terça-feira, 11 de abril de 2023

HISTÓRIAS DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA

 

As histórias da Revolução Constitucionalista de 1932 são carregadas de amor, solidariedade, dedicação, determinação, sacrifício e patriotismo e as mulheres são as figuras que mais se destacaram nestes inúmeros episódios. São fatos admiráveis e fascinantes que ocorreram, são legados históricos que não podemos deixar cair no esquecimento.

O nosso filho Lauro, do Batalhão 14 de Julho, morto em combate em consequência de ferimento produzido por estilhaço de granada adversária, deu todo o seu sangue, até a última gota (morreu de hemorragia hora depois de ferido) para o bem de São Paulo. Os últimos momentos foram assistidos pelo seu colega Epaminondas do Valle, que, a pedido, registrou num pedaço de papel, quando era conduzido para o próximo posto de socorro, suas últimas recomendações. Esse companheiro valoroso fez a arrecadação dos objetos do extinto e no-los mandou; não os queremos guardar como recordação do nosso saudoso filho. Quem deu o sangue também dá o seu ouro para o nosso bem.

Esta, a carta dos sublimes pais de Lauro de Barros Penteado, Dr. Augusto de Barros Penteada e sua Exma. Sr.ª D.ª Celisa de Barros Penteado, ao oferecerem à “Campanha do Ouro”, todos os valores em poder de seu filho quando gloriosamente caído no campo da honra; carta esta, que merecera ser escrita em letras de ouro e gravada no mais íntimo de todos os corações que sabem sentir e amar; lema rutilante nimbado pela imortalidade do profundo e são patriotismo.

Ao mesmo tempo, num gesto que só almas de verdadeira eleição de pureza divinal são capazes de compreender e realizar, em memória de seu adorado primo, D.ª Hilda de Barros Penteado, enviava à mesma “Campanha do Ouro”, todas as joias que possuía.

Ó bendita terra que tais corações gerastes!

Ó ouro, como és lama, diante do ouro de tantas almas!

Mas continuemos mais um pouco: confortemos nossos espíritos, com as virtudes sacrossantas e raciais de nossas mães e esposas, de nossas filhas, irmãs e noivas, de todo esse sacrário admirável que numa predileção infinitamente amorosa, Deus formou com suas mãos e entregou a esta terra privilegiada, a nobre e heróica, a sublime e quase divina Mulher Paulista.

O texto acima é transcrição do livro A Mulher Paulista no Movimento Pró-Constituinte.

 


Lauro de Barros Penteado.


LAURO DE BARROS PENTEADO.


 No dia 10 de julho apresentou-se ao Batalhão Universitário Paulista que se tornaria mais tarde o lendário Batalhão 14 de Julho e foi para Rio das Almas, próximo aos municípios de Ribeirão Grande e Capão Bonito (região sudoeste do Estado). Era um dos mais ativo e valente integrante do Batalhão. Foi atingido por uma granada que explodiu sobre ele no combate do Cerrado, trincheira essa castigadíssima pela artilharia e aviação adversária a ponto de seus ocupantes serem obrigados a evacuá-la. Os últimos a sair foram Lauro e o Tenente Tácito. Quando ferido foi levado para a retaguarda sobre os ombros do Tenente Tácito, sentindo que a morte se aproximava rapidamente, pediu que não o levassem para diante, em busca de socorro, que já se sentia ser inútil. Queria morrer sobre a terra de São Paulo. Deitado no chão. Seus últimos dizeres foram: Sei que vou morrer por São Paulo. Quero ser sepultado com esta mesma farda com que vou morrer… Viva São Paulo!

Seu corpo foi levado para Itapetininga, ali recomposto, foi transladado para a Capital e sepultado no Cemitério São Paulo, onde se vê uma sepultura simples e comovente.

 

Lauro de Barros Penteado era filho do Engenheiro Dr. Antônio Augusto de Barros Penteado e Sra. Celisa de Camargo Barros Penteado, nascido em Piracicaba, SP, em 20 de fevereiro de 1904, descendente de família tradicional paulista.

Era formado em Engenharia pela Universidade Mackenzie de São Paulo. Faleceu no dia 17 de setembro de 1932.

 

Noticia de sua morte no Jornal Correio de São Paulo.



Tumulo da Família Barros Penteado onde Lauro foi enterrado.


Seu túmulo possui simbologias paulistas. Eugênio Prati destacou em primeiro plano, no relevo, o Bandeirante que é o símbolo da proeza e persistência do povo paulista. Ao fundo, encontramos o monumento de Amadeo Zani, Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo, ao lado o monumento que se encontra na sede da Prefeitura de São Paulo, a Quimera, autoria do escultor italiano Nicola Rollo. Abaixo o capacete constitucionalista modelo paulista com o ramo de café e a palma que significa a glorificação celestial, representando o triunfo dos mártires sobre a morte.


Fonte.

RODRIGUES, J., A Mulher Paulista no Movimento Pró Constituinte. Empresa Gráfica da Revista dos Tribunais, 1933, 192p.

 

MONTENEGRO, B.; WEISSHON, A. A. (Org.) CRUZES PAULISTAS: Os que tombaram em 1932 pela glória de servir São Paulo: Empresa Gráfica da Revista dos Tribunais, 1936.516p.

https://saopauloantiga.com.br/1932-arte-da-revolucao-nos-cemiterios-paulistas/ Acesso em 08/04/de 2023

http://memoria.bn.br/DocReader/Hotpage/HotpageBN.aspx?bib=720216&pagfis=403&url=http://memoria.bn.br/docreader# Acesso em 09/04/2023

http://historiadesaopaulo.blogspot.com/2012/11/rua-engenheiro-lauro-penteado.html Acesso em 09/04/2023

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lauro_Penteado Acesso em 10/04/2023

http://mmdcnorte.blogspot.com/2016/03/combatente-da-revolucao-de-32-aluno-do.html

Acesso em 10/04/2023

  

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

quarta-feira, 8 de março de 2023

MULHERES DE 32! HEROÍNAS DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA!

 


 

Uma contribuição que é “deixada de lado” por muitos historiadores que contam sobre os acontecimentos durante a Revolução Constitucionalista de 1932 é referente à participação da mulher durante os confrontos. Entretanto, em respeito as 72 mil mulheres que ajudaram o movimento, resgato aqui algumas informações referente a participação de mulheres na retaguarda e nas frentes de combates.

A Mulher foi um grande suporte para os Combatentes: Os voluntários de São Paulo só conseguiram chegar tão longe graças ao suporte que receberam de suas famílias e, claro, das mães, esposas e donas de casa que se dispuseram a ajudar nesse importante episódio de nossa história.

Em um primeiro plano, elas exerceram funções de necessidade extrema, como enfermagem, costura e cozinheiras. Enquanto as lutas aconteciam nas trincheiras, elas trabalhavam com os ofícios supracitados e, também, nas indústrias bélicas e nas tarefas de suporte logístico. Entretanto, apesar desse trabalho ser de uma importância ímpar, algumas mulheres foram além e atuaram nas frentes de batalha.

 Entre as muitas mulheres que estiveram nas frentes de combate, uma das mais conhecida foi Maria Stela Sguassabia, que descreveu assim seu primeiro combate do qual participou nas trincheiras, antes de ser descoberta pelo Tenente Meira:

Numa colina banhada de luar sugiram vultos. Mal tive tempo de pensar e uma saraivada de balas zunia sobre nós. Antônio me ensinou a manejar o fuzil. O Tenente Mario dos Santos Meira circulava pela trincheira dando ordens e, de súbito, gritou: FOGO! Apontei em direção aos vultos e puxei o gatilho. Atirei muitas outras vezes naquela madrugada. Quando amanheceu, o fogo cessou. Eu estava com o ombro direito roxo, dolorido, e os braços exaustos, mas o coração limpo, aliviado. Foi quando o Tenente Meira parou diante de mim. Meus cabelos estavam soltos ao vento!

Quando foi descoberta Maria Stela Sguassábia implorou para ser aceita no Batalhão. Após conversas reservadas entre Comandantes ficou decidido que ela poderia ficar o tempo que quisesse, caso aguentasse a rotina nas trincheiras.

Assim, ela foi incorporada à 4ª Companhias do BPMC sob o pseudônimo de Mario Sguassábia e “aguentou” permanecendo até o final dos combates em outubro de 1932.

 





Outra importante participação foi de Marina Freire Junqueira Franco, participou efetivamente nas linhas de retaguarda, longe da família mas com muita dedicação e amor.

Marina foi voluntária na Casa do Soldado da cidade de Cruzeiro.

Em uma carta de 29 de julho de 1932, endereçada à sua mãe, Marina escreve:

[...] Aqui o serviço é brutal, extenuante! [...] O que nos ajuda é a satisfação de estarmos ajudando o nosso Estado querido e servindo aos nossos soldados que ainda levam vida mais dura. Felizmente, temos cama para dormir e teto para nos abrigar, e os coitados, a maior parte das vezes, dormem ao relento [...] É em casa de família que vou tomar banho, pois no rancho nem chuveiro há. A falta de conforto é absoluta, total. A comida para os soldados é ótima: arroz, feijão e carne com batatas, mas tudo bem temperadinho. Para a gente, porém, que está lidando com caldeirões e caldeirões é intragável, de modo que tenho passado a biscoito com leite [...]Não repare a sujeira no papel. Nós aqui nem ligamos para a sujeira, vivemos imundas, como verdadeiras cozinheiras, de modo que o bom tom [...] é andar suja. Quem anda limpo não é cotado, é sinal de que ainda não esteve nas linhas de frente [...] Marina, 29/07/32.

 



Provavelmente Marina seria a segunda à esquerda .


Carta do Instituto do Café
Informando que a funcionária Marina prestava serviço à Revolução.


Nas linhas de combates ou na retaguarda as mulheres cumpriram sua missão de companheiras, em igualdade de condições, apoiando os Soldados mostrando que podemos caminhar juntos, homens e mulheres, com amor, solidariedade e compreensão no ideal de um bem comum.

 

Desejo a todas as Mulheres um Feliz Dia Mundial da Mulher!

HOMENAGEM À TODAS AS MULHERES QUE TEM ORGULHO DE SE-LO E SABEM REPRESENTAR COM GARRA, ENCANTO E DETERMINAÇÃO!

 

 

Fonte.

 Lima, Luiz Octavio de, 1932: São Paulo em Chamas, São Paulo: Editora Planeta do Brasil, abril de 2018.

https://artsandculture.google.com/story/AwVRXg7DS8ZpKg?hl=pt-BR, acesso em 06 de março de 2023.

 

imagens cachoeirapaulistanarevoluçãoconstitucionalistade1932

 

Veja também:

https://trincheirasdejaguariuna.blogspot.com/2022/03/homenagem-as-mulheres-2022.html

https://trincheirasdejaguariuna.blogspot.com/2021/03/mulheres-poderosas.html

 

 

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

MARIA THEREZA SILVEIRA DE BARROS CAMARGO.

 

UMA HEROÍNA DE 32!



Maria Thereza discursando na Assembleia.


Discurso proferido pela parlamentar, Maria Thereza Silveira de Barros Camargo em sessão legislativa, na 33ª Sessão Ordinária do Poder Constituinte, realizada em 23 de maio de 1935:

 O 23 de maio é, portanto, um dia que fala eloquentemente ao nosso civismo e que nos toca o coração, porque foi precisamente nessa data que os paulistas, num belo gesto de independência e de altivez, readquiriram, sob impulso indômito, sua autonomia, ineptamente sacrificada. Todavia, aves agoureiras do mal corvejavam sobre nós, buscando desviar-nos do rumo, prévia e cuidadosamente traçado, obrigando-nos, consequentemente, a levantar bem alto a nossa sagrada bandeira de reivindicações, que sintetizava os anseios de todos os brasileiros livres, – reconstitucionalização. Dado o brado de alarme, o nosso povo, numa edificante e verdadeiramente maravilhosa transmutação, trocou as suas vestes de operário da grandeza comum, que lutava firmemente pela concretização de um ideal desde há muito acalentado e, envergando a túnica do soldado, marchou para o bom combate, para o combate da redenção, sem a qual não poderia haver progresso e prosperidade, escrevendo, com o heroísmo dos iluminados, sobre o solo da pátria angustiada, a página homérica de 9 de julho de 1932.

 

 

Maria Thereza, à esquerda do oficial,
 na Cruz Vermelha em Limeira, 1932
.

 

Maria Thereza na Revolução Constitucionalista.

Após tornar-se viúva do Dr. Trajano de Barros Camargo assumiu a direção da Indústria Machina São Paulo que, em 1931, constituiu sua gráfica própria, com equipamentos de um pequeno órgão de imprensa desativado, tornando-se uma das mais modernas e completas gráficas de todo o Brasil, na época. A Machina imprimia material de uso próprio, catálogos publicitários, boletins e outros. Merece destaque que, em 1932, Maria Thereza imprimiu os boletins da revolução constitucionalista, que eram vendidos em Limeira e região, colaborando com os soldados revolucionários, com impressão tipográfica em várias cores, e em policromia. À frente da Machina São Paulo, D. Therezinha participa ainda do esforço bélico da revolução, produzindo corpos de granadas de mão. Soma-se a isso o fato de haver prestado grandes serviços ao Curso de Enfermagem, ao Hospital do Sangue de Limeira e à Assistência às Famílias dos Voluntários, contribuindo com a campanha de fornecimento de roupas aos soldados que estavam no front. Foi neste mesmo município que concentrou suas atividades políticas e sociais, mesmo antes de exercer cargos públicos, tendo fundado, inclusive, a Associação Cívica Feminina de Limeira.

Um vasto material deixado por Maria Thereza, referente à sua participação na Revolução de 1932, sobre sua vida política e também como empresaria está em catalogação no Museu Histórico Pedagógico Major José Levy Sobrinho. Há também um projeto de restauro do palacete que pertenceu à sua família que teve grande importância no ciclo de antepassados e herdeiros do casal Maria Thereza e Trajano de Barros Camargo.

 

Prefeita Maria Thereza recebendo o Cônsul da Itália, 1934.




Dados biográficos:

Maria Teresa Silveira de Barros Camargo nasceu em Piracicaba, SP em 12 de novembro de 1894. Foi uma política e empresária brasileira, diretora da Macchina em Limeira, SP, fundada por seu marido Trajano de Barros Camargo. Era conhecida como Dona Teresinha.

Foi uma das primeiras prefeitas do Brasil, tendo sido nomeada na cidade paulista de Limeira, em 1934. Também foi a primeira deputada do Estado de São Paulo, eleita para a Constituinte de 1934.

Viúva de Dr. Trajano de Barros Camargo, carregou seu legado, assumindo todos os negócios do marido, incluindo empresas em Santos e Limeira e uma fazenda em Brotas. Enfrentou as dificuldades da época para as mulheres e mostrou-se vitoriosa na educação de seus nove filhos (dois deles mortos).

Era neta do primeiro presidente civil do Brasil, o ituano Prudente de Morais, nascida três dias antes de sua posse em 15 de novembro de 1894, tendo sido batizada no Palácio do Itamaraty, onde era a sede do governo. Faleceu em 29 de julho de 1975 em São Paulo.



Na segunda fila a Deputada Maria Thereza, na Assembleia.


Realizações políticas e sociais:

Uma de suas realizações foi a Escola Profissional Trajano Camargo, criada pelo governo do Estado em 1933, de acordo com seu pedido. A Machina São Paulo doou as primeiras máquinas para iniciar o funcionamento da escola. Em reconhecimento à prestação de seus vários serviços ao município e ao Estado, Armando de Salles, então interventor federal em São Paulo e futuro governador, nomeu Maria Thereza Prefeita de Limeira por alguns meses em 1934, tornando-a a primeira mulher a assumir uma prefeitura no Estado de São Paulo, e uma das três ou quatro primeiras no Brasil inteiro. Segundo a Câmara Municipal de Limeira, em seu governo, Maria Thereza calçou as ruas do centro de Limeira, então de terra, com o próprio dinheiro, uma vez que a prefeitura não tinha verba suficiente. Em 1935, deixou a prefeitura ao ser eleita deputada estadual em São Paulo pelo Partido Constitucionalista, somando 223.091 votos, no total. Foi uma das duas únicas mulheres eleitas na ocasião, juntamente com Maria Thereza Nogueira de Azevedo. Professora de formação, defendeu prioritariamente a Educação durante seu mandato legislativo. Assumiu a cadeira até 1937, quando a Assembleia Legislativa foi fechada e os partidos políticos extintos, em decorrência do Estado Novo. Após o fim deste regime político, em 1945, segundo depoimento de sua neta Thereza Christina Rocque da Motta, D. Therezinha não se candidatou mais, porém permaneceu ativa na área pública, trabalhando sempre nos bastidores, acompanhando a vida política e cultural brasileira. Filiou-se ao PSD, junto com Ulysses Guimarães e, quando o partido se associou ao PTB, em 1948.

Já nas sessões ordinárias ocorridas após o período constituinte, Maria Thereza utilizou seu mandato para discorrer sobre temas diversos, como a proposta de anexação do município de São Caetano do Sul à capital paulista, em 1935, de acordo com clamor de seus habitantes que se sentiam deixados à margem do desenvolvimento industrial. Em mais de um pronunciamento, também em 1935, a parlamentar defende o desenvolvimento da sericicultura no Estado de São Paulo, considerando que a indústria da seda poderia gerar uma grande fonte de renda e, inclusive, tendo apresentado projeto de lei autorizando o governo do estado de São Paulo a receber, em doação, terreno oferecido pela prefeitura de Limeira para a instalação de uma estação sericícola experimental. Em setembro deste mesmo ano, Maria Thereza Silveira de Barros Camargo faz referência e enaltece a outra pioneira da representação feminina nas Casas Legislativas: Carlota Pereira de Queiroz, a primeira deputada federal da história do Brasil, eleita pelo estado de São Paulo em 1934, que também ocupou seu cargo até o início da Ditadura do Estado Novo, quando Vargas fechou o Congresso Nacional. Diz a deputada Maria Thereza: Refiro-me à fulgurante oração da Dra. Carlota Pereira de Queiroz, proferida na Câmara Federal, em 8 do corrente. Sr. Presidente, trata-se de uma obra de elevado valor, tanto na forma como no fundo, em que a insigne artista da palavra, soube, com o fascínio do seu primoroso talento, colocar a questão das reivindicações femininas em nossa pátria em seus justos e exatos termos. A preclara representante da mulher, no parlamento nacional, que teve a fortuna da primazia, no Brasil, de receber essa alta investidura, e que desempenha com a elegância e a superioridade dignas de uma paulista de escola (muito bem), acaba de focalizar, magistralmente, um problema de palpitante atualidade, e que deve, por todos os títulos, figurar também em nossos Anais, como joia inapreciável de ideias cintilantes engastadas no ouro de lei de uma forma deslumbrante. (Discurso proferido na 45ª Sessão Ordinária, realizada em 2 de setembro de 1935).

 

 







Fonte.

https://gazetadelimeira.com.br/local/2147489718, acesso em julho de 2022.

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Teresa_Silveira_de_Barros_Camargo, acesso janeiro de 2023.

 

http://www.memorias.cpscetec.com.br/arquivos/palestra2020EtecTrajanoCamargo.pdf, acesso fevereiro2023.

 

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO!

 




469 anos da maior metrópole da América do Sul, São Paulo foi fundada em 1554 por padres jesuítas, a cidade é mundialmente conhecida e exerce forte influência nacional e significativa importância internacional, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político. Conta com importantes monumentos, parques e museus, como o Memorial da América Latina, o Museu da Língua Portuguesa, o Museu do Ipiranga, o MASP, o Parque Ibirapuera, o Jardim Botânico de São Paulo e a avenida Paulista, e eventos de grande repercussão, como a Bienal Internacional de Arte, o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, a São Paulo Fashion Week e a Parada do Orgulho LGBT. Principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América do Sul. É a cidade mais populosa do Brasil, do continente americano, da lusofonia e de todo o hemisfério sul. São Paulo é a cidade brasileira mais influente no cenário global.

O lema da cidade, presente em seu brasão oficial, é NON DUCOR, DUCO, frase latina que significa "Não sou conduzido, conduzo".

A cidade que era conhecida como “A Locomotiva do Brasil”, independente em quase todos os setores gerando certo desconforto a muitos Governos Federais. Dela saíram os Heróis de 32 que heroicamente lutaram pela Lei, pela Ordem e pela Constituição e pela perseverança e coragem destes cidadãos paulistas, descendentes dos destemidos Bandeirantes, deixaram um legado importantíssimo ao povo brasileiro de direito à Vida, à Liberdade, à Igualdade e à Segurança.



PARABÉNS SÃO PAULO!!!!!

 

Pátio do Colégio.



Parque do Ibirapuera.



A partida dos Voluntários para as trincheiras.



Manifestação em 1932.


Imagens - https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo

 

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

 

 


sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

FELICITAÇÕES DE ANO NOVO, 2022 - 2023.

 


O Portal Trincheiras de Jaguariúna deseja a todos os amigos e seguidores um Feliz e próspero Ano Novo !!!

Que o próximo ano seja leve e cheio de amor. Que possamos fazer diferente e ser a diferença!!!

Maria Helena






Meu trem


                  Victor Motta

                 


Parte meu trem

Da gare escura,

Pela manhã que não veio,

Ainda.

Do escuro da noite,

Que não finda,

Parte meu trem

Escuro e sujo.

Trem de perfumes

Extravagantes,

Em misturas exóticas

De odores;

Miss dior, num certo azêdo

Do suor

De mil axilas.

O cheiro de peixe

Que exala

De caixotes, em jornal

(sem igual).

Ah, meu trem que parte,

Escuro e sujo!

Trem de luxo

No cotidiano,

Com portas abertas

(incertas)

Que são bocas famintas

(de gente).

De janelas sem vidro,

Com chuva, com vento

Num só lamento,

Do pó que levanta

Do chão,

Juncado do lixo

De muitas mãos

E das bocas que cospem

A miséria de um povo.

Meu trem…

Do cotidiano,

De professoras azuis,

De bêbados cansados,

De suados operários,

Dos peixeiros

Que espalham na manhã

A presença dos mares,

Em horários incertos

(invulgares).

Trem democrático.

Prático!

A professora ao lado

Da lavadeira,

No mesmo trem,

Escuro

E sujo,

Com cheiro de peixe,

De roupa lavada

(ou suja?)

Com o lixo espalhado

Nós….Os subdesenvolvidos

Do sul?

Num mesmo trem

Escuro

E sujo.

Com vento

Com chuva

Com frio,

Mas sem cheiro

Do sangue

Da luta de irmãos.

O branco no preto

O preto no branco,

Livres

Num mesmo trem

Escuro

E sujo,

Com vento,

Com chuva,

Com frio,

Mas sem o cheiro

Da pólvora

Da guerra,

Que me aterra

 




Um agradecimento especial aos seguidores e visitantes do blog!

 

Maria Helena de Toledo Silveira Melo


sábado, 24 de dezembro de 2022

MENSAGEM DE NATAL 2022.

 




Em 1932 ocorreu a primeira mensagem do monarca britânico para o Reino Unido e os reinos da Comunidade das Nações no Natal. A tradição começou em 1932 com uma transmissão de rádio do rei Jorge V pela British Broadcasting Corporation (BBC).

Escrita por Rudyard Kipling, a mensagem abordou o avanço da tecnologia que permitiu que o rei transmitisse uma mensagem pessoal para todas as partes do planeta, também mencionando a necessidade de trabalhar pela paz e aconselhando os ouvintes a buscarem prosperidade sem egoísmo.




Rei Jorge V em sua primeira transmissão de Natal.


Também em 1932 foi composta por Assis Valente a marcha natalina de maior sucesso de todos os tempos, Boas Festas:

Anoiteceu

O sino gemeu

E a gente ficou

Feliz a rezar

Papai Noel

Vê se você tem

A felicidade

Pra você me dar

Eu pensei que todo mundo

Fosse filho de Papai Noel

Bem assim felicidade

Eu pensei que fosse uma

Brincadeira de papel

Já faz tempo que eu pedi

Mas o meu Papai Noel não vem

Com certeza já morreu

Ou então felicidade

É brinquedo que não tem.

 




Ainda em 1932 o Presidente Getúlio Vargas chegou a pensar em transformar o Vovô Índio em símbolo nacional.

 O Vovô Índio era o velhinho sábio, filho de preta com índio, criado por uma branca. A ideia de mesclar, colocar o sincretismo cultural e étnico, as três raças tristes brasileiras: o preto porque foi escravizado, o índio porque foi explorado e invadido, o branco porque era obrigado a vir para cá, segundo o historiador e sociólogo Santana que vê paralelos entre esse mito e a teoria racial brasileira do antropólogo Darcy Ribeiro.

Veja mais informações em https://www.bbc.com/portuguese/geral-59754485.

 

 


 

Monumento à Trégua de Natal (1ª Guerra) em Flanders, Bélgica.

                                        


Fonte.

https://esquinamusical.com.br/

https://pt.wikipedia.org/wiki

https://www.bbc.com/portuguese/

https://www.gazetadopovo.com.br/

 

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

ANIVERSÁRIO DO PORTAL “TRINCHEIRAS DE JAGUARIÚNA”!

    14 ANOS! Em 2012, iniciei as pesquisas relacionadas à Revolução Constitucionalista de 1932 em Jaguariúna. Nestes 14 anos, muitas mat...