terça-feira, 19 de novembro de 2013

O VALOROSO PAPEL DO NEGRO NA REVOLUÇÃO DE 1932.


O texto a seguir foi publicado no Jornal “A Gazeta”, de São Paulo, em 23 de setembro de 1932.

 “Os homens de cor e a causa sagrada do Brasil”

“Os patriotas pretos estão se arregimentando – Já seguiram vários batalhões – O entusiasmo na Chácara Carvalho – Exercícios dia e noite – As mulheres de cor dedicam-se à grande causa. Também os negros de todos os Estados, que vivem em São Paulo, quando o clarim vibrou chamando para a defesa da causa sagrada os brasileiros dignos, formaram logo na linha de frente das tropas constitucionalistas. A epopéia gloriosa de Henrique Dias vai ser revivida na luta contra a ditadura. Patriotas, fortes e confiantes na grandeza do ideal por que se batem São Paulo e Mato Grosso, os negros, sob a direção do Dr. Joaquim Guaraná Sant’Anna, tenente Arlindo, do Corpo de Bombeiro, tenente Ivo e outros, uniram-se, formando batalhões que, adestrados no manejo das armas e na disciplina vão levar, nas trincheiras extremas, desprendidos e leais, a sua bravura, conscientes de que se batem pela grandeza do Brasil que seus irmãos de raça, Rebouças, Patrocínio, Gama e outros muitos tanto dignificaram. Os nossos irmãos de cor, cujos ancestrais ajudaram a formar este Brasil grandioso, entrelaçando, os pavilhões auri-verde e Paulista, garbosos, ao som dos hinos e marchas militares, seguem cheios de fé, ao nosso lado, ao lado de todos os brasileiros que levantaram alto a bandeira do ideal da constitucionalização, para a cruzada cívica, sagrada, da união de todos os Estados sob o lábaro sacrossanto da pátria estremecida.”



 Batalhão da Legião Negra                                 fig.1


                                                                                        

Os negros participaram ativamente da Revolução Constitucionalista, formando batalhões específicos batizados de “Legião Negra”. Esses legionários eram conhecidos no imaginário popular como “Perolas Negras”. Eis alguns dos batalhões que se formaram e lutaram com bravura: 3ª Cia do Batalhão “Conselheiro Rebouças” pertencente à Legião Negra, Grupo de Bombardas Pesadas da Legião Negra, Batalhão “Henrique Dias”, 2ª Cia. do Batalhão “Vidal de Negreiros” e 2º Batalhão “Felipe Camarão”, da Legião Negra.

Os soldados da Legião Negra diferenciavam-se dos demais constitucionalistas por usarem um chapéu das abas largas com o uniforme.

Não só os homens negros mas também as mulheres negras tiveram grande e importante participação, pois tanto na retaguarda como nas frentes de batalhas, muitas acompanhavam seus maridos e algumas partiam sozinhas como é o caso mais conhecido de Maria Soldado.

Os “Pérolas Negras” eram motivo de muito orgulho para seus familiares.

A Legião Negra tinha uma constante preocupação em atender as famílias dos soldados negros carentes, bem como os órfãos, inválidos e viúvas da guerra. Esse trabalho era realizado juntamente com as entidades do movimento negro, que já existia desde o fim da escravidão (no início da década de 1930 o negro paulista já possuía uma certa organização coletiva).

Em Campinas, a entidade negra “Associação Beneficente São Benedito” ofereceu seu hospital às tropas constitucionalistas.

No transcorrer da guerra, o patriotismo e a bravura demonstrada pelos soldados da Legião Negra, chamaram a atenção da imprensa que os descreviam como “guerreiros impávidos”.
Em uma entrevista ao jornal “A Gazeta”, o Capitão Gastão Goulart, disse:
               “Os homens de cor são dos melhores guerreiros do nosso país. Ninguém imaginava a sua valentia, a sua capacidade de resistência nas trincheiras [...] é exemplar o comportamento em quartel, dos soldados da Legião Negra [...] amigos da disciplina, em combate se portam como heróis, pelejando pelo ideal da sua raça que é, ao mesmo tempo, o ideal do seu país.”
A História da Revolução Constitucionalista de 1932 não pode jamais esquecer a importância da participação dos negros e negras neste importante episódio da História do Brasil.
Jaguariúna teve também seu herói da Revolução Constitucionalista, Nabor de Moraes, negro, voluntário no Batalhão conhecido como “Dois de Ouro” pela bravura de seus soldados e denodo de seus comandantes, Nabor foi ferido por estilhaços de granada, em combate no Setor do Túnel, falecendo em 31 de agosto, estando sepultado no Mausoléu de Campinas.

Como na História, as Cidades não podem esquecer seus Heróis.




Nabor de Moraes                fig.2

 

               






                    Poema Legião Negra, São Paulo, 1932.
                     Autor desconhecido

Nós atendemos ao seu chamado, São Paulo!

Era natural que assim fosse, pois...

Não está também a nossa cor nas listas da tua bandeira?

Lutamos onde mais acesa era a batalha.

Ombro a ombro com nossos irmãos de crença

na grandeza do Brasil e na dignidade do Homem

que a ditadura vilipendiava.

Como todos os combatentes, oferecemos

nosso sangue por “vin d’honeur”.

E desde o princípio secundamos o teu grito de Justiça,

deixando em nossas casas quem ainda trazia as marcas dos grilhões.

Nós que conhecemos na pele o significado da Liberdade.

Sem espanto, recebeste o nosso holocausto no altar da Honra

E as tuas bênçãos nos impeliram ao resgate da Mãe Pátria.

Não te esqueças de nós, São Paulo.

Afinal... não está também a nossa cor nas listras da tua Bandeira?







 Referência:
DOMINGUES, P, J, Os "Pérolas Negras": A Participação do Negro na Revolução Constitucionalista de 1932. In. Revista Afro- Asia, 29/30, 2003. Disponível em www.afroasia.rifba.br/pdf/afroasia_n29-30_p199.pdf, acesso em 5 de out. de 2013.
Fig. 1- Disponível em bloghistoriacritica.blogspot.com acesso em 18 de. nov. de 2013.
Fig. 2- Disponível em blogs.viaeptv.com.promemoriacampinas.jpg acesso em 10 de outubro de 2013.



quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A BANDEIRA PAULISTA

 
 
 
 
                                                                     Fig. 1
 
"A Bandeira Paulista" obra de Paulo Vergueiro Lopes de Leão.
 
 
 
 
 A bandeira adotada pelo Estado de São Paulo foi idealizada inicialmente para ser a bandeira do Brasil.
Seu autor, Júlio Ribeiro, escritor e também numismata, tinha a intenção de que sua bandeira passasse a ser a Bandeira do Brasil.
A divulgação do modelo proposto por Júlio Ribeiro foi feita, a primeira vez, em um artigo publicado no jornal “O REBATE”, de sua fundação e orientação. Isto ocorreu em 16 de julho de 1888, portanto poucos dias após a abolição da escravatura.
Eis um trecho de como Júlio Ribeiro justificou essa bandeira que pretendia fosse a da Republica nascente, segundo informações do jornal citado acima:
 
"Esta bandeira preenche tudo o que se possa desejar:
1º) Agrada à vista pela oposição harmónica das cores preta e branca.  O preto é absorção completa da luz; o branco é o resultado da composição das sete cores do espectro.  Com qualquer destas duas cores, esteticamente vai bem o vermelho.
2º) Tem todas as condições físicas de durabilidade.  Veja-se uma bandeira alemã, bandeira que tem as mesmas cores, após anos de serviço ao céu aberto, está quase como no primeiro dia.
3º) Tem legitimidade heráldica: o preto (sinoble), o branco (prata), o vermelho (goles), são cores nobilíssimas, reconhecidas pelos reis de armas de todos os países.
4º) Ainda não tem tradições: a nós cumprir e criá-las, honrosas, invejáveis; a nós incumbe ganhar-lhe o respeito de que se deve ela rodear.
5º) Simboliza de modo perfeito a gênese do povo brasileiro, as três raças de que ele se compõe - branca, preta e vermelha.  As quatro estrelas a rodear um globo, em que se vê o perfil geográfico do país, representam o Cruzeiro do Sul, a constelação indicadora da nossa latitude austral.
Assim, pois, erga-se firme, palpite glorioso o Alvinegro Pendão do Cruzeiro!!!"
 Essa bandeira chegou a ser hasteada no Palácio do Governo Provincial de São Paulo, no dia da Proclamação da República e alguns poucos dias mais. Mas essa bandeira foi passageira como símbolo do novo regime, mesmo porque um dos primeiros decretos do Governo Provisório da Republica, sob o nº 4 de 19 de novembro de 1889, estabelecia que as cores da nova bandeira fossem verde e amarela, repetindo as cores da Bandeira Imperial.
Os paulistas levaram um tempo a determinar a escolha de uma bandeira que fosse seu símbolo.
 Em um artigo, em 1914, dizia Afonso A. de Freitas:
 “A bandeira ideada por Júlio Ribeiro e por ele proposta para substituir o pavilhão imperial é, com pequenas modificações exigidas pela adaptação regional, a atual do Estado de São Paulo, por todos os brasileiros conhecida e respeitada”.
 Não se sabe ao certo quando e como a bandeira foi de fato instituída como a Bandeira do Estado, pois desde os tempos da Republica ela foi sendo consagrada pelo uso sem que, no entanto, nenhum ato oficial viesse antes a declara-la como tal.
Numa fase pouco antes da Revolução Constitucionalista de 1932, durante e após esse período agitado, que a bandeira de Júlio Ribeiro tornou-se autêntico símbolo da terra e do povo paulista. Foi então que todos os paulistas passaram a considera-la como a sua bandeira, mesmo que até então nenhuma lei a tivesse declarado como tal. O apego ardente a essa bandeira nasceu de uma atitude espontânea de todos os paulistas
 Mesmo sem ter sido idealizada, primitivamente, para ser a bandeira de São Paulo, acabou, e bem servindo ao nosso Estado.
Contudo, a Lei 145, de setembro de 1948, não deu uma explicação extensa e bem heráldica da nossa bandeira.  Isso, aliás, já havia sido feito pelo decreto-lei anterior (o de 1946), o qual precedeu os seus dois únicos artigos de uma série de considerandos em que o último é uma interpretação, muito estruturada, da bandeira paulista. Ei-lo na íntegra:
 "a bandeira de São Paulo significa que "noite e dia" (campo burelado de preto e branco) o nosso povo está pronto a verter o seu sangue (cantão vermelho) em defesa do Brasil (círculo e silhueta geográfica) nos quatro pontos cardeais (estrelas de ouro)".
Foi essa, portanto, a interpretação dada aos elementos heráldicos integrantes da bandeira paulista. É a que devemos aceitar e divulgar.  E ela diz bem dos nossos sentimentos nacionalistas.
Quanto ao número de listas não se sabe exatamente qual o critério adotado, sabe-se apenas que em seu desenho inicial tinha 15 listas e em algum momento passou para 13 listas, talvez por uma questão de estética ou por inspiração em alguma outra bandeira.
 
 

                                                                                        Fig. 2
 
A bandeira com 15 listas.
 
 
                                                                                      Fig. 3
 
A bandeira com 13 listas.
 
 
                                                                                        Fig. 4
 
Bandeira usada durante a Revolução Constitucionalista.
 
 
                                                                                        Fig.5
 
A Bandeira do Governador do Estado. 
 
 
O texto foi baseado em informações do estudo feito por Hilton Federici.
 
 Trechos do Livro: Símbolos Paulistas (Estudo Histórico – Heráldico) do autor Hilton Federici
Referência: FEDERICI, Hilton. Símbolos Paulistas: estudo histórico-heráldico. São Paulo: Secretaria de Cultura, Comissão de Geografia e História, 1981.
Disponível em http//:www.bv.sp.gov.br acesso em 14 de out. de 2013.
 
Fig. 1 - Disponível em www.tiket.com
Fig. 2 - Disponível em inf.wikipedia.org
Fig.3, 4 e 5  - Disponível em www.vexilogia.com

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Levante do Interior: Chefes Revolucionários dos Municípios *



                                                                                                                Luiz A. S. Melo                     



Ao eclodir a Revolução, foram organizados levantes na Capital e no Interior do Estado de São Paulo. O levante na Capital seria imediatamente secundado por levantes nos municípios do interior, onde foram instalados governos revolucionários que obedeceriam à Capital. Os municípios foram organizados em Distritos. Cada Distrito e cada município tinha um ou mais chefes.

A matéria visa informar quais eram os Chefes dos Municípios, com o intuito de as gerações atuais conhecerem os nomes daqueles valorosos revolucionários que, há 81anos, se dispuseram a organizar o levante em cada cidade ou região do Estado de São Paulo.

Os municípios foram relacionados em ordem alfabética, cada um seguido pelo respectivo Distrito (D) e pelos seus Chefes. Contabilizaram-se 127 municípios e alguns dos relacionados podem ter hoje outro nome.


Municípios e seus Chefes.



Agudos (5ºD) – Alfredo Pina e Hugo Celidônio

Amparo (6ºD) – Dr. Plínio Amaral

Araçatuba (5ºD) – Joaquim Ferraz de Camargo

Araraquara (9ºD) – Drs. Edgard Batista Pereira e Plínio de Carvalho

Araras (8ºD) – Luiz Delamain

Areias (3ºD) – Coronel Manoel de Martins

Assis (5ºD) – (?) não consta

Atibaia (6ºD) – Major Sebastião Teodoro Pinto

Avaí (5ºD) – (?) organizações próprias

Avaré (5ºD) – Dr. Félix Fagundes

Bananal (3ºD) – Cel. Luís Augusto de Almeida e Hernani Graça

Bauru (5ºD) – Antônio Fraga e Eduardo Coutinho

Bernardino de Campos (5ºD) – Ismael Machado

Birigui (5ºD) – Antônio Goffi

Botucatu (5ºD) – Antônio de Moura Campos

Bragança (6ºD) – Major Benedito Rodrigues Moreira

Brotas (9ºD) – João Justiniano dos Santos

Caçapava (2ºD) – João Dias Ferreira

Cachoeira (3ºD) – Antônio Rodrigues da Mota

Cafelândia (5ºD) – Dr. Péricles Ferraz do Amaral

Campinas (6ºD) – Drs. Pires Neto, Fernão Pompeu e Francisco Mesquita

Cândido Mota (5ºD) – Otávio Pinto Ferraz

Capivari (4ºD) – Dr. André Assunção

Caraguatatuba (2ºD) – Dr. Leovigildo Trindade

Casa Branca (7ºD) – Francisco de Carvalho e ... Silos

Catanduva (10ºD) – Drs. Adalberto Neto e Odilon Nogueira

Cerqueira César (5ºD) – Avelino Pereira

Chavantes (5ºD) – Augusto Regala

Cruzeiro (2ºD) – Dr. Ananias Gomes da Silva

Cunha (2ºD) – Plínio Pereira Coelho

Descalvado (8ºD) – Dr. Glemnan Dias

Dois Córregos (9ºD) – João Justiniano dos Santos

Espírito Santo do Pinhal (7ºD) – Drs. Gentil Ribeiro de Oliveira Mota e Abelardo César

Espírito Santo do Turvo (5ºD) – Dr. Abelardo Guimarães

Fartura (5ºD) – Dr. Ariovaldo Carvalho

Gália (5ºD) – Aparício Rocha

Garça (5ºD) – João de Castro

Guaratinguetá (3ºD) -  Professor Mário Moreira

Ibirá (10ºD) – Jonas Gonçalves e Antônio Gonçalves de Carvalho

Ilha Bela (6ºD) – Dr. Leovigildo Trindade

Inácio Uchôa (10ºD) – Manuel Reverendo Vida e Sílvio Sales José Batista de Carvalho

Indaiatuba (4ºD) – João de Paula Leite e Tiago Mazagão

Ipauçu (5ºD) – Dr. Breno Noronha

Itapetininga (4ºD) - General Ataliba Leonel

Itapira (7ºD) - Coronel Francisco Vieira

Itararé (5ºD) – Indalé Ramos e Coronel Nenê Sobrinho

Itatiba (5ºD) – Dr. Pires Neto

Itatinga (5ºD) – Renato Lopes de Oliveira

Itu (4ºD) – Antônio de Almeida Toledo e Laudelino Xavier da Silveira

Jacareí (2ºD) – Sebastião Soares Lara

Jambeiro (2ºD) – Coronel Júlio Augusto de Melo

Jaú (9ºD) – Dr. Orozimbo Loureiro e Justiniano dos Santos

Joanópolis (6ºD) – Dr. Pires Neto

José Bonifácio (10ºD) – João Domingos do Amaral

Jundiaí (6ºD) – Juarez Godói e Horácio de Oliveira

Laranjal (4ºD) – Dr. Quinzinho Assunção

Leme (8ºD) – Dr. Custódio de Lima

Limeira (8ºD) – Major José Levi Sobrinho

Lins (5ºD) – José Soares Barbosa e Pedro Tavares

Lorena (3ºD) – Dr. José Ortiz Nogueira

Marília (5ºD) – Dr. Carlos Moraes Barros e Eurico de Novais

Matão (10ºD) – Dr. Edgard Batista Pereira

Mirassol (10ºD) – Vitor Cândido de Souza e Antônio Fidélis

Mococa (7ºD) – Dr. Manoel Carlos de Siqueira

Mogi das Cruzes (2ºD) – Basílio Batalha

Mogi Guaçu (7ºD) – Coronel Francisco Vieira

Mogi Mirim (7ºD) – Coronel Francisco Vieira

Monte Alto (10ºD) – Dr. Raul Medeiros

Monte Aprazível (10ºD) – Dr. Antônio Tavares de Almeida

Monte Mor (4ºD) – João Paulo Ginefra

Nogueira (5ºD) – (?) organizações próprias

Óleo (5ºD) – João Fausto Giraldes

Ourinhos (5ºD) – Rodopiano Leones da Silva

Palmital (5ºD) – Otávio Pinto Ferraz

Pederneiras (9ºD) – Olinto Fraga Moreira

Pedreira (6ºD) - Dr. Plínio Amaral

Penápolis (5ºD) - Capitão Moisés

Pindamonhangaba (3ºD) – Raul Prado Salgado

Pindorama (10ºD) – Dr. Edgard Batista Pereira

Pinheiros (3ºD) – José Horta

Piracicaba (8ºD) – Luís Dias Gonzaga

Pirassununga (8ºD) – Dr. Fernando Costa

Piraju (5ºD) – Agostinho de Arruda

Pirajuí (5ºD) – Joaquim Amaral Melo

Piratininga (5ºD) – Antônio Dias Soares 

Porto Feliz (4ºD) – José Martins Bastos e Farmacêutico Martelli

Presidente Alves (5ºD) – Tenente José Antônio Nogueira

Promissão (5ºD) – Dr. Alcino Sodré

Quatá (5ºD) – Dr. Tito Lívio Brasil

Queluz (3ºD) – Professor Henrique Thim

Ribeirão Preto e Alta Mogiana (10ºD) – Drs. Fábio Barreto, Francisco Junqueira, Albino

                                                                Camargo e José de Aguiar Pupo

Rio Claro (8ºD) – Irineu Penteado

Rio Preto (10ºD) – Dr. Cenobelino de Barros Serra, Dr. Teotônio Monteiro de Barros,

                               Hernani Domingues e Vítor Brito Bastos

Salto de Itu (4ºD) – Sílvio de Almeida Sampaio

Salto Grande (5ºD) – Coronel Mursa

Santa Cruz do Rio Pardo (5ºD) – Dr. Abelardo Guimarães

Santa Isabel (2ºD) – Antônio Monteiro da Cruz

Santa Rita (8ºD) – Antônio Meireles Pinto

Santo Anastácio (5ºD) – Dr. Tito Lívio Brasil

São Bento do Sapucaí (3ºD) – Tenente Eurico Vieira Lima

São Carlos (9ºD) - Tomás Gregori

São José do Barreiro (3ºD) – Dr. Antônio Santa Marinha e Reinaldo Maia Souto

São José dos Campos (2ºD) – Major José D’Elias

São José do Rio Pardo (7ºD) – Tarquínio Olinto

São João da Boa Vista (7ºD) – Drs. Teófilo de Andrade e Cândido de Oliveira

São Luís do Paraitinga (2ºD) – Euclides da Silva Alemeira e Dr. Granadeiro Guimarães

São Manuel (5ºD) - Antônio Meira Leite

São Miguel Arcanjo (4ºD) – Jornalista Antenor Silvério

São Pedro do Turvo (5ºD) – Dr. Abelardo Guimarães

São Prudente (5ºD) – Dr. Tito Lívio Brasil

São Roque (4ºD) -  Dr. Argeu Vilaça

São Sebastião (2ºD) – Dr. Leovigildo Trindade

São Simão (7ºD) – Calimério de Oliveira

Serra Azul (7ºD) – Dr. José Sampaio Leite

Silveiras (3ºD) – Artur da Silva Bernardes

Socorro (6ºD) - Drs. J. B. Gomes Ferraz e Plínio Amaral

Sorocaba (4ºD) – General Ataliba Leonel

Tanabi (10ºD) – João Gualberto Portugal e Francisco Vargas

Taquaritinga (10ºD) – Antônio Santana e Manuel Mendonça

Tatuí (4ºD) – General Ataliba Leonel

Taubaté (2ºD) – Drs. Antônio de Moura Abud e Mário Ferreira Lopes

Tibiriçá (5ºD) – (?) organizações próprias

Tietê (4ºD) – Drs. Ibraim Madeira e Plínio Rodrigues

Torrinha (9ºD) – Dr. Raul Lacerda

Tremembé (2ºD) – Drs. Antônio de Moura Abud e Mário Ferreira Lopes

Una (4ºD) – Raimundo de Almeida Lima

Vargem Grande (7ºD) – D’Ávila Ribeiro e Coronel Francisco Vieira

Vila Americana (6ºD) – Dr. Pires Neto.



*Fonte:

FIGUEIREDO, E. Contribuição para a História da Revolução Constitucionalista de 1932. São Paulo, Livraria Martins Editora S.A., 1954. 325p., 2 doc., 10 mapas.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

SOBRE AS CAUSAS DO FIM DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA.



         No seu livro "Contribuição para a História da Revolução Constitucionalista de 1932", o General Euclydes de Figueiredo após expor os fatos ocorridos nos últimos  dias da guerra, fez considerações sobre as causas que levaram a cessação das hostilidades no dia 02 de outubro de 1932. O General, em seu livro fez um relato que se pode considerar histórico e ao final fez os comentários que se seguem:









                         







                              A seguir o telegrama enviado pelo General Klinger informando a cessação das hostilidades.








Fonte de informação.

FIGUEIREDO,E. Contribuição para a História da Revolução Constitucionalista de 1932: São Paulo, Livraria Martins Editora S.A., 1954. 340p.

Imagem telegrama disponível em  peregrinacultural.wordpress.com, acesso em 10 de set.de 2013.

domingo, 29 de setembro de 2013

A LUTA CONSTITUCIONALISTA NA ZONA MOGYANA.


Transcrição de notícia publicada no Jornal Folha da Noite de 27 de setembro de 1932.


"Estão definitivamente consolidadas as nossas posições na linha Jaguary - Amparo.
A base de nossa retaguarda na linha Funilense.
A situação de Mogi-Mirim.
As operações em Pedreira.
O que há no ramal de Igarapava".


                 "Zona da Mogyana, 27. Do enviado especial .
            As operações das nossas forças na linha Jaguary - Amparo conduziram-nos ontem a novos e importantes progressos, terminando com a consolidação definitiva das nossas posições. O cerco de Amparo pelas tropas constitucionalistas, com a brilhante participação da coluna de Romão Gomes, está sendo executada com sucesso. A marcha das nossas operações toma assim um extraordinário vulto, graças as imediatas e inteligentes providências do nosso comando geral. O que se opera na linha de Jaguary estende-se igualmente ao setor de Mogi- Mirim. A Estrada de Ferro Funilense ocupada pelas nossas tropas, forma uma sólida base de operações que irradiam para Mogi-Mirim. Nessas circunstâncias a situação dos invasores da zona está longe de ser segura e não oferece margem alguma para uma ação de caráter decisivo.
             A celebre marcha ditatorial sobre Campinas passou do domínio da lenda. A campanha nesse trecho da Mogyana assume proporções ameaçadoras para o inimigo, que tem seu avanço completamente impedido e se vê na emergência de resistir fracamente a ação ofensiva das nossas tropas cujo plano está sendo lento mas seguramente executado.


               As operações em Pedreira 
              Sábado último os ditatoriais ameaçados na região de Amparo tentaram uma desesperada ofensiva no setor de Pedreira. Custou-lhes caro o ataque que dirigiram. O adversário foi energicamente repelido, sofrendo numerosas baixas.
A possível concentração das forças da ditadura no setor de Pedreira visará apenas uma medida de prudência por parte do inimigo, cuja retaguarda está sendo continuamente ameaçada pelas nossas forças. Os ditatoriais fazem todos os esforços possíveis para evitar um movimento envolvente que os prive de qualquer comunicação com Minas, único refugio da sua retirada.

                     A situação em Igarapava 
                   Nenhum fundamento tem os boatos alarmistas sobre a situação no ramal de Igarapava. A nossa situação, nesse setor é ótima. Uma comunicação procedente de Guará (entre S. Joaquim e Ituverava) afirma que essa região está fortemente guarnecida pelas nossas tropas, cujos postos avançados se fecham na fronteira com Minas.

                    Comunicam igualmente, de Franca, sede do comando desse setor, que não há nem pode haver receio algum de uma incursão inimiga por aquela Zona da Alta Mogyana.
                    Notícias idênticas nos vem de Batatais".









                               Estação Funilense.

                            A Cia. Carril Funilense foi inaugurada em 18/09/1899 pela Cia. Agrícola Funilense, de Funil, hoje Cosmópolis. Saindo do centro de Campinas e chegando até a atual  Cosmópolis.




                                 Logo da Cia. Funilense.                           
                                 Foto de Adriano Rocha.



Fonte de informação.


Acervo Folha - www.acervofolha.com
www.estacoesferroviarias.com.br

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Visita do Comandante do Exército Constitucionalista à Jaguariúna.



Em 09 de setembro deste ano o Comandante do Exército Constitucionalista da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, Sr. William Mascarenhas Whorth, esteve em Jaguariúna para visitar a cidade que não via há mais de 40 anos,  época em que residiu aqui por três anos.
Aproveitando a visita, participou da abertura da exposição "História do Futebol em Jaguariúna",  na Casa da Memória,  homenagem ao aniversário da cidade, onde conheceu diversas personalidades locais e pode relembrar algumas de suas passagens na cidade quando participou dos eventos esportivos daquela época.
A solenidade de abertura da exposição teve início no Teatro Municipal Dona Zenaide, tendo como cerimonialista o Sr. Tomaz de Aquino Pires, que  é o curador da Casa da Memória Padre Gomes.
Durante a cerimônia o Comandante William pediu a palavra ao Sr. Tomaz o que foi prontamente atendido. Em sua fala, elogiou a iniciativa dos organizadores da exposição e parabenizou as personalidades presentes. Contou rapidamente sobre sua passagem por Jaguariúna, marcando sua presença em grande estilo.
Após, todos se dirigiram ao prédio onde está instalada a Casa da Memória para a abertura oficial da exposição.




                                                                                                      M.H.T.S.Melo
Convidados no saguão do Teatro.




                                                                                                            M.H.T.S.Melo
Personalidades que compunham a mesa e no canto direito o Sr. Tomaz de Aquino Pires.




                                                                                                Gislaine Mathias
À direita Comandante William M. Worth,  Vice-prefeita, Sra. Maria Auxiliador Zanin Tonini, Sr. Tonini e Maria Helena T. S. Melo, Presidente do N.C. Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna.



                                                     M.H.T.S.Melo
Comandante William M. Worth ao lado do monumento em homenagem aos Pracinhas da FEB.



Fotografias nos jornais  da cidade


                                                                                             Jornal Gazeta Regional
À direita Comandante William M. Worth e Maria Helena T.S.Melo.





                                                                                                   Jornal de Jaguariúna








quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DA VILA JAGUARY NA REVOLUÇÃO DE 1932.



Nos anos de 1930 a população da pacata Vila Jaguary (atual Jaguariúna) acompanhava as questões da agitação política, em consequência das medidas adotadas pelo então Presidente Getúlio Vargas, mas não havia envolvimento
Quando em 9 de julho de 1932, o movimento revolucionário ganhou as ruas, teve apoio de amplos setores da sociedade paulista que, não só se mobilizaram em torno de ações pragmáticas para resoluções do conflito, como intelectuais, industriais, estudantes, políticos e outros segmentos assumiram a causa e, literalmente foram à luta.
Em três meses de intensos combates, os paulistas foram os primeiros a tomarem posições em trincheiras, algumas delas bem próximas à Vila Jaguary, como as trincheiras das cidades de Pedreira, Amparo e Estação Eleutério.
Naquele momento a Vila foi utilizada para concentração de tropas paulistas, pois era favorecida por sua posição geográfica. Este fato alterou a rotina da Vila Jaguary.
No centro da Vila, em local próximo à primeira Estação Ferroviária, batalhões de soldados improvisaram alojamentos em vagões da Companhia Mogiana que estavam estacionados no pátio.
Como sua posição geográfica favorecia as comunicações, foi instalado nessa mesma estação o centro para contato telegráfico, que era usado nas orientações estratégicas das frentes de combate.
Ainda, na região central, próximo ao pontilhão ali existente na época, instalaram-se o alojamento para os soldados, o depósito de equipamentos e o estacionamento para 22 caminhões.
A posição de destaque atribuída à Vila Jaguary provocou reação imediata. Soldados mineiros das forças do governo invadiram a Vila. Os armazéns de secos e molhados, que pertenciam ao Sr. Giovani Ferrari e Sr. Augusto Chiavegato, sofreram saques e suas instalações foram praticamente destruídas.
A Fazenda da Barra também foi invadida por soldados mineiros que ali montaram um quartel. Destruíram o mobiliário e louças e também escreveram nas paredes do salão principal palavras ofensivas aos paulistas, tais como: "fazendeiros:Minas ainda há de abater o orgulho de São Paulo".

Veja mais sobre a invasão na fazenda em http://mmdcjaguariuna.blogspot.com.br/2012/10/a-invasao-da-fazenda_15.html.

O avião da ditadura, o "Vermelhinho", visitava a Vila Jaguary diariamente. O primeiro bombardeio atingiu a rua Alfredo Engler e o segundo ataque foi sobre a Fazenda Florianópolis, que em decorrência da terra estar recentemente arada não houve explosão.
Diante destes acontecimentos, várias famílias saíram em fuga generalizada, abandonando suas residências. Algumas procuraram abrigos no bairro Tanquinho e outros partiram para outras cidades mais distantes do centro das batalhas.
Os que permaneceram na Vila, procuraram abrigo em residências que se encontravam abandonadas e que se localizavam em locais menos atacados.




Estação Ferroviária Jaguary em 1910. (foto 1)

 





Armazém Ferrari.
Giovani e Abelle Ferrari em 1932. (Foto2)








Inscrição na parede em uma das salas da Fazenda da Barra, 
soldados mineiros deixaram gravado inscrições de ódio aos paulistas. (foto3)








Fonte de informações.   
                                                                   
Jaguariúna no Curso da História/coordenação e textos: Suzana Barreto Ribeiro; -Jaguariúna: Secretaria de Educação de Jaguariúna, 2008, 256p.     

Fotografias.

1 - Disponível em www.estacoesferroviarias.com.br
2 - acervo da Casa da Memória Padre Gomes , Jaguariúna, SP .
3 - Maria Helena de Toledo Silveira Melo, 2012.                                                                                   
                                                                                  





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