quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

FALECIMENTO DO JORNALISTA HÉLIO RUBENS DE ARRUDA E MIRANDA

 

É com enorme pesar que comunico o falecimento do jornalista Hélio Rubens de Arruda e Miranda, aos 82 anos hoje (07/02/2024) em Itapetininga. Foi sepultado às 17:30h no Cemitério São João Batista de Itapetininga.

Deixou a esposa, a Sra. Ana Eliza Bloes de Arruda Miranda e os filhos Thais, Fábio, Silvia, Paulo e Pedro.

 

O Portal Trincheiras de Jaguariúna se solidariza e expressa os sinceros sentimentos aos familiares e amigos.

 

HONRAS AO JORNALISTA HÉLIO RUBENS DE ARRUDA E MIRANDA

 



Hélio Rubens de Arruda e Miranda nasceu em São Paulo no dia 13 de setembro de 1942.

Filho de Alcindo Guanabara de Arruda e Miranda, Voluntário na Revolução Constitucionalista de 1932 e de Elsa de Arruda Miranda, ambos de Itapetininga.

Neto paterno de Francisco Antonio de Miranda e de Emília Etelvina de Arruda e Miranda.

Sempre prestigiou, participou e divulgou os eventos relacionados à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

Solenidade em Itapetininga

Solenidade de Lançamento da nova edição do livro Cruzes Paulistas


Solenidade em 2016.

Quando morou na Capital (São Paulo), toda sua atividade profissional foi dedicada à área de Comunicação e Marketing. Nesse período, foi planejador de campanhas de comunicação, gerente de propaganda e vendas; foi proprietário de uma agência de turismo em São Paulo, ocasião em que estudou marketing turístico e realizou programações turísticas e organização de eventos; enquanto residiu em São Paulo trabalhou em grandes empresas nacionais e multinacionais sempre na área de comunicação e/ou marketing.

Morou três anos em Porto Alegre atuando como Gerente Geral de Vendas  da Confecções Jack, ocasião em que ganhou o Prêmio Marketing do Ano ofertado pela ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil;

Retornando a São Paulo exerceu função semelhante na Confecções Vila Romana, gerenciando a etiqueta Marlboro Leasure Ware; Criou e mantem-se como sócio da empresa de propaganda Commark Comunicações, de Itapetininga e da Hagente de Comunicações, em Sorocaba.

Atuou como jornalista nas cidades onde morou (São Paulo, Porto Alegre e Itapetininga), atuando como assessor de imprensa, redator, repórter, articulista, colunista e/ou editor;

Em Itapetininga deu início ao rádio jornalismo na antiga ‘Rádio Clube de Itapetininga’ (atual Rádio Globo); foi produtor e apresentador dos programas de TV. Helio Rubens Recebe Personalidades’ (TV Verde) e ‘Berlinda’ (TVI); foi proprietário dos jornais impressos Aparecida do Sul, Nossa Terra e O Popular de Itapetininga; foi colunista dos jornais Correio de Itapetininga e Cidade.

 

Durante um ano foi comentarista da TV Tem de Itapetininga (afiliada Rede Globo).

Fez trabalhos profissionais para o Jornal Bom Dia Sorocaba (TV Tem) e para outros veículos de comunicação; foi comentarista da TV COM – TV Comunitária, de Sorocaba; foi o idealizador da TV virtual Sorocaba Ao Vivo, onde apresentou o programa ‘Transparência’ durante seis meses; foi o criador e desde o início (1998) é editor do jornal eletrônico ROL – REGIAO ON LINE;

Foi fundador das entidades:

AJORI – Associação dos Jornalistas da Região de Itapetininga;

MIS - – Museu da Imagem e do Som de Itapetininga (desde o inicio – 1997 - atua como Secretário Geral);

Criou o Prêmio Jacob Bazarian de Imprensa;

Idealizou o Sarau Cultural de Itapetininga, entre outras muitas promoções nas quais teve participação ativa;

Criou o grupo cultural Instituto Júlio Prestes, de Itapetininga;

Criou o grupo cultural Mesma Frequência, de Sorocaba;

Foi diretor da ONG CRER, que administrou durante muitos anos o CR – Centro de Ressocialização de Itapetininga;

Fundou o Pólo Sorocaba da Aliança Internacional de Jornalistas, uma organização sediada na França dedicada à valorização da responsabilidade social na imprensa e há cinco anos é o representante oficial dessa entidade na Região de Sorocaba;

Era membro do IHGGI - Instituto Histórico, Genealógico e Geográfico de Itapetininga e 

Vice-presidente da Academia Itapetiningana de Letras.

Durante 20 anos foi funcionário da Fundação SEADE (Governo do Estado), atuando como técnico em planejamento no ERPLAN de Sorocaba – Escritório Regional de Planejamento de Sorocaba da SEP – Secretaria de Economia e Planejamento;

Iniciou seus trabalhos no ERG – Escritório Regional de Planejamento de Itapetininga (Governo Montoro) e depois no ERPLAN – Escritório Regional de Planejamento de Sorocaba, onde foi diretor por oito anos, ocasião em que conheceu todas as 79 cidades da Região Administrativa de Sorocaba, o que lhe proporcionou um grande conhecimento da realidade regional;

Participou da elaboração de todas as audiências públicas da região, preparando os resultados para a elaboração dos orçamentos do Estado;

Representou a SEP nos dois CBHs da região (Comitê de Bacia Hidrográfica Sorocaba e Médio Tietê e Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Paranapanema);

 

Participou da 1ª. Semana do Meio Ambiente de Itapetininga;

Era membro participativo da Semana do Meio Ambiente, de Itapetininga;

Fundou e manteve por muitos anos a HR Editora, em Sarapui/SP;

Escreveu dois livros, em parceria:

‘O Flúor e Outros Vilões da Humanidade’ e ‘Diário de Um Pracinha’;

Editou e diagramou os livros ‘Li ‘e ‘Li de Novo’, de Roberto Soares Hungria;

Escreveu artigos para vários livros e coletâneas;

Fez parte da Comissão Organizadora da 5ª. Semana do Escritor, de Sorocaba;

Sócio do Gabinete de Leitura de Sorocaba;

Foi fundador e um dos editores do Jornal Cultural ROL e do Internet Jornal. Também atuou nos jornais Aparecida do Sul, Nossa Terra e O Popular de Itapetininga e foi colunista do Jornal Correio de Itapetininga. Também atuou na TVI e Rádio Clube Itapetininga.

 

 

Acesse o link e conheça a História do Voluntário Alcindo Guanabara de Arruda e Miranda, pai do Jornalista Hélio Rubens de Arruda e Miranda https://rc32.itapetininga.com.br/alcindo.htm

 




Minha gratidão eterna ao Sr. Hélio Rubens pelo apoio e reconhecimento.

Fonte.

 http://jlnogueira.no.comunidades.net/helio-rubens-de-arruda-e-miranda

https://www.jornaldeitapetininga.com.br/noticias/5425-nota-de-falecimento-helio-rubens-de-arruda-e-miranda

 https://cidadeitapetininga.com.br/cidade/memoria/morre-o-jornalista-helio-rubens-de-arruda-e-miranda/

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

 


quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO, SP – 470 ANOS!

 




“Assim pois, surgiu São Paulo, pelo século XVII a dentro, murado de toras e rudes taipas, como se fora uma praça de guerra medieval” (Taunay).

 

 




O nome São Paulo foi escolhido porque o dia da fundação do colégio foi 25 de janeiro, mesmo dia no qual a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso, conforme disse o padre José de Anchieta em carta à Companhia de Jesus: "A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo e, por isso, a ele dedicamos nossa casa!”

Em 470 anos são muitas histórias para lembrar e homenagear, é a História de um povo guerreiro, destemido e realizador.  São Paulo sempre teve grande importância para o Brasil, já reconhecida no poema de Cláudio Manoel da Costa, e se dá graças a sua imensa diversidade social e conexão com outras localidades dentro e fora do Brasil e também por ser um importante polo cultural e artístico.

 

Canto VI, do poema Vila Rica (1773) do poeta Cláudio Manoel da Costa

[...] “Levados do fervor que o peito encerra

Vês os Paulistas, animosa gente,

Que ao Rei procuram do metal luzente

Co'as próprias mãos enriquecer o Erário.

Arzão é este, é este o temerário,

Que da Casca os sertões tentou primeiro.

Vê qual despreza o nobre aventureiro

Os laços e as traições, que lhe prepara

Do cruento Gentio a fome avara.

A exemplo de um contempla iguais a todos,

E distintos ao Rei por vários modos

Vê os Pires, Camargos e Pedrosos,

Alvarengas, Godóis, Cabrais, Cardosos,

Lemos, Toledos, Paes, Guerras, Furtados,

E os outros, que primeiro assinalados

Se fizeram no arrojo das conquistas,

Ó grandes sempre, ó imortais Paulistas!

Embora vós, Ninfas do Tejo, embora

Cante do Lusitano a voz sonora

Os claros feitos do seu grande Gama,

Dos meus Paulistas louvarei a fama.

Eles a fome e sede vão sofrendo,

Rotos e nus os corpos vêm trazendo;

Na enfermidade a cura lhes falece,

E a miséria por tudo se conhece.

Em seu zelo outro espírito não obra

Mais que o amor do seu Rei: isto lhes sobra.

Abertas as montanhas, rota a Serra,

Vê converter-se em ouro a pátria terra;

O Etíope co'os Índios misturado

Eis obedece ao próvido mandado

Dos bons Conquistadores: desde o fundo,

De ouro e diamantes o país fecundo

Produzas grandes, avultadas somas.” [...]

 


Imagem - http://historiadesaopaulo.blogspot.com/


PARABÉNS SÃO PAULO!!!!

 




Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo

 

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

DOMINGOS ALLEMAGNA

 

Soldado Constitucionalista no Batalhão 9 de Julho (Voluntários).

Exército Constitucionalista do Setor Leste.

 

Domingos Allemagna (Mimi)



Domingos Allemagna (Mimi) era natural de Jaboticabal, SP, nasceu em 26 de dezembro de 1904, era filho de Arturo Allemagna e de Josephina Fucciolo Allemagna. Era noivo de Dolores Martins.

Viajava para a casa Pratt quando se alistou. Era ele Cabo da 1ª Companhia do 4º Batalhão 9 de Julho, tendo se incorporado em São Paulo a 18 de agosto de 1932.

No dia 4 de setembro, morreu atingido na cabeça por tiros de metralhadora quando defendia a posição que ocupava no Morro do Gravi, próximo à Itapira, SP, onde foi sepultado. Posteriormente transladado para o Cemitério de Jaboticabal.

 

TUMULO DE DOMINGOS ALLEMAGNA (MIMI).

 

Túmulo de Domingos Allemagna, Jaboticabal, SP.


O túmulo de Domingos Allemagna, no Cemitério de Jaboticabal, recebe muitos visitantes que vão agradecer a graças recebidas pois, Mimi é considerado Santo Popular da cidade.

O túmulo de Mimi tem, no topo, um capacete militar e uma réplica de munição que faz alusão ao fato de ter sido um combatente.

 


Lapide no túmulo de Domingos Allemagna





PARTICIPAÇÃO DE JABOTICABAL

 

No dia 17 de julho, um domingo, o jornal “O COMBATE” estampava a seguinte manchete: “A ARRANCADA CONSTITUCIONALISTA CONTRA A DICTADURA. SÃO PAULO FORTE E COHESO, AVANÇA DESTEMEROSAMENTE”

A primeira página do jornal é totalmente dedicada ao movimento revolucionário. O Redator destaca, logo de início, que “Jaboticabal, em cujo emblema está inscrito que nela perdura o espírito de gente paulista, também se levantou inteira e unida com todas as localidades irmãs deste São Paulo radioso e invencível”, afirmando, ainda, que Jaboticabal “saberá estar na vanguarda do movimento paulista, hoje já transformado numa desabalada avalanche cujo sustamento é impossível”.

O jornal também registra que, na quinta-feira, dia 14 de julho, portanto, cinco dias após a deflagração do movimento, Jaboticabal recebeu a visita de integrantes da Comissão especialmente designada pelo Comando da Revolução, para percorrer o Interior do Estado e estimular a participação de todos os paulistas nessa cruzada cívica. O objetivo de tal Comissão era a criação de um Serviço de Alistamento de Voluntários em cada cidade.

Recebida por inúmeras pessoas, a Comissão se dirigiu até o Hotel Municipal, onde a aguardava grande multidão.

Da sacada do Hotel Municipal, o Dr. Waldemar da Rocha Barros apresentou ao povo os membros da Comissão. Um dos seus integrantes, o Dr. José Alves da Motta, antigo Promotor Público da Comarca de Jaboticabal, saudou o povo esclarecendo os objetivos da caravana cívica e enaltecendo o movimento paulista contra a ditadura.

O povo foi convidado a participar de um comício que se realizou, a partir das 19:30 horas, no coreto do Jardim Público. Vários oradores fizeram uso da palavra: Prof. Romário Gouveia, Dr. José Ramalho Filho (advogado em Taquaritinga), Dr. Waldemar da Rocha Barros, Dr. César Salgado, Dr. José Alves Motta que empolgaram a formidável massa humana que cercava o coreto. A mulher jaboticabalense também se fez ouvir através das palavras da Acadêmica de Direito, Srta. Palmyra Gouveia.

Finalizando o comício, o Chefe da Caravana Cívica leu os nomes das pessoas que a partir daquele momento passavam a constituir a “Comissão Coordenadora do Movimento Constitucionalista”, presidida pelo Dr. Waldemiro Vieira Marcondes (Prefeito Municipal), e que tinha como membros o Dr. Alberto de Oliveira Lima(Juiz de Direito da Comarca), o Dr. Aristeu de Castro (Delegado de Polícia), o Dr. Elias da Rocha Barros (Presidente do Partido Democrático), o Major João Baptista Novaes (Presidente do Partido Republicano Paulista), os advogados: Dr. José Rodrigues Duarte e Dr. Milton Mattos Braga e o jornalista Mário Guarita Cartaxo.

Terminado o comício o povo participou de uma passeata cívica pelas ruas da cidade. Os jornais da cidade eram ponto de referência e os participantes da passeata fizeram uma parada em frente à redação de “O DEMOCRATA”, oportunidade em que a caravana foi saudada pelo Dr. Elias da Rocha Barros. Em seguida, nova parada, dessa vez defronte à redação de “O COMBATE”, cabendo ao Dr. José Murta Ribeiro, Promotor Público Interino e Estagiário junto ao Ministério Público, saudar a caravana.

Defronte ao Ginásio “São Luiz”, a caravana se deteve novamente e o Dr. José Alves da Motta saudou o Diretor do estabelecimento de Ensino, Prof. Aurélio Arrobas Martins. Respondeu pelo Ginásio um aluno das classes mais adiantadas, proferindo eloquente oração. O Prof. Arrobas Martins não conseguiu conter o ímpeto e proferiu magnífico discurso que encerrou com chave de ouro a esplêndida manifestação de civismo havida naquela quinta-feira, 14 de julho.

Três dias depois do início do levante, a Comissão Municipal recebeu as primeiras adesões de jaboticabalenses. Foram alistados 393 voluntários, no período de 12 de julho até 30 de agosto, incluídos nesse total os integrantes do “Batalhão Tonanni”.

Nos campos de batalha ficaram muitos mortos. Entre eles os jaboticabalenses: Domingos (Mimi) Allemagna, Norival Lacerda, Batista Tibério de Almeida, Nelson Spielmann, Raul Maçoni e Ari Cajado de Oliveira.

 

 Acesse o link para visualizar vídeo:

https://www.tiktok.com/@oqueteassombra_/video/7302932978601168133

 

 

Fonte.

Montenegro, B; Weisshon, A. A. (Org.) Cruzes Paulistas: os que tombaram em 1932 pela glória de servir São Paulo: Revista dos Tribunaes, 1936. 516p.

 

https://www.instagram.com/reels/audio/225272047260258/?hl=pt-br

https://www.instagram.com/p/C0sVk1Kgxz-/?hl=pt-br

https://web.facebook.com/artetumular

https://www.tiktok.com/@oqueteassombra_/video/7302932978601168133

https://www.101fm.com.br/101/revolucao1932090720/

 

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Mensagem de Ano Novo, 2024.

 



Que este novo ano seja realmente o ano de paz, de atitudes positivas e progressas. Que o amor seja inspirador e a paciência determinante ao nosso convívio. Que tenhamos saúde no corpo e na alma e que sempre possamos ter fé e acreditarmos em nós, seres humanos. Renovação positiva e luz no caminho.

O Portal Trincheiras de Jaguariúna deseja a todos um Feliz Ano Novo!

Nara Nubia Alencar Queiroz





Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo, 01/01/2024


domingo, 24 de dezembro de 2023

Mensagem de Natal, 2023!

 

Que a mensagem de paz e fraternidade do Natal se estenda por todos os dias do ano, tornando nossas vidas mais harmoniosas!


Yevhenii Zavhorodnii/Global Images Ukraine via Getty Images


Desejo um Feliz Natal com muita Paz, Amor e Solidariedade aos amigos, Irmãos de Armas, seguidores e a todos que acessarem esta publicação agradecendo sempre aos apoiadores.


"Este voto de Paz é um voto de todos os dias, é um anelo de todos os instantes, nasce, como a mais veemente súplica, no coração do homem, desde que o entendimento do mundo lhe alumia a consciência.

Mas a comunhão de Cristandade, no Natal, a união dos espíritos, neste dia extraordinário, renova, cada ano, o milagre do advento do Redentor e comunica a este apelo a força, o ardor, que o brado solitário das criaturas não pode alcançar.

Vim a esta casa de Paz, a este tranquilo retiro, suplicar convosco, e com todo o Brasil, que a Paz, pedida com o pão de cada dia, seja dada a todos os povos, seja dada a todos os brasileiros.

Sabeis que a Paz não se entende meramente como ausência de guerra ou de efusão de sangue. Sabeis que a Paz envolve também isso, mas, acima disso, é uma atitude do espírito, um harmonioso equilíbrio, dentro de nós; fora de nós, é compreensão, é fraternidade é serenidade.

Se pedimos Paz, força é diligenciarmos por merecê-la, força é não esquecermos o que nos cumpre fazer de nossa parte, para que sejamos ajudados pelo Redentor do Mundo.

O homem é um colaborador de Deus, um agente da Criação. Que cada um de nós, no Brasil, em cada momento de sua vida, faça pela Paz algo que prepare a Paz.

O homem político, esforçando-se para que as divergências e controvérsias, que são da essência mesma da democracia, não resvalem do plano democrático, não criem antagonismos que desintegrem as instituições, não separem, pelo ódio, a nação em dois campos.

O chefe de empresa, ao satisfazer aos legítimos impulsos que levam o homem a criar, a agir, a afirmar-se, que não se esqueça dos direitos e das necessidades daqueles que lhe dão o seu esforço anônimo.

O trabalhador, ao defender as suas prerrogativas, as suas justas aspirações, que não olvide que o caminho da luta de classes só pode levar à ruína comum de todos e, sobretudo, à ruína deste bem sem preço que é à liberdade.

O funcionário, o intelectual, o artista, o homem de campo, todos quantos, enfim, compõem as forças da inteligência e do trabalho, da cultura e da produção, cada qual se esmere em cumprir a sua tarefa com fervor, para que esta nação, que tanto espera do nosso amor e do nosso esforço, possa vencer galhardamente as dificuldades que estorvam a sua marcha para um grande e nobre destino. [...]

Este não é um dia de prestação de contas. É um dia de família, um dia de transbordamento afetivo, um dia de universal congraçamento da Cristandade. E, neste ameno retiro, quero participar convosco, quero compartilhar, com todos os lares do Brasil, da transbordante alegria natalina, do inefável sentimento que inunda todas as almas. Que Deus vos dê um Feliz Natal!"

Esta foi a mensagem de Natal do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira no dia de Natal do ano de 1957, quando o presidente JK foi visitar um sucesso de Leopoldo Fróes que dura até hoje: o Sindicato da Casa dos Artistas, mais conhecido como Retiro dos Artistas.

 

Fonte.

https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2023/12/6774839-artigo-a-mensagem-de-natal-de-jk.html

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Heróis Negros de 32!

 

Homenagem no Dia da Consciência Negra.

 

Como todos os paulistas se engajaram na luta em 1932 as mulheres se destacaram em muitas funções dando suporte aos soldados nos campos de batalhas porém, o engajamento das mulheres negras não se restringiu aos trabalhos de apoio na retaguarda. Muitas mulheres negras acompanharam seus maridos no front. Há relatos de pelo menos cinco casos de mulheres negras integrando as Companhias de Fuzileiros da Legião Negra que integravam destacamento que guarnecia a Estrada de Capão Bonito/Buri, na Frente Sul.

Um dos episódios mais marcante foi de Maria Soldado. Foi tão importante e vanguardista que teve destaque em uma reportagem do jornal A Gazeta onde dizia: Uma mulher de cor, alistada na Legião Negra, vencendo toda sorte de obstáculos e as durezas de uma viagem acidentada, uniu-se aos seus irmãos negros em pleno entrincheiramento na Frente Sul, descrevendo a página mais profundamente comovedora, mais profundamente cheia de civismo, mais profundamente brasileira, da campanha constitucionalista, ao desafiar a morte nos combates encarniçados e mortíferos para o inimigo.





 Maria da Legião Negra!

Mulher abnegada e nobre de sua raça!

Ferida no campo de luta a 17 do mês passado, na frente de São José de Guapiara, tornou à cruenta missão em 28 do mesmo mês.

Maria da Legião Negra!

Heroína de uma raça forte, boa e consciente!

Maria da Legião Negra!

Vendo-vos, sob o trovejar da artilharia, por entre as chuvas das balas inimigas, de rastro, correndo pelos abrigos do campo de batalha, prover de alimentos os guerreiros da vossa raça, sinto palpitar no vosso peito amigo o mesmo coração repleto de carinho da Mãe Preta que nos embalou quando criancinhas, cantando as cantigas de amor cívico e de brasilidade.

Maria da Legião Negra!

Defendeis São Paulo, defendeis o Brasil com esse devotamento de quem tem consciência da grandeza da sua terra, do valor dos seus homens, da virtude das suas leis.

Se José do Patrocínio vos visse nessa jornada patriótica, seguramente vos diria: Maria da Legião Negra: Se Deus vos deu a cor de Othelo, foi para terdes ciúmes do vosso País.

Maria da Legião Negra!

 

Que a vossa alma frágil de mulher ilumine a covardia dos que sonham com um Brasil escravizado pela ditadura prestes a sucumbir!

 



Recorte de jornal informando a morte de Maria Soldado
(Arquivo pessoal)


“Os negros de todos os Estados, que vivem em São Paulo, quando o clarim vibrou chamando para a defesa da causa sagrada os Brasileiros dignos, formaram logo na linha de frente das tropas Constitucionalistas”.

 


Batalhão da Legião Negra 


Minhas homenagens aos grandes guerreiros que se destacaram e se destacam na luta pela liberdade, democracia, pela igualdade, pela Lei e pela Ordem!

 

Fonte.

In. Revista Afro- Ásia, 29/30,2003.

DOMINGUES, Petrônio José; OS “PÉROLAS NEGRAS”: A PARTICIPAÇÃO DO NEGRO NA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932.

 

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.


quinta-feira, 2 de novembro de 2023

HOMENAGEM AOS SOLDADOS MORTOS.

 


Dia 2 de novembro – Dia de Finados.

 

“VIVERAM POUCO PARA MORRER BEM

MORRERAM JOVENS PARA VIVER SEMPRE!”

 




“Não há homenagem maior que preservar o legado daqueles que um dia caminharam entre nós e lutaram por nós!”

 

 

“Hás de voltar, meu filho,

E não voltaste!

Pelo bem do país que tanto amaste,

o teu corpo caiu, morreu teu passo.

Da tua mocidade generosa restou somente a farda gloriosa,

tinta de sangue, e o capacete de aço.

Tua mãe chora sempre a tua falta.

Árvore frágil para ser tão alta

a inclemência de um raio te cortou

as promessas risonhas de fartura,

os desejos de glória e de ventura,

o civismo sem par que te abrasou.

Repousa em paz, no coração materno,

da terra de São Paulo, grande e eterno,

no seu amor à gente idealista!

O nome teu, que importa!

Um nome passa!

Tu és, soldado, o apóstolo da raça,

o herói, o santo, o símbolo paulista!”

 

Oliveira Ribeiro Neto.

 

 





 “Oração ante a última trincheira”.

 

“Agora, é o silêncio.

E é silêncio que faz a última chamada.

E é o silêncio que responde: ‘Presente!’

Depois, será a grande asa tutelar de São Paulo – asa que é dia e noite

e sangue e estrela e mapa –

descendo, petrificada, sobre um sono que é vigília.

E aqui ficareis, Heróis-Mártires, plantados, firmes, para sempre,

neste santificado torrão de chão paulista.

Para receber-vos, feriu-se ele da máxima de entre as únicas feridas,

na terra, que nunca se cicatrizam,

porque delas uma imensa coisa emerge e impõe-se, que as eterniza.

Só para o alicerce, a lavra, a sepultura e a trincheira se tem o direito de ferir a terra.

E, mais legítima que a ferida do alicerce, que se eterniza na casa,

a dar teto para o amor, a família, a honra, a paz;

mais legítima que a ferida da lavra, que se eterniza na árvore,

a dar lenho para o leito, a mesa, o cabo da enxada, a coronha do fuzil;

mais legítima que a ferida da sepultura, que se eterniza no mármore,

a dar imagem para a saudade, o consolo, a bênção, a inspiração,

mais legítima que essas feridas é a ferida da trincheira que se eterniza na Pátria,

a dar toda a pura razão-de-ser da casa, da árvore e do mármore.

Este cavado trapo de terra – corpo místico de São Paulo, em que ora existis, consubstanciados –

mais que corte de alicerce, sulco de lavra, cova de sepultura, é rasgão de trincheira.

E esta, perene, que povoais é a nossa última trincheira.

Esta é a trincheira que não se rendeu,

a que deu à terra o seu suor,

a que deu à terra a sua lágrima,

a que deu à terra o seu sangue!

Esta é a trincheira que não se rendeu

a que é nossa bandeira gravada no chão

pelo branco do nosso Ideal,

pelo negro do nosso Luto,

pelo vermelho do nosso Coração!

A que, atenta, nos vigia,

a que, invicta, nos defende,

a que, eterna, nos glorifica!

Esta é a trincheira que não se rendeu,

a que não transigiu, a que não esqueceu, a que não perdoou!

Esta é a trincheira que não se rendeu,

a que a vossa presença, que é relíquia,

transfigura e consagra num altar

para o voo até Deus da nossa Fé!

E, pois, antes este altar, de joelhos,

a vós rogamos:

Soldados santos de 32,

sem armas em vossos ombros,

sem balas na cartucheira,

sem pão em vosso bornal,

sem água em vosso cantil,

sem galões de ouro no braço,

sem medalhas sobre o caqui,

sem mancha no pensamento,

sem medo no coração,

sem sangue já pelas veias,

sem lágrimas ainda nos olhos,

sem sopro mais entre os lábios,

sem nada a não ser vós mesmos,

sem nada senão São Paulo, velai por nós!

 

Guilherme de Almeida

 





Homenagem aos Soldados que morreram nas trincheiras lutando pela liberdade, pela Democracia e pelo bem dos cidadãos e de seu País.

 


Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo

 


ANIVERSÁRIO DO PORTAL “TRINCHEIRAS DE JAGUARIÚNA”!

    14 ANOS! Em 2012, iniciei as pesquisas relacionadas à Revolução Constitucionalista de 1932 em Jaguariúna. Nestes 14 anos, muitas mat...