª exposição Além das Trincheiras sobre a Revolução Constitucionalista de 1932 com a colaboração da Secretaria de Turismo e Cultura de Jaguariúna e apoio da Casa da Memória Padre Gomes, Ten. Marcos Viotto, Dario Domingos Filho e Kleber Tanaka.

 

Em parceria com Ten. Marcos Viotto organização e realização de solenidades cívico/militar em comemoração ao dia 9 de Julho em 2016, 2017, 2018, 2019 e 2022.

 

Participação como prefaciadora nas novas edições dos Livros Cruzes Paulistas e Trem Blindado.

 

Colaboradora nas edições 1, 2 e 3 do livro Para Sempre 32 da Editora Matarazzo.

 

 Condecorações recebidas:

 

- DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO CAPITÃO JOÃO RODRIGUES GONÇALVES PELO NÚCLEO DE CORRESPONDÊNCIA “VOLUNTÁRIOS DE PIRACICABA” EM PIRACICABA, SP, em 2012.

 

- DIPLOMA DE PESQUISADORA ASSOCIADA HONORÁRIA PELO NÚCLEO DE CORRESPONDÊNCIA “PAULISTAS DE ITAPETININGA! ÀS ARMAS!!" DE ITAPETININGA, SP.

 

- DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO GAL. BRAZILIO TABORDA PELO NÚCLEO DE CORRESPONDÊNCIA “PAULISTAS DE ITAPETININGA! ÀS ARMAS!! EM PIRACICABA, SP.

 

- COLAR DA VITÓRIA PELA SOCIEDADE VETERANOS DE 32 – MMDC EM 2013 EM SÃO PAULO, SP.

 

- MEDALHA MMDC PELA SOCIEDADE VETERANOS DE 32 – MMDC EM PIRACICABA, SP.

 

- MEDALHA DA CONSTITUIÇÃO PELA SOCIEDADE VETERANOS DE 32–MMDC EM SÃO PAULO, SP.

 

- DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO INOCÊNCIA CORAGEM E CIVISMO SEMPRE ALERTA PELO NÚCLEO DE CORRESPONDÊNCIA “ESCOTEIRO ALDO CHIORATTO” EM CAMPINAS, SP.

 

- DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO SOLDADO JOSÉ AUGUSTO FROTA ESCOBAR DO NÚCLEO DE CORRESPONDÊNCIA “SÃO PEDRO POR SÃO PAULO” EM SÃO PEDRO, SP.

 

- MEDALHA MÉRITO CONSTITUCIONALISTA! PELO NÚCLEO “MMDC LESTE – JUVENTUDE CONSTITUCIONALISTA” EM CAMPINAS, SP.

 

- DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO TREM BLINDADO Nº 1 EM 20/03/2019.

 

-MEDALHA DE MÉRITO MAJOR ELZA CANSANÇÃO MEDEIROS DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS FORÇAS INTERNACIONAIS DE PAZ. DELIBERAÇÃO 002/2018. UTILIDADE PÚBLICA MUNICIPAL DECRETO 55.448/2014 EM 18/12/2020.

 

- O PORTAL TRINCHEIRAS DE JAGUARIÚNA TAMBÉM RECEBEU O APOIO, RECONHECIMENTO E MENÇÃO HONROSA DA CÂMARA MUNICIPAL DE JAGUARIÚNA, APOIO DA CASA DA MEMÓRIA PADRE GOMES E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE JAGUARIÚNA.

 


Agradecimento especial aos colaboradores, seguidores do Blog e seguidores e super- fãs do FACEBOOK pelo apoio e incentivo.

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo

 

 

 

 

domingo, 9 de julho de 2023

91º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932.

 


A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um movimento pela promulgação de uma Constituição o que levou a uma das maiores lutas armadas, considerada a maior revolta popular armada da história brasileira. Não foi um movimento separatista como erroneamente muitos acreditam.

9 de Julho é a data cívica mais importante para o Estado de São Paulo e deveria ser para o Brasil também, pois foi o maior movimento enfrentado por um Estado para o bem comum de um País.

Neste 9 de julho de 2023 quando comemoramos o 91º Aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, devemos honrar os milhares de Voluntários Soldados Constitucionalistas, os que morreram nas trincheiras e os que retornaram orgulhosos do dever cumprido.

 





O espirito de patriotismo que envolveu todos os participantes e simpatizantes durante a Revolução Constitucionalista de 1932 foi tão intenso e podemos compreender um pouco do que foi lendo o texto de apresentação do livro Revolução de 32: O que foi: porque foi, da autora Nagiba Maria Rizék Maluf:

[...] Estudante ainda, em plena juventude, pude vibrar também com os bravos combatentes, levando alimentos ou remédios aos que, ou em virtude de mudanças de embarque, ou para tratamento de ferimentos recebidos, ficavam acantonados nos estabelecimentos oficiais que suspenderam as atividades para os receberem. Vi soldados com o rosto irreconhecível, inchados, mãos e corpos cheios de ataduras – ajudei muitas vezes a pensá-las-, jovens de muletas, mas nem por isso desanimados da defesa do ideal que os ativa à luta.

Tirei dos jornais da minha terra natal e dos jornais da época da cidade de São Paulo, muitos feitos de que deram notícias, inclusive muitas opiniões das mais ínclitas personalidades da época, que externavam publicamente o fervor com que todos pleiteavam uma coisa única, aquilo pelo qual se batia e se deverá bater sempre: a Ordem Constituída de uma Nação, a sua Constituição.

Quem sentiu, nas frias noites de julho de 1932, o ambiente de uma paz silenciosa e íntima do dever bem cumprido, a contrastar com o movimento dos soldados que em estradas de ferro ou em caminhões cruzavam as cidades; ou as notícias de tiroteios; ou serviu comida; ou forneceu remédios; ou presenciou o desenrolar do estado em que ficavam o povo e as cidades; só escrevendo a respeito, mesmo, para dizer aos pósteros: Sigam o exemplo! Sejam combativos! Tudo por São Paulo! Tudo Pelo Brasil!

 


Batalhão Esportivo.




 No embarque do 1º Batalhão Esportivo, comandado pelo Tenente-coronel Francisco Bastos, foi proferida esta empolgante oração, pelo Monsenhor Castro Nery repassada de fé e de otimismo, que com a todos comoveu profundamente:

Deus abençoe esta bandeira. Sobre ela estenda a sua mão robusta, num gesto curvo e bom de proteção. Que ela ondule as suas pregas de ouro e esmeralda à frente das vossas companhias de guerra, que esfrole aos ventos, nos cismos da Mantiqueira e se envolva da fumarada dos canhões nas trincheiras de Itararé. Que ela jamais se abata, que ela jamais recue e que ela jamais se entregue ao inimigos; mas que ressurja do seu batismo de fogo mais bela e gloriosa do que nunca, e passe as fronteiras fluminenses pespontada pelas balas da ditadura, e molhe a fímbria na onda verde da Guanabara e erga o mastro, ainda trêmulo das batalhas, junto ao Cristo Redentor no Corcovado.

Vós não ireis combater por um nome ou uma ficção, por um capricho de moços ou uma exaltação de românticos, por um punhado de ouro ou por uma bravata regionalista.

Saís, a campo, de armas na mão, por uma ideia, por um ideal, por um dever sagrado, por uma dívida contraída com os nossos avós que fizeram o Brasil; ides pelejar pelo Brasil unido e constitucional, pela lei e pela liberdade, pela Ordem e pela Justiça – e porque não? Ides pugnar por Deus, porque Deus é tudo isso: Deus é Lei, Deus é Liberdade, Deus é Ordem, Deus é Justiça.

A terra que pisas é sagrada; ela está empapada no sangue ainda quente dos Drausio e dos Miragaia, dos Marcondes Salgado e dos Marcelino Fonseca, dos Fernão Salles e dos Ary Cajado, dos Manuel Penha e dos Almeida Quirino. O espírito destes bravos, tombados na luta, paira sobre as vossas cabeças, enche o ar que respiras, faz brotar a comoção dos vossos peitos...As suas vozes surdas clamam pelo esforço. Os seus lábios, imobilizados pela morte estrugem como a própria voz da Pátria, e ela ecoa por estas arquibancadas esportivas, e ela rola com estas águas históricas do Tietê. Brasileiros! Brasileiros! De pé, pela Constituição! Não se interrompe a batalha porque um soldado morreu. Avante! Defendei São Paulo! Salvai o Brasil!

 



Batalhão Esportivo.


Na Revolução Constitucionalista de 1932 houve a participação de toda a sociedade, pobres e ricos, estudantes e profissionais, mulheres e crianças e ainda religiosos como capelães e até como combatentes.

 

Padre Antão e o Pelotão da Saúde no Hospital da Revolução.




Honras e Glória aos Soldados Constitucionalistas de 1932!


Honras aos Soldados Voluntários jaguariunenses NABOR DE MORAES, ALFREDO GUEDES, ALFREDO DE SOUZA E VALDOMIRO CHIAVEGATO!

 

 

Fonte.

MALUF, Nagiba Maria Rizék, Revolução de 32:o que foi: porque foi, 2 ed., Global Editora e Distribuidora Ltda., São Paulo, SP, 2009, 189p.

 

http://www.abrafite.com.br/artigo58.htm

 https://www.migalhas.com.br/quentes/389562/9-de-julho-revolucao-constitucionalista-completa-91-anos

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.


sábado, 13 de maio de 2023

HOMENAGEM ÀS MÃES!

 


No Brasil foi oficialmente instituído o DIA DAS MÃES em 1932, em todo o país, no segundo domingo de maio. A data passou também a fazer parte do calendário da Igreja Católica. A primeira comemoração no País foi em 12 de maio de 1918 pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre.  

 

Comemoração em 1918 - (Arquivo ACM-RS)


 As Mulheres, mães, no Movimento Feminista no Brasil.

“As mulheres do Brasil reunidas por um alto ideal de confraternização feminina, para trabalhar pelo progresso do país, sentindo-se fortes, na educação recebida, para obter a realização de seus ideais, deseja homenagear as Mães Brasileiras – o maior fator de nosso aperfeiçoamento moral – dirigindo-se ao chefe do governo provisório, por esta Moção, pede-lhe a oficialização do “Dia das Mães” no segundo domingo de maio.”

Esse texto, publicado no Jornal Correio da Manhã no dia 8 de abril de 1932, revela o movimento que deu origem à oficialização do Dia das Mães no Brasil. A solicitação de oficialização partiu da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, com base em uma moção aprovada no Segundo Congresso Internacional Feminista. A data foi oficializada pelo decreto nº 21.366, de 5 de maio de 1932, mesmo ano da conquista do direito ao voto e à candidatura política pelas mulheres. O movimento feminista foi liderado pela bióloga Berta Lutz, articuladora das questões políticas que resultaram nas leis de igualdade dos direitos políticos nos anos 1920 e 1930.

 

Correio Da Manhã





Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.



As Mães de 1932.

 

 - Meu filho, dizia uma senhora ao despedir-se, antes a morte, do que ver-te junto a mim, desertor.

 

- Desejaria abraçar-te, exclamava outra, e cobrir-te de beijos, filho único e único bem que Deus me deu; mas não desejaria que me apontassem como mãe de quem não cumpriu o seu dever. Não desanimes, meu filho; luta até o fim; Deus é bom, e dar- nos- á a vitória, pois a causa também é sua.

 

- Meus filhos, faz hoje dez anos que morreu seu irmão Newton. Deus vos acompanhe. Isto proferia a heróica progenitora de João Batista Prado, quando, em 10 de julho de 1932, em companhia de seus irmãos, fora despedir-se de sua santa e abnegada mãe.

A tanto desprendimento não tararia a responder o filho dileto tocando as raias do sublime e quase prestes a expiar, devido ao esfacelamento de uma perna causado por granada:

Isto não é nada por São Paulo: São Paulo merece muito mais; Viva São Paulo.

 

Chegava a Piracicaba o primeiro mártir constitucionalista. Ao enterro de Enes Silveira Mello, a cidade inteira compareceu. D.ª Malvina Sampaio Mello, elemento da elite piracicabana e testemunha ocular desse ato de religioso patriotismo, que bem mostra o alto civismo da Mulher Paulista, é quem no-lo vai contar; ouçamo-la:

-Não posso (dizia S. Excia[MHdTSM1] . em carta dirigida ao Jornal O Estado) como paulista entusiasta pela causa de São Paulo, calar-me diante do heroísmo abnegado de uma distinta piracicabana, a primeira desta terra que perdeu o filho no campo da luta, em defesa de São Paulo.

Quando o povo desfilava diante do caixão e ela se achava ao lado deste, pediu para que o desfile parasse para que o Monsenhor Rosa fizesse a recomendação. Depois, com uma serenidade que a todos assombrou, pegou nas mãos geladas do seu querido Enes que ia partir e, osculando-as, disse estas palavras sublimes de despedida que muito nos comoveram:  - Vae filho querido; que todas as mães piracicabanas tenham coragem, assim como eu! Diante da Pátria não se chora!

(Texto acima - cópia do livro A Mulher Paulista no Movimento Pró Constituinte)

 

 

Voluntárias na Revolução Constitucionalista de 1932.

MÃE é símbolo de coragem, abnegação, solidariedade e amor, tão bem demostrado no texto, é o alicerce e o exemplo para que seus filhos sigam uma vida digna e plena.

 

DESEJO UM ÓTIMO DIA À TODAS AS MÃES E FAMILIAS!!!

UM DIA DE PAZ, CARINHO E SOLIDARIEDADE ÀS FAMILIAS!!!

Portal Trincheiras de Jaguariúna.

 

UMA HOMENAGEM ESPECIAL À MINHA MÃE E AVÓS QUE BRILHARAM COMO HEROINAS E BRILHAM NO INFINITO COMO AS ESTRELAS!

 

Fonte.

https://educacao.uol.com.br/

https://gauchazh.clicrbs.com.br/

https://ufop.br/noticias/institucional/o-dia-das-maes-e-conquistas-sociais

RODRIGUES, J., A Mulher Paulista no Movimento Pró Constituinte. Empresa Gráfica da Revista dos Tribunais, 1933, 192p.

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

 

 


terça-feira, 11 de abril de 2023

HISTÓRIAS DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA

 

As histórias da Revolução Constitucionalista de 1932 são carregadas de amor, solidariedade, dedicação, determinação, sacrifício e patriotismo e as mulheres são as figuras que mais se destacaram nestes inúmeros episódios. São fatos admiráveis e fascinantes que ocorreram, são legados históricos que não podemos deixar cair no esquecimento.

O nosso filho Lauro, do Batalhão 14 de Julho, morto em combate em consequência de ferimento produzido por estilhaço de granada adversária, deu todo o seu sangue, até a última gota (morreu de hemorragia hora depois de ferido) para o bem de São Paulo. Os últimos momentos foram assistidos pelo seu colega Epaminondas do Valle, que, a pedido, registrou num pedaço de papel, quando era conduzido para o próximo posto de socorro, suas últimas recomendações. Esse companheiro valoroso fez a arrecadação dos objetos do extinto e no-los mandou; não os queremos guardar como recordação do nosso saudoso filho. Quem deu o sangue também dá o seu ouro para o nosso bem.

Esta, a carta dos sublimes pais de Lauro de Barros Penteado, Dr. Augusto de Barros Penteada e sua Exma. Sr.ª D.ª Celisa de Barros Penteado, ao oferecerem à “Campanha do Ouro”, todos os valores em poder de seu filho quando gloriosamente caído no campo da honra; carta esta, que merecera ser escrita em letras de ouro e gravada no mais íntimo de todos os corações que sabem sentir e amar; lema rutilante nimbado pela imortalidade do profundo e são patriotismo.

Ao mesmo tempo, num gesto que só almas de verdadeira eleição de pureza divinal são capazes de compreender e realizar, em memória de seu adorado primo, D.ª Hilda de Barros Penteado, enviava à mesma “Campanha do Ouro”, todas as joias que possuía.

Ó bendita terra que tais corações gerastes!

Ó ouro, como és lama, diante do ouro de tantas almas!

Mas continuemos mais um pouco: confortemos nossos espíritos, com as virtudes sacrossantas e raciais de nossas mães e esposas, de nossas filhas, irmãs e noivas, de todo esse sacrário admirável que numa predileção infinitamente amorosa, Deus formou com suas mãos e entregou a esta terra privilegiada, a nobre e heróica, a sublime e quase divina Mulher Paulista.

O texto acima é transcrição do livro A Mulher Paulista no Movimento Pró-Constituinte.

 


Lauro de Barros Penteado.


LAURO DE BARROS PENTEADO.


 No dia 10 de julho apresentou-se ao Batalhão Universitário Paulista que se tornaria mais tarde o lendário Batalhão 14 de Julho e foi para Rio das Almas, próximo aos municípios de Ribeirão Grande e Capão Bonito (região sudoeste do Estado). Era um dos mais ativo e valente integrante do Batalhão. Foi atingido por uma granada que explodiu sobre ele no combate do Cerrado, trincheira essa castigadíssima pela artilharia e aviação adversária a ponto de seus ocupantes serem obrigados a evacuá-la. Os últimos a sair foram Lauro e o Tenente Tácito. Quando ferido foi levado para a retaguarda sobre os ombros do Tenente Tácito, sentindo que a morte se aproximava rapidamente, pediu que não o levassem para diante, em busca de socorro, que já se sentia ser inútil. Queria morrer sobre a terra de São Paulo. Deitado no chão. Seus últimos dizeres foram: Sei que vou morrer por São Paulo. Quero ser sepultado com esta mesma farda com que vou morrer… Viva São Paulo!

Seu corpo foi levado para Itapetininga, ali recomposto, foi transladado para a Capital e sepultado no Cemitério São Paulo, onde se vê uma sepultura simples e comovente.

 

Lauro de Barros Penteado era filho do Engenheiro Dr. Antônio Augusto de Barros Penteado e Sra. Celisa de Camargo Barros Penteado, nascido em Piracicaba, SP, em 20 de fevereiro de 1904, descendente de família tradicional paulista.

Era formado em Engenharia pela Universidade Mackenzie de São Paulo. Faleceu no dia 17 de setembro de 1932.

 

Noticia de sua morte no Jornal Correio de São Paulo.



Tumulo da Família Barros Penteado onde Lauro foi enterrado.


Seu túmulo possui simbologias paulistas. Eugênio Prati destacou em primeiro plano, no relevo, o Bandeirante que é o símbolo da proeza e persistência do povo paulista. Ao fundo, encontramos o monumento de Amadeo Zani, Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo, ao lado o monumento que se encontra na sede da Prefeitura de São Paulo, a Quimera, autoria do escultor italiano Nicola Rollo. Abaixo o capacete constitucionalista modelo paulista com o ramo de café e a palma que significa a glorificação celestial, representando o triunfo dos mártires sobre a morte.


Fonte.

RODRIGUES, J., A Mulher Paulista no Movimento Pró Constituinte. Empresa Gráfica da Revista dos Tribunais, 1933, 192p.

 

MONTENEGRO, B.; WEISSHON, A. A. (Org.) CRUZES PAULISTAS: Os que tombaram em 1932 pela glória de servir São Paulo: Empresa Gráfica da Revista dos Tribunais, 1936.516p.

https://saopauloantiga.com.br/1932-arte-da-revolucao-nos-cemiterios-paulistas/ Acesso em 08/04/de 2023

http://memoria.bn.br/DocReader/Hotpage/HotpageBN.aspx?bib=720216&pagfis=403&url=http://memoria.bn.br/docreader# Acesso em 09/04/2023

http://historiadesaopaulo.blogspot.com/2012/11/rua-engenheiro-lauro-penteado.html Acesso em 09/04/2023

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lauro_Penteado Acesso em 10/04/2023

http://mmdcnorte.blogspot.com/2016/03/combatente-da-revolucao-de-32-aluno-do.html

Acesso em 10/04/2023

  

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

quarta-feira, 8 de março de 2023

MULHERES DE 32! HEROÍNAS DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA!

 


 

Uma contribuição que é “deixada de lado” por muitos historiadores que contam sobre os acontecimentos durante a Revolução Constitucionalista de 1932 é referente à participação da mulher durante os confrontos. Entretanto, em respeito as 72 mil mulheres que ajudaram o movimento, resgato aqui algumas informações referente a participação de mulheres na retaguarda e nas frentes de combates.

A Mulher foi um grande suporte para os Combatentes: Os voluntários de São Paulo só conseguiram chegar tão longe graças ao suporte que receberam de suas famílias e, claro, das mães, esposas e donas de casa que se dispuseram a ajudar nesse importante episódio de nossa história.

Em um primeiro plano, elas exerceram funções de necessidade extrema, como enfermagem, costura e cozinheiras. Enquanto as lutas aconteciam nas trincheiras, elas trabalhavam com os ofícios supracitados e, também, nas indústrias bélicas e nas tarefas de suporte logístico. Entretanto, apesar desse trabalho ser de uma importância ímpar, algumas mulheres foram além e atuaram nas frentes de batalha.

 Entre as muitas mulheres que estiveram nas frentes de combate, uma das mais conhecida foi Maria Stela Sguassabia, que descreveu assim seu primeiro combate do qual participou nas trincheiras, antes de ser descoberta pelo Tenente Meira:

Numa colina banhada de luar sugiram vultos. Mal tive tempo de pensar e uma saraivada de balas zunia sobre nós. Antônio me ensinou a manejar o fuzil. O Tenente Mario dos Santos Meira circulava pela trincheira dando ordens e, de súbito, gritou: FOGO! Apontei em direção aos vultos e puxei o gatilho. Atirei muitas outras vezes naquela madrugada. Quando amanheceu, o fogo cessou. Eu estava com o ombro direito roxo, dolorido, e os braços exaustos, mas o coração limpo, aliviado. Foi quando o Tenente Meira parou diante de mim. Meus cabelos estavam soltos ao vento!

Quando foi descoberta Maria Stela Sguassábia implorou para ser aceita no Batalhão. Após conversas reservadas entre Comandantes ficou decidido que ela poderia ficar o tempo que quisesse, caso aguentasse a rotina nas trincheiras.

Assim, ela foi incorporada à 4ª Companhias do BPMC sob o pseudônimo de Mario Sguassábia e “aguentou” permanecendo até o final dos combates em outubro de 1932.

 





Outra importante participação foi de Marina Freire Junqueira Franco, participou efetivamente nas linhas de retaguarda, longe da família mas com muita dedicação e amor.

Marina foi voluntária na Casa do Soldado da cidade de Cruzeiro.

Em uma carta de 29 de julho de 1932, endereçada à sua mãe, Marina escreve:

[...] Aqui o serviço é brutal, extenuante! [...] O que nos ajuda é a satisfação de estarmos ajudando o nosso Estado querido e servindo aos nossos soldados que ainda levam vida mais dura. Felizmente, temos cama para dormir e teto para nos abrigar, e os coitados, a maior parte das vezes, dormem ao relento [...] É em casa de família que vou tomar banho, pois no rancho nem chuveiro há. A falta de conforto é absoluta, total. A comida para os soldados é ótima: arroz, feijão e carne com batatas, mas tudo bem temperadinho. Para a gente, porém, que está lidando com caldeirões e caldeirões é intragável, de modo que tenho passado a biscoito com leite [...]Não repare a sujeira no papel. Nós aqui nem ligamos para a sujeira, vivemos imundas, como verdadeiras cozinheiras, de modo que o bom tom [...] é andar suja. Quem anda limpo não é cotado, é sinal de que ainda não esteve nas linhas de frente [...] Marina, 29/07/32.

 



Provavelmente Marina seria a segunda à esquerda .


Carta do Instituto do Café
Informando que a funcionária Marina prestava serviço à Revolução.


Nas linhas de combates ou na retaguarda as mulheres cumpriram sua missão de companheiras, em igualdade de condições, apoiando os Soldados mostrando que podemos caminhar juntos, homens e mulheres, com amor, solidariedade e compreensão no ideal de um bem comum.

 

Desejo a todas as Mulheres um Feliz Dia Mundial da Mulher!

HOMENAGEM À TODAS AS MULHERES QUE TEM ORGULHO DE SE-LO E SABEM REPRESENTAR COM GARRA, ENCANTO E DETERMINAÇÃO!

 

 

Fonte.

 Lima, Luiz Octavio de, 1932: São Paulo em Chamas, São Paulo: Editora Planeta do Brasil, abril de 2018.

https://artsandculture.google.com/story/AwVRXg7DS8ZpKg?hl=pt-BR, acesso em 06 de março de 2023.

 

imagens cachoeirapaulistanarevoluçãoconstitucionalistade1932

 

Veja também:

https://trincheirasdejaguariuna.blogspot.com/2022/03/homenagem-as-mulheres-2022.html

https://trincheirasdejaguariuna.blogspot.com/2021/03/mulheres-poderosas.html

 

 

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

MARIA THEREZA SILVEIRA DE BARROS CAMARGO.

 

UMA HEROÍNA DE 32!



Maria Thereza discursando na Assembleia.


Discurso proferido pela parlamentar, Maria Thereza Silveira de Barros Camargo em sessão legislativa, na 33ª Sessão Ordinária do Poder Constituinte, realizada em 23 de maio de 1935:

 O 23 de maio é, portanto, um dia que fala eloquentemente ao nosso civismo e que nos toca o coração, porque foi precisamente nessa data que os paulistas, num belo gesto de independência e de altivez, readquiriram, sob impulso indômito, sua autonomia, ineptamente sacrificada. Todavia, aves agoureiras do mal corvejavam sobre nós, buscando desviar-nos do rumo, prévia e cuidadosamente traçado, obrigando-nos, consequentemente, a levantar bem alto a nossa sagrada bandeira de reivindicações, que sintetizava os anseios de todos os brasileiros livres, – reconstitucionalização. Dado o brado de alarme, o nosso povo, numa edificante e verdadeiramente maravilhosa transmutação, trocou as suas vestes de operário da grandeza comum, que lutava firmemente pela concretização de um ideal desde há muito acalentado e, envergando a túnica do soldado, marchou para o bom combate, para o combate da redenção, sem a qual não poderia haver progresso e prosperidade, escrevendo, com o heroísmo dos iluminados, sobre o solo da pátria angustiada, a página homérica de 9 de julho de 1932.

 

 

Maria Thereza, à esquerda do oficial,
 na Cruz Vermelha em Limeira, 1932
.

 

Maria Thereza na Revolução Constitucionalista.

Após tornar-se viúva do Dr. Trajano de Barros Camargo assumiu a direção da Indústria Machina São Paulo que, em 1931, constituiu sua gráfica própria, com equipamentos de um pequeno órgão de imprensa desativado, tornando-se uma das mais modernas e completas gráficas de todo o Brasil, na época. A Machina imprimia material de uso próprio, catálogos publicitários, boletins e outros. Merece destaque que, em 1932, Maria Thereza imprimiu os boletins da revolução constitucionalista, que eram vendidos em Limeira e região, colaborando com os soldados revolucionários, com impressão tipográfica em várias cores, e em policromia. À frente da Machina São Paulo, D. Therezinha participa ainda do esforço bélico da revolução, produzindo corpos de granadas de mão. Soma-se a isso o fato de haver prestado grandes serviços ao Curso de Enfermagem, ao Hospital do Sangue de Limeira e à Assistência às Famílias dos Voluntários, contribuindo com a campanha de fornecimento de roupas aos soldados que estavam no front. Foi neste mesmo município que concentrou suas atividades políticas e sociais, mesmo antes de exercer cargos públicos, tendo fundado, inclusive, a Associação Cívica Feminina de Limeira.

Um vasto material deixado por Maria Thereza, referente à sua participação na Revolução de 1932, sobre sua vida política e também como empresaria está em catalogação no Museu Histórico Pedagógico Major José Levy Sobrinho. Há também um projeto de restauro do palacete que pertenceu à sua família que teve grande importância no ciclo de antepassados e herdeiros do casal Maria Thereza e Trajano de Barros Camargo.

 

Prefeita Maria Thereza recebendo o Cônsul da Itália, 1934.




Dados biográficos:

Maria Teresa Silveira de Barros Camargo nasceu em Piracicaba, SP em 12 de novembro de 1894. Foi uma política e empresária brasileira, diretora da Macchina em Limeira, SP, fundada por seu marido Trajano de Barros Camargo. Era conhecida como Dona Teresinha.

Foi uma das primeiras prefeitas do Brasil, tendo sido nomeada na cidade paulista de Limeira, em 1934. Também foi a primeira deputada do Estado de São Paulo, eleita para a Constituinte de 1934.

Viúva de Dr. Trajano de Barros Camargo, carregou seu legado, assumindo todos os negócios do marido, incluindo empresas em Santos e Limeira e uma fazenda em Brotas. Enfrentou as dificuldades da época para as mulheres e mostrou-se vitoriosa na educação de seus nove filhos (dois deles mortos).

Era neta do primeiro presidente civil do Brasil, o ituano Prudente de Morais, nascida três dias antes de sua posse em 15 de novembro de 1894, tendo sido batizada no Palácio do Itamaraty, onde era a sede do governo. Faleceu em 29 de julho de 1975 em São Paulo.



Na segunda fila a Deputada Maria Thereza, na Assembleia.


Realizações políticas e sociais:

Uma de suas realizações foi a Escola Profissional Trajano Camargo, criada pelo governo do Estado em 1933, de acordo com seu pedido. A Machina São Paulo doou as primeiras máquinas para iniciar o funcionamento da escola. Em reconhecimento à prestação de seus vários serviços ao município e ao Estado, Armando de Salles, então interventor federal em São Paulo e futuro governador, nomeu Maria Thereza Prefeita de Limeira por alguns meses em 1934, tornando-a a primeira mulher a assumir uma prefeitura no Estado de São Paulo, e uma das três ou quatro primeiras no Brasil inteiro. Segundo a Câmara Municipal de Limeira, em seu governo, Maria Thereza calçou as ruas do centro de Limeira, então de terra, com o próprio dinheiro, uma vez que a prefeitura não tinha verba suficiente. Em 1935, deixou a prefeitura ao ser eleita deputada estadual em São Paulo pelo Partido Constitucionalista, somando 223.091 votos, no total. Foi uma das duas únicas mulheres eleitas na ocasião, juntamente com Maria Thereza Nogueira de Azevedo. Professora de formação, defendeu prioritariamente a Educação durante seu mandato legislativo. Assumiu a cadeira até 1937, quando a Assembleia Legislativa foi fechada e os partidos políticos extintos, em decorrência do Estado Novo. Após o fim deste regime político, em 1945, segundo depoimento de sua neta Thereza Christina Rocque da Motta, D. Therezinha não se candidatou mais, porém permaneceu ativa na área pública, trabalhando sempre nos bastidores, acompanhando a vida política e cultural brasileira. Filiou-se ao PSD, junto com Ulysses Guimarães e, quando o partido se associou ao PTB, em 1948.

Já nas sessões ordinárias ocorridas após o período constituinte, Maria Thereza utilizou seu mandato para discorrer sobre temas diversos, como a proposta de anexação do município de São Caetano do Sul à capital paulista, em 1935, de acordo com clamor de seus habitantes que se sentiam deixados à margem do desenvolvimento industrial. Em mais de um pronunciamento, também em 1935, a parlamentar defende o desenvolvimento da sericicultura no Estado de São Paulo, considerando que a indústria da seda poderia gerar uma grande fonte de renda e, inclusive, tendo apresentado projeto de lei autorizando o governo do estado de São Paulo a receber, em doação, terreno oferecido pela prefeitura de Limeira para a instalação de uma estação sericícola experimental. Em setembro deste mesmo ano, Maria Thereza Silveira de Barros Camargo faz referência e enaltece a outra pioneira da representação feminina nas Casas Legislativas: Carlota Pereira de Queiroz, a primeira deputada federal da história do Brasil, eleita pelo estado de São Paulo em 1934, que também ocupou seu cargo até o início da Ditadura do Estado Novo, quando Vargas fechou o Congresso Nacional. Diz a deputada Maria Thereza: Refiro-me à fulgurante oração da Dra. Carlota Pereira de Queiroz, proferida na Câmara Federal, em 8 do corrente. Sr. Presidente, trata-se de uma obra de elevado valor, tanto na forma como no fundo, em que a insigne artista da palavra, soube, com o fascínio do seu primoroso talento, colocar a questão das reivindicações femininas em nossa pátria em seus justos e exatos termos. A preclara representante da mulher, no parlamento nacional, que teve a fortuna da primazia, no Brasil, de receber essa alta investidura, e que desempenha com a elegância e a superioridade dignas de uma paulista de escola (muito bem), acaba de focalizar, magistralmente, um problema de palpitante atualidade, e que deve, por todos os títulos, figurar também em nossos Anais, como joia inapreciável de ideias cintilantes engastadas no ouro de lei de uma forma deslumbrante. (Discurso proferido na 45ª Sessão Ordinária, realizada em 2 de setembro de 1935).

 

 







Fonte.

https://gazetadelimeira.com.br/local/2147489718, acesso em julho de 2022.

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Teresa_Silveira_de_Barros_Camargo, acesso janeiro de 2023.

 

http://www.memorias.cpscetec.com.br/arquivos/palestra2020EtecTrajanoCamargo.pdf, acesso fevereiro2023.

 

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

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